08 de Outubro de 2020

27a semana do tempo comum Quinta-feira

- por Pe. Alexandre

QUINTA FEIRA – XXVII SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde – ofício do dia)

 

Antífona da entrada

– Senhor, tudo está em vosso poder e ninguém pode resistir à vossa vontade. Vós fizestes todas as coisas: o céu, a terra e tudo o que eles contêm; sois o Deus do universo! (Est 1,9).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus eterno e todo-poderoso, que nos concedeis, no vosso imenso amor de Pai, mais do que merecemos e pedimos, derramai sