08 de Novembro de 2020

32a semana do tempo comum Domingo

- por Pe. Alexandre

DOMINGO DA XXXII SEMANA DO TEMPO COMUM
( verde, glória, creio – IV semana do saltério)

 

Antífona da entrada

 

– Chegue até vós a minha súplica; inclinai vosso ouvido à minha prece (Sl 87,3).

 

Oração do dia

 

– Deus de poder e misericórdia, afastai de nós todo obstáculo para que, inteiramente disponíveis, nos dediquemos ao vosso serviço. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: 1º Sb 6, 12-16

 

– Leitura do livro da Sabedoria: 12A Sabedoria é resplandecente e sempre viçosa.
Ela é facilmente contemplada por aqueles que a amam, e é encontrada por aqueles que a procuram. 13Ela até se antecipa, dando-se a conhecer aos que a desejam. 14Quem por ela madruga não se cansará, pois a encontrará sentada à sua porta. 15Meditar sobre ela é a perfeição da prudência; e quem ficar acordado por causa dela em breve há de viver despreocupado. 16Pois ela mesma sai à procura dos que a merecem, cheia de bondade, aparece-lhes nas estradas
e vai ao seu encontro em todos os seus projetos.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 63, 2-8 (R: 2b)

 

– A minha alma tem sede de vós, e vos deseja, ó Senhor.

R: A minha alma tem sede de vós, e vos deseja, ó Senhor.

– Sois vós, ó Senhor, o meu Deus! Desde a aurora ansioso vos busco! A minha alma tem sede de vós, minha carne também vos deseja, como terra sedenta e sem água!
R: A minha alma tem sede de vós, e vos deseja, ó Senhor.

– Venho, assim, contemplar-vos no templo, para ver vossa glória e poder. Vosso amor vale mais do que a vida: e por isso meus lábios vos louvam.
R: A minha alma tem sede de vós, e vos deseja, ó Senhor.

– Quero, pois vos louvar pela vida, e elevar para vós minhas mãos! A minha alma será saciada, como em grande banquete de festa; cantará a alegria em meus lábios.
R: A minha alma tem sede de vós, e vos deseja, ó Senhor.

– Penso em vós no meu leito, de noite, nas vigílias suspiro por vós! Para mim fostes sempre um socorro; de vossas asas à sombra eu exulto!

R: A minha alma tem sede de vós, e vos deseja, ó Senhor.

 

2ª Leitura: 1Ts 4,13-18

 

– Leitura da primeira carta de são Paulo aos Tessalonicenses: 13Irmãos, não queremos deixar-vos na incerteza a respeito dos mortos, para que não fiqueis tristes como os outros, que não têm esperança. 14Se Jesus morreu e ressuscitou – e esta é nossa fé – de modo semelhante Deus trará de volta, com Cristo, os que através dele entraram no sono da morte. 15 Isto vos declaramos, segundo a palavra do Senhor: nós que formos deixados com vida para a vinda do Senhor não levaremos vantagem em relação aos que morreram. 16Pois o Senhor mesmo, quando for dada a ordem, à voz do arcanjo e ao som da trombeta, descerá do céu
e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. 17Em seguida, nós que formos deixados com vida seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor, nos ares. E assim estaremos sempre com o Senhor. 18Exortai-vos, pois, uns aos outros, com estas palavras.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– É preciso vigiar e ficar de prontidão; em que dia o Senhor há de vir, não sabeis, não! (Mt 24,42.44)

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 25, 1-13

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.

– Glória a vós, Senhor!

 

– Naquele tempo, disse Jesus, a seus discípulos, esta parábola: 1‘O Reino dos Céus é como a história das dez jovens que pegaram suas lâmpadas de óleo e saíram ao encontro do noivo. 2Cinco delas eram imprevidentes, e as outras cinco eram previdentes. 3As imprevidentes pegaram as suas lâmpadas, mas não levaram óleo consigo. 4As previdentes, porém, levaram vasilhas com óleo junto com as lâmpadas. 5O noivo estava demorando e todas elas acabaram cochilando e dormindo. 6No meio da noite, ouviu-se um grito: `O noivo está chegando. Ide ao seu encontro!’ 7Então as dez jovens se levantaram e prepararam as lâmpadas. 8As imprevidentes disseram às previdentes: `Dai-nos um pouco de óleo, porque nossas lâmpadas estão se apagando.’ 9As previdentes responderam: `De modo nenhum, porque o óleo pode ser insuficiente para nós e para vós. É melhor irdes comprar aos vendedores’. 10Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou,
e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa de casamento. E a porta se fechou. 11Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram: `Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!’ 12Ele, porém, respondeu: `Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!’ 13Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

Santa Elisabete da Trindade

- por Pe. Alexandre

A Santa de hoje foi muito conhecida pela sua generosidade. Quando tinha 7 anos de idade, ficou órfã de pai, uma perda que ela sentiu muito.

