08 de Março de 2021

3a semana da Quaresma Segunda-feira

- por Pe. Alexandre

SEGUNDA-FEIRA DA III SEMANA DA QUARESMA
(roxo – ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Minha alma anseia, até desfalecer, pelos átrios do Senhor; meu coração e minha carne exultam pelo Deus vivo! (Sl 83, 3)

 

Oração do dia

– Ó Deus, na vossa incansável misericórdia, purificai e protegei a vossa Igreja, governando-a constantemente, pois sem vosso auxílio ela não pode salvar-nos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: 2 Reis 5,1-15

– Leitura do segundo livro dos Reis: Naqueles dias, 1Naamã, general do exército do rei da Síria, era um homem muito estimado e considerado pelo seu senhor, pois foi por meio dele que o Senhor concedeu a vitória aos arameus. Mas esse homem, valente guerreiro, era leproso. 2Ora, um bando de arameus que tinha saído da Síria, tinha levado cativa uma moça do país de Israel. Ela ficou a serviço da mulher de Naamã. 3Disse ela à sua senhora: “Ah, se meu senhor se apresentasse ao profeta que reside em Samaria, sem dúvida, ele o livraria da lepra de que padece!” 4Naamã foi então informar o seu senhor: “Uma moça do país de Israel disse isto e isto”. 5Disse-lhe o rei Aram: “Vai, que eu enviarei uma carta ao rei de Israel”. Naamã partiu, levando consigo dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez mudas de roupa. 6E entregou ao rei de Israel a carta, que dizia: “Quando receberes esta carta, saberás que eu te enviei Naamã, meu servo, para que o cures de sua lepra”. 7O rei de Israel, tendo lido a carta, rasgou suas vestes e disse: “Sou Deus, porventura, que possa dar a morte e a vida, para que este me mande um homem para curá-lo de lepra? Vê-se bem que ele busca pretexto contra mim”.8Quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei de Israel havia rasgado as vestes, mandou dizer-lhe: “Por que rasgaste tuas vestes? Que ele venha a mim, para que saibas que há um profeta em Israel”. 9Então Naamã chegou com seus cavalos e carros, e parou à porta da casa de Eliseu. 10Eliseu mandou um mensageiro para lhe dizer: “Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e tua carne será curada e ficarás limpo”. 11Naamã, irritado, foi-se embora, dizendo: “Eu pensava que ele sairia para me receber e que, de pé, invocaria o nome do Senhor, seu Deus, e que tocaria com sua mão o lugar da lepra e me curaria. 12Será que os rios de Damasco, o Abana e o Farfar, não são melhores do que todas as águas de Israel, para eu me banhar nelas e ficar limpo?” Deu meia-volta e partiu indignado. 13Mas seus servos aproximaram-se dele e disseram-lhe: “Senhor, se o profeta te mandasse fazer uma coisa difícil, não a terias feito? Quanto mais agora que ele te disse: ‘Lava-te e ficarás limpo”’. 14Então ele desceu e mergulhou sete vezes no Jordão, conforme o homem de Deus tinha mandado, e sua carne tornou-se semelhante à de uma criancinha, e ele ficou purificado.

15aEm seguida, voltou com toda a sua comitiva para junto do homem de Deus. Ao chegar, apresentou-se diante dele e disse: “Agora estou convencido de que não há outro Deus em toda terra, senão o que há em Israel!”.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 42, 2.3; 42(43),3.4 (R: Sl 42,3)

 

– Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: e quando verei a face de Deus?

R: Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: e quando verei a face de Deus?

 

– Assim como a corça suspira pelas águas correntes, suspira igualmente minha alma por vós, ó meu Deus!

R: Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: e quando verei a face de Deus?

 

– A minha alma tem sede de Deus, e deseja o Deus vivo. Quando terei a alegria de ver a face de Deus?

R: Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: e quando verei a face de Deus?

 

– Enviai vossa luz, vossa verdade: elas serão o meu guia; que me levem ao vosso Monte santo, até vossa morada!

R: Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: e quando verei a face de Deus?

 

– Então irei aos altares do Senhor, Deus da minha alegria. Vosso louvor cantarei, ao som.

R: Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: e quando verei a face de Deus?

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 4, 24-30

 

Jesus Cristo, sois bendito, sois ungido de Deus Pai!

Jesus Cristo, sois bendito, sois ungido de Deus Pai!

 

– No Senhor ponho a minha esperança, espero em sua palavra. Pois no Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção (Sl 129,5.7)

 

Jesus Cristo, sois bendito, sois ungido de Deus Pai!

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor!

 

– Naquele tempo, Jesus, vindo a Nazaré, disse ao povo na sinagoga: 24“Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria25De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. 26No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia. 27E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio”.

28Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. 29Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até o alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. 30Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

São João de Deus

- por Pe. Alexandre

Neste dia, lembramos a vida de João Cidade que depois de viver longa aventura distante de Deus, aventurou-se ao Evangelho e hoje, é aclamado como São João de Deus, o patrono dos hospitais. João nasceu em Évora, Portugal, em 1495; com oito anos fugiu de casa e foi para a Espanha, onde fez obras e vivenciou inúmeras aventuras.

Começou João suas histórias, cuidando do rebanho, depois com os estudos tornou-se administrador, mas encantado pelo militarismo, tornou-se soldado e combateu na célebre batalha de Pávia, onde saiu vitorioso ao lado de Carlos V. Certa vez foi morar em Granada e lá abriu um pequeno negócio de livros, sendo que, ao mesmo tempo, passou a ouvir o grande santo pregador João de Ávila, que no Espírito Santo suscitou a conversão radical de João.

Do encontro com Cristo, começou sua maior aventura, que consistiu em construir com Cristo uma história de santidade. Renunciou a si mesmo, assumiu a cruz e se colocou radicalmente nos caminhos de Jesus, quando no distribuir os bens aos pobres, e acabou sendo lançado num hospital de loucos por parte dos conhecidos, já que João começava a ter inúmeras atitudes voluntariamente estranhas, que visavam não o manicômio, mas a penitência pela humilhação. Como tudo concorre para o bem dos que amam a Deus, acabou sendo providencial o tempo que João passou sofrendo naquele hospital, pois diante do tratamento desumano que davam para os pobres e doentes mentais, o Senhor suscitou no coração de João o carisma para lidar com os doentes na caridade e gratuidade.

Desta forma, São João, experimentando a vida na Providência, passou a acolher numa casa alugada, indigentes e doentes, depois entregou-se ao cuidado exclusivo num hospital fundado por ele em Granada (Espanha) e assistido por um grupo de companheiros que, mais tarde, constituíram a Ordem Hospitalar de São João de Deus, o qual entrou no céu em 1550.

São João de Deus, rogai por nós!

Meditação

- por Pe. Alexandre

Profeta em sua pátria… (Lc 4,24-30)

 

Todo orador deve aprender a técnica de atrair a benevolência de seus ouvintes. Trata-se de despertar empatia no auditório para ver bem acolhidas as suas palavras. Não é assim o profeta.

Eis o comentário do admirável teólogo Hans Urs von Balthasar:

“No Evangelho, Jesus adota a atitude do profeta: ele começa por provocar seus ouvintes. E lhes diz ser ele mesmo o cumprimento de toda profecia. A toda adulação a respeito de sua mensagem de graça, ele opõe prontamente a declaração de que sua linguagem profética não é recebida ‘em sua pátria’.

É que as pessoas diziam: ‘Não é o filho de José?’ Ou seja: ‘Que novidade ele nos pode dizer?’ A seguir, Jesus fornece as provas: o profeta Elias só pôde fazer seu milagre em terras pagãs; seu sucessor, Eliseu, só pôde realizar o seu em favor de um estrangeiro.

Esta maneira de Jesus provocar seus parentes e conterrâneos não nos parece como imprudente? Não teria agido melhor dizendo-lhes primeiro as coisas que eles podiam suportar e aceitar, para passar pouco a pouco às coisas mais difíceis? Não é culpa de Jesus se ele ‘espumaram de raiva’ e o expulsaram da cidade para fazê-lo morrer?

Mais tarde, também a pregação cristã imitará a técnica de Jesus. Em seu discurso no Templo, Pedro dirá aos judeus: ‘Vocês renegaram o Santo e o Justo e reclamaram o perdão para um homicida; vocês mataram o autor da vida!’

A prudência diplomática chega muito rápido ao ponto onde, no entanto, somente o salto na verdade pode ajudar. Paulo até pode citar os poetas pagãos para os sábios de Atenas, no entanto deve falar, em seguida, da ressurreição dos mortos e do Juízo. Nenhum tipo de ‘inculturação’ permite dissimular estas verdades.”

 

O leitor atento já terá notado que nossas homilias e pregações, em geral, evitam educadamente tratar de temas polêmicos como o uso de contraceptivos, as relações sexuais fora do casamento, a masturbação, a infidelidade dos esposos, a avareza, a ânsia de acumular dinheiro e subir de padrão econômico, só para exemplificar. Isto é, os pregadores dão ênfase aos pecados estruturais, pecados sociais, quando o que tem afastado os fiéis de seu Senhor são pecados pessoais, ligados ao sexo e ao dinheiro. Por causa deles é que acontecem os abortos. Por causa deles os casais já não querem filhos.

Repassem os livros proféticos: verão os profetas perseguidos, espancados, lançados na cisterna, convidados a ‘cantar em outra freguesia’ (cf. Am 7,12; Jr 18,18; 20,2; 38,6).

Aqui e ali, pedem aos pregadores: ‘Diga para nós uma palavra bonita…’ Quando pedirão uma palavra verdadeira?

29ª Semana do Tempo Comum

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