01 de Junho de 2019

6ª semana da Páscoa - Sábado

- por Padre Alexandre Fernandes

SABADO – SÃO JUSTINO FOLÓSOFO E MÁRTIR

(branco – pref. comum dos pastores, ofício da memória)

 

Antífona da entrada

 

– Os pagãos contaram suas fábulas, mas nada valem perante vossa lei. Diante dos reis falei de vossa aliança sem me envergonhar (Sl 118,85.46).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, que destes ao mártir são Justino um profundo conhecimento de Cristo pela loucura da cruz, concedei-nos, por sua intercessão, repelir os erros que nos cercam e permanecer firmes na fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: At 18, 23-28

 

– Leitura dos Atos dos Apóstolos: 23Paulo permaneceu algum tempo em Antioquia. Em seguida, partiu de novo, percorrendo sucessivamente as regiões da Galácia e da Frígia, fortalecendo todos os discípulos. 24Chegou a Éfeso um judeu chamado Apolo, natural de Alexandria. Era um homem eloquente, versado nas Escrituras. 25Fora instruído no caminho do Senhor e, com muito entusiasmo, falava e ensinava com exatidão a respeito de Jesus, embora só conhecesse o batismo de João. 26Então, ele começou a falar com muita convicção na sinagoga. Ao escutá-lo, Priscila e Áquila tomaram-no consigo e, com mais exatidão, expuseram-lhe o caminho de Deus.  27Como ele estava querendo passar para a Acaia, os irmãos apoiaram-no e escreveram aos discípulos para que o acolhessem bem. Pela graça de Deus, a presença de Apolo aí foi muito útil aos fiéis. 28Com efeito, ele refutava vigorosamente os judeus em público, demonstrando pelas Escrituras que Jesus é o Messias.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 47, 2-3.8-9.10 (R: 8a)

 

– O Senhor é o grande Rei de toda a terra.
R: O Senhor é o grande rei de toda a terra.

 

– Povos todos do universo, batei palmas, gritai a Deus aclamações de alegria! Porque sublime é o Senhor, o Deus Altíssimo, o soberano que domina toda a terra.

R: O Senhor é o grande rei de toda a terra.

 

– Porque Deus é o grande Rei de toda a terra, ao som da harpa acompanhai os seus louvores! Deus reina sobre todas as nações, está sentado no seu trono glorioso.

R: O Senhor é o grande rei de toda a terra.

 

– Os chefes das nações se reuniram com o povo do Deus santo de Abraão, pois só Deus é realmente o Altíssimo, e os poderosos desta terra lhe pertencem!

R: O Senhor é o grande rei de toda a terra.

 

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Saí do Pai e vim para ao mundo, eu deixo o mundo e vou ao Pai (Jo 16,28).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 16, 23-28

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.

– Glória a vós, Senhor!

 

– Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 23b“Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes ao Pai alguma coisa em meu nome, ele vos dará. 24Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis; para que a vossa alegria seja completa. 25Disse-vos estas coisas em linguagem figurativa. Vem a hora em que não vos falarei mais em figuras, mas claramente vos falarei do Pai. 26Naquele dia pedireis em meu nome, e não vos digo que vou pedir ao Pai por vós, 27pois o próprio Pai vos ama, porque vós me amastes e acreditastes que eu vim da parte de Deus. 28Eu saí do Pai e vim ao mundo; e novamente parto do mundo e vou para o Pai”.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

São Justino

- por Padre Alexandre Fernandes

São Justino se tornou um grande filósofo cristão, buscou corresponder diariamente a sua fé

Nasceu na Palestina, na cidade de Siquém, em uma família que não conheceu Jesus. Justino buscou com aquilo que tinha, a verdade. Ele tinha essa sede e providencialmente pôs em sua vida um ancião que se aproximou dele para falar sobre a filosofia. E ele apresentou o ‘algo mais’ que faltava a Justino. Falou dos profetas, da fé, da verdade, do mistério de Deus e apresentou Jesus Cristo.

Justino se tornou um grande filósofo cristão, sacerdote, um homem que buscou corresponder diariamente a sua fé. E depois dos padres apostólicos, ele foi intitulado como o primeiro santo, padre. A Sagrada Tradição foi muito testemunhada nos escritos deste santo.

Por inveja e por não aceitar a verdade, um filosofo denunciou São Justino, que foi julgado injustamente, flagelado e por não renunciar a Jesus Cristo, foi decapitado. Isso no ano de 167.

Com fé e razão nós mergulhamos nosso ser no coração de Jesus, modelo e fonte de toda graça, bênção e santidade.

 

São Justino, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Ele vos dará… (Jo 16,23b-28)

 

            Estamos diante de uma promessa de Jesus. É importante lembrar que, ao fazer uma promessa, a pessoa se com-promete. A promessa inclui um com-promisso. Faltar com uma promessa traz desonra para quem prometeu. Ora, é Jesus, o Filho de Deus, que está prometendo a todos nós: – “Se pedirdes ao Pai alguma coisa em meu nome, ele vos dará”… Entendo que a própria honra de Jesus Cristo está em jogo quando apostamos em sua promessa.

 

            O mínimo a ser extraído deste Evangelho é que Jesus de Nazaré acredita no poder da oração. Melhor: o Filho acredita na bondade e na misericórdia do Pai. Ele sabe que todo bem é proveniente do Pai, convicção também manifestada pelo apóstolo Tiago em sua Carta (1,17), ao afirmar que “todo dom precioso e toda dádiva perfeita vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que desconhece fazes e períodos de sombra”.

 

            Os honestos e os contabilistas costumam crer que Deus só ouve as orações de quem “merece”. Profundo engano! A depender de “merecimento”, o bandido crucificado ao lado de Jesus não teria ouvido a promessa: “Ainda hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23,43). Não é o nosso mérito, mas a misericórdia de Deus que abre as comportas de sua Graça diante de nossos pedidos.

 

            E esta promessa de Jesus, envolvida pelo clima altamente emocional da Última Ceia, não brota de um impulso sentimental. Muito antes, em pleno Sermão da Montanha, o Mestre já havia ensinado: “Pedi e vos será dado! Procurai e encontrareis! Batei e a porta vos será aberta! Pois todo aquele que pede recebe, quem procura encontra, e a quem bate, a porta será aberta”. (Mt 7,7-8)

 

            É bem verdade que a promessa de Jesus inclui uma cláusula importante: “em meu nome”. Pedir “em nome de Jesus” é pedir “na pessoa” de Jesus, ou seja, pedir alguma coisa que o próprio Jesus pediria. E ele não pediria a morte dos inimigos ou um prêmio da loteria. Isto sugere uma atitude apropriada para nossas orações, talvez refletindo antes de pedir: – “O que é que Jesus pediria se estivesse em meu lugar?” Viver sem problemas? Fugir de minha cruz? Pedir que as pedras se transformem em pães?

 

            Em tempo: Jesus já nos ensinou a rezar ao Pai: “Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu…”

 

Orai sem cessar: “Eis-me aqui para fazer a vossa vontade!” (Hb 10,7)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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