07 de Junho de 2019

7ª semana da Páscoa - Sexta-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

SEXTA FEIRA DA VII SEMANA DA PÁSCOA
(branco, pref. da Ascensão – ofício do dia)

 

 Antífona da entrada

 

– Cristo nos amou e nos lavou dos pecados com seu sangue, e fez de nós um reino e sacerdotes para Deus, seu Pai, aleluia! (Ap 1,5)

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, pela glorificação de Cristo e pela iluminação do Espírito Santo, abristes para nós as portas da vida eterna. Fazei que, participando de tão grandes bens, nos tornemos mais dedicados a vosso serviço e cresçamos constantemente na fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: At 25, 13-21

– Leitura dos Atos dos Apóstolos – Naqueles dias, 13  o rei Agripa e Berenice chegaram a Cesaréia e foram cumprimentar Festo. 14Como ficassem alguns dias aí, Festo expôs ao rei o caso de Paulo, dizendo: “Está aqui um homem que Félix deixou como prisioneiro. 15Quando eu estive em Jerusalém, os sumos sacerdotes e os anciãos dos judeus apresentaram acusações contra ele e pediram-me que o condenasse. 16Mas eu lhes respondi que os romanos não costumam entregar um homem antes que o acusado tenha sido confrontado com os acusadores e possa defender-se da acusação. 17Eles vieram para cá e, no dia seguinte, sem demora, sentei-me no tribunal e mandei trazer o homem. 18Seus acusadores compareceram diante dele, mas não trouxeram nenhuma acusação de crimes de que eu pudesse suspeitar. 19Tinham somente certas questões sobre a sua própria religião e a respeito de um certo Jesus que já morreu, mas que Paulo afirma estar vivo. 20Eu não sabia o que fazer para averiguar o assunto. Perguntei então a Paulo se ele preferia ir a Jerusalém, para ser julgado lá. 21Mas Paulo fez uma apelação para que a sua causa fosse reservada ao juízo do Augusto Imperador. Então ordenei que ficasse preso até que eu pudesse enviá-lo a César.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 103, 1-2.11-12.19-20ab (R: 19a)

 

– O Senhor pôs o seu trono lá nos céus.
R: O Senhor pôs o seu trono lá nos céus.

 

– Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores!

R: O Senhor pôs o seu trono lá nos céus.

 

– Quanto os céus por sobre a terra se elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem; quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes.

R: O Senhor pôs o seu trono lá nos céus.

 

– O Senhor pôs o seu trono lá nos céus, e abrange o mundo inteiro seu reinado. Bendizei ao Senhor Deus, seus anjos todos, valorosos que cumpris as suas ordens.

R: O Senhor pôs o seu trono lá nos céus.

 

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– O Espírito Santo, o paráclito, haverá de lembrar-vos de tudo o que tenho falado (Jo 14,26).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 21, 15-19

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.

– Glória a vós, Senhor!

 

– Jesus manifestou-se a seus discípulos e, 15depois de comerem, perguntou a Simão Pedro: Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes? Pedro Respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros. 16Perguntou-lhe outra vez: Simão, filho de João, tu me amas? Respondeu-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros. 17Perguntou-lhe pela terceira vez: Simão, filho de João, tu me amas? Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: tu me amas?, e respondeu-lhe: Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas. 18Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais moço, cingias-te e andavas aonde querias. Mas, quando fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres. 19Por estas palavras, ele indicava o gênero de morte com que havia de glorificar a Deus. E depois acrescentou: “Segue-me”!

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

São Pedro de Córdova

- por Padre Alexandre Fernandes

São Pedro de Córdova e companheiros, testemunharam com esperança a ressurreição

O santo de hoje viveu num tempo de grande perseguição. Foi no século IX, no ano de 851: um rei de outra religião estava impondo para os cristãos a renúncia de Cristo e a adesão a tal outra religião. Claro que muitos optaram pela fidelidade a Jesus, mesmo em meio às ameaças e perseguições.

Pedro, fiel leigo, que foi para Córdova junto com outro amigo por causa dos estudos, deparou-se com aquela perseguição. Eles se apresentaram a um juiz, que questionou a fé daqueles cristãos. E Pedro respondeu testemunhando Jesus Cristo, falando sobre a verdadeira religião, da Salvação, do único Salvador. Aquele juiz não aceitou os argumentos e condenou Pedro e seus companheiros ao martírio.

Eles foram com alegria, testemunhando a esperança da ressurreição. Foram degolados e depois tiveram seus corpos dependurados e queimados, e ainda tiveram suas cinzas lançadas num rio, para que ninguém os venerasse.

Diante do testemunho desses mártires, peçamos a Deus a graça da fidelidade.

São Pedro de Córdova e companheiros, rogai por nós!

FONTE: CANÇÃO NOVA 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Tu sabes que te amo… (Jo 21,15-19)

 

            Ah! O verbo amar… Há quem ame o futebol, o jogo do poker, as novelas da TV… Outros amam as viagens de turismo, as lutas marciais, um bom vinho, os filmes premiados de Hollywood. Mas, felizmente, há quem ame os pobres, como Teresa de Calcutá; ou ame os adolescentes, como Dom Bosco; ou ame os leprosos, como Damião de Veuster. São diferentes amores…

 

            Neste Evangelho, Jesus Ressuscitado dialoga com Simão Pedro. E falam justamente de amor. Ocorre que o texto grego do evangelista João – tantas vezes mal traduzido! – faz um notável jogo com dois diferentes verbos que significam “amar”. De um lado, o verbo “philêo”, de onde criamos os termos filósofo (amigo do saber), cinéfilo (amigo do cinema), filantropo (amigo da humanidade). Trata-se, pois, de um amor-amizade, limitado à nossa dimensão humana.

 

            De outro lado, alça-se o verbo “agapâo”, que nos deu a palavra ágape (refeição fraterna e celebração eucarística). E é exatamente com este verbo que Jesus pergunta a Pedro: “Tu me amas? Tu me amas com amor de adoração? Tu me amas com o amor devido somente a Deus?”

 

            Mas o velho pescador responde com o outro verbo: “Tu sabes que te amo de amigo. Tenho por ti um amor de amizade”. Isto se repetiu por duas vezes. Na terceira vez, Jesus mudou de verbo. Passa a perguntar com o mesmo verbo usado por Pedro em suas respostas: “Tu me amas de amigo?” O Mestre baixa o nível da exigência e se adapta à miséria do apóstolo.

 

            Era como se Jesus dissesse ao velho pescador: “Assim está bom. Podes me amar apenas como amigo. Ao menos por enquanto… Não vou exigir de ti mais do que podes dar agora…”

 

            É quando Pedro se põe a chorar. Este encontro à margem do lago, nas brumas da madrugada, trazia à luz a fragilidade de Kefas, a Rocha, que acabara de negar seu Mestre por três vezes, movido pelo medo de morrer. Por enquanto, ele ama pouco…

 

            Sim, por enquanto… Alguns anos mais tarde, prisioneiro em Roma, o primeiro Papa daria testemunho de seu amor ao ser crucificado como seu Mestre. Cravado no madeiro, Pedro já podia clamar bem alto: “Sim, Jesus, eu te amo de amor!”

 

            E nós? De quanto amor somos capazes… por enquanto?

 

Orai sem cessar: “Eu vos amo, Senhor, minha força!” (Sl 18,1)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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