06 de Outubro de 2019

27ª semana comum Domingo

- por Padre Alexandre Fernandes

DOMINGO – XXVII SEMANA DO TEMPO COMUM

(Verde, glória, creio – II semana do saltério)

 

Antífona da entrada

 

– Senhor, tudo está em vosso poder, e ninguém pode resistir à vossa vontade. Vós fizestes todas as coisas: o céu, a terra e tudo o que eles contêm; sois o Deus do universo! (Est 1,9).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus eterno e todo-poderoso, que nos concedeis, no vosso imenso amor de Pai, mais do que merecemos e pedimos, derramai sobre nós a vossa misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência e dando-nos mais do que ousamos pedir. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Hab 1,2-3;2,2-4

 

– Leitura do livro do profeta Habacuc: 2Senhor, até quando chamarei, sem me atenderes? Até quando devo gritar a ti: “Violência!”, sem me socorreres?
3Por que me fazes ver iniquidades, quando tu mesmo vês a maldade? Destruições e prepotência estão à minha frente; reina a discussão, surge a discórdia.  2,2Respondeu-me o Senhor, dizendo: “Escreve esta visão, estende seus dizeres sobre tábuas, para que possa ser lida com facilidade. 3A visão refere-se a um prazo definido, mas tende para um desfecho, e não falhará; se demorar, espera, pois ela virá com certeza, e não tardará. 4Quem não é correto, vai morrer, mas o justo viverá por sua fé”.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 95,1-2.6-7.8-9 (R: 8)

 

– Não fecheis o coração; ouvi vosso Deus!
R: Não fecheis o coração; ouvi vosso Deus!

– Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos o Rochedo que nos salva! Ao seu encontro caminhemos com louvores, e com cantos de alegria o celebremos!

R: Não fecheis o coração; ouvi vosso Deus!

– Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra, e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor, e nós somos o seu povo e seu rebanho, as ovelhas que conduz com sua mão.

R: Não fecheis o coração; ouvi vosso Deus!

– Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: “Não fecheis os corações como em Meriba, como em Massa, no deserto, aquele dia, em que outrora vossos pais me provocaram, apesar de terem visto as minhas obras”.

R: Não fecheis o coração; ouvi vosso Deus!

2ª Leitura: 2Tm 1,6-8.13-14

 

– Leitura da segunda carta de são Paulo a Timóteo: Caríssimo: 6Exorto-te a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos. 7Pois Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e sobriedade. 8Não te envergonhes do testemunho de Nosso Senhor nem de mim, seu prisioneiro, mas sofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus. 13Usa um compêndio das palavras sadias que de mim ouviste em matéria de fé e de amor em Cristo Jesus. 14Guarda o precioso depósito, com a ajuda do Espírito Santo, que habita em nós.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– A palavra do Senhor permanece para sempre; e esta é a palavra que vos foi anunciada (1Pd 1,25).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 17,5-10

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

– Glória a vós, Senhor!   

 

– Naquele tempo, 5os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!
6O Senhor respondeu: “Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíes dizer a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria.  7Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem depressa para a mesa?’  8Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso tu poderás comer e beber?’ 9Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado? 10Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’”.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

 

São Bruno

- por Padre Alexandre Fernandes

São Bruno, iniciou a Ordem gloriosa com o coração abrasado de amor por Jesus

Hoje lembramos o santo que se tornou o fundador da Ordem dos Cartuxos, considerada a mais rígida de todas as Ordens da Igreja, e que atravessou a história sem reformas.

Filho de família nobre de Colônia (Alemanha), nasceu em 1032. Quando alcançou idade foi chamado pelo Senhor ao sacerdócio, e se deixou seduzir. Amigo e admirado pelo Arcebispo de Reims, Bruno, inteligente e piedoso, começou a dar aulas na escola da Catedral desse local, até que já, cinquentenário e cônego, amadureceu na inspiração de servir a uma Ordem religiosa.

Após curto estágio num mosteiro beneditino, retirou-se a uma região chamada Cartuxa com a aprovação e bênção de São Hugo, Bispo de Grenoble, o qual lhe ofereceu um lugar. Isto se deu graças a um sonho que São Hugo teve. Neste sonho, apareciam-lhe sete estrelas que caíam aos seus pés para, logo em seguida, levantarem-se e desaparecerem no deserto montanhoso. Após este sonho, o Bispo recebeu a visita de Bruno que estava acompanhado por seis companheiros monges. Ao ver os sete varões, o Bispo Hugo reconheceu imediatamente neles as sete estrelas do sonho e concedeu-lhes as terras onde São Bruno iniciou a Ordem gloriosa da Cartuxa com o coração abrasado de amor por Jesus e pelo Reino de Deus. Com os monges companheiros, observava-se absoluto silêncio, a fim do aprofundamento na oração e à meditação das coisas divinas, ofícios litúrgicos comunitários, obediência aos superiores, trabalhos agrícolas, transcrição de manuscritos e livros piedosos.

Quando um dos discípulos de São Bruno tornou-se Papa (Urbano II), teve ele que obedecer ao Vigário de Cristo, já que o queria como assessor, porém, recusou ser Bispo e após pedir com insistência ao Sumo Pontífice, conseguiu voltar à vida religiosa, quando juntamente com amigos de Roma, fundou no sul da Itália o Mosteiro de Santa Maria da Torre, onde veio a falecer no dia 6 de outubro de 1101.

As últimas palavras foram: “Eu creio nos Santos Sacramentos da Igreja Católica, em particular, creio que o pão e o vinho consagrados, na Santa Missa, são o Corpo e Sangue, verdadeiros, de Jesus Cristo”.

São Bruno, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova 
 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Aumenta a nossa fé! (Lc 17,5-10)

 

            Aqui e ali, nos Evangelhos, alguém percebe que sua fé não parece à altura dos desafios da vida. Desta vez, porém, não se trata de uma queixa ou de um pedido individual: é o grupo dos apóstolos que pede ao Mestre um acréscimo em sua fé.

 

            Como observa François Trévedy, é uma solicitação solene, pois tem caráter coletivo, colegial e apostólico. É como se a própria Igreja experimentasse a necessidade de crescer na fé. Ao contrário do que alguns pensam, a própria Igreja é mendiga na fé, e não sua proprietária. Daí o seu apoio sempre renovado no exemplo dos mártires, aqueles que testemunharam Jesus Cristo e assinaram o ato de fé com o próprio sangue,

 

            Teria a fé algum “tamanho”? Pode ser medida? Trevédy entende que sim. “No Evangelho – diz ele – a fé aparece decididamente como uma realidade mensurável, sem dúvida a única que Jesus aprecia medir. Assim, enquanto ele se maravilha da fé do centurião (Mt 8,10) e declara à Cananeia: ‘Ó mulher, é grande a tua fé!’ (Mt 15,28), ele qualifica como homem de pouca fé (Mt 14,31) a Pedro, aterrorizado por andar sobre o mar, e reprova seus companheiros a caminho de Emaús por serem lentos na fé (Lc 24,25).”

 

            Devíamos também ficar estupefatos ao ler que o próprio Jesus se mostra impedido de fazer milagres ali onde falta a fé (cf. Mc 6,5-6). Isto deve explicar a ausência de milagres em nossa vida… Falta-nos a fé.

 

            Claro, a fé é um dom de Deus, não é uma conquista do intelecto. Mas devemos pedi-la. E, a seguir, exercitá-la. Para François Trevédy, monge beneditino, nós recebemos de Deus a fé como uma semente que deve crescer. “A fé é essencialmente seminal, germinal, subversiva, explosiva; em uma palavra, ela é pascal. Ela opera deslocamentos, sendo bem entendido que a primeira árvore que ela desenraiza (cf. Lc 17,6), como a primeira montanha que ela transporta, somos nós mesmos.”

 

            Sem a fé, seremos resumidos a pequenos vermes do planeta. Os desafios da vida necessariamente nos esmagarão. Acabaremos como joguete dos tiranos. Ao contrário, se a fé nos sustenta, poderemos desempenhar nossa vocação original de colaboradores de Deus. É pela fé – e nunca sem ela! – que deixaremos marcas definitivas na sociedade e na cultura, na economia e na política, edificando um Reino para Deus.

 

Orai sem cessar: “Espera no Senhor, que ele vai agir!” (Sl 37,5)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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