Elisabete se formou no conservatório e, com grande êxito, chegou a dar concertos de piano. Era uma mulher muito admirada e recebeu pedidos de casamento por diversas vezes. Eram rapazes da aristocracia local. No entanto, Elisabete se sentia chamada fortemente a viver no Carmelo e, quando contou à mãe sobre seu desejo de ingressar nessa ordem religiosa, recebeu um “não” como resposta.

Como a mãe não aceitava essa decisão, Elisabete seguiu dando concertos, mas, em seu coração, ela tinha se entregado totalmente a Deus com esperança de poder se consagrar a Ele quando atingisse a maior idade.

Quando chegou aos 21 anos, ingressou no Carmelo de Dijon e assumiu o nome de Isabel da Trindade. Elisabete viveu num alegre abandono às extraordinárias graças de que foi cumulada, percorrendo o calvário dos sofrimentos físicos e morais, sem reclamar e oferecendo-se como vítima de expiação e amor.

Elisabete da Trindade foi beatificada no ano de 1984.

Santa Elisabete da Trindade, rogai por nós!

Oração

Deus, rico em misericórdia, que revelastes à Santa Elisabete da Trindade o mistério de vossa presença escondida na alma do justo, e dela fizestes uma adoradora em espírito e verdade, concedei-nos, por sua intercessão, que também nós, perseverando no amor de Cristo, mereçamos ser transformados em templos do Espírito de Amor, para louvor de vossa glória. Amém.

Reflexão

Beata Elisabete da Trindade soube viver a espera ativa para se entregar a Deus, jogando-se nos Seus braços desde o presente. Quando pode assumir sua vocação, abandonou-se mais ainda, aceitando e vivendo os sofrimentos, oferecendo-se a Deus.

Meditação

- por Pe. Alexandre

Ide ao mercado! (Mt 25,1-13)

A situação é crítica: as cinco virgens “loucas” (assim são chamadas no texto grego original!) ouvem o grito que anuncia a chegada do Esposo para o festim nupcial, mas as lamparinas delas estão quase apagando por falta de azeite. Sua primeira reação foi a de pedir às cinco virgens “prudentes” (aquelas que haviam armazenado o óleo suficiente para a longa vigília) que partilhassem do seu combustível. Mas não bastaria para todas elas..

É quando ouvem um conselho não muito animador: “Ide ao mercado e comprai!” Não deixa de ser uma sugestão bem atual: ir ao mercado… Todos sabem que o Mercado é o deus de plantão, diante de quem se dobram todos os joelhos e são tomadas todas as decisões políticas, de administração e gestão. É em nome do deus Mercado que os empregos são sacrificados e os pobres morrem de fome. Péssimo conselho!

Nossa Igreja é uma noiva à espera da chegada do Noivo. O Noivo-Esposo é o Senhor Jesus, que prometeu voltar e por cuja Segunda Vinda espera todo fiel. Já correram vários séculos desde que o Noivo prometeu voltar e ainda esperamos. É longa a vigília em meio à noite escura. As virgens prudentes vão acumulando esse “azeite” que São Serafim de Sarov, o místico russo do Séc. XIX, identificou como o próprio Espírito Santo. Sem ele, vivemos nas trevas e não saberemos esperar pelo Cristo que vem.

Esperar sem conhecer “os tempos e os momentos que o Pai determinou com a sua autoridade” (At 1,7) não é uma tarefa fácil, pois exige fé e a paciência em condições desanimadoras. Durante a espera, muitas vozes clamam: “Até quando?” (Sl 13,2) A decepção ronda as comunidades. Deus parece dormir… Por que não dormir também?

No entanto, a Igreja fiel repete, em cada Eucaristia, a sua proclamação de fé: “Creio em Jesus Cristo… que há de vir para julgar os vivos e os mortos…” A chama do Espírito nos mantém vivos… sem o seu azeite, já estamos mortos. Mas todos, sem exceção passaremos pelo Juízo.

Conforme ensina São Serafim de Sarov, “o Espírito Santo vem habitar em nossas almas, e esta residência em nós do Todo-Poderoso, a coexistência em nós de sua unidade trinitária com nosso espírito, só nos é concedida sob a condição de trabalhar por todos os meios à nossa disposição para obter deste Espírito que ele prepare em nós um lugar digno desse encontro, segundo a palavra imutável de Deus: ‘Eu virei e habitarei neles, serei o seu Deus e eles serão o meu povo’. (Lv 26,11-12)”.

29ª Semana do Tempo Comum

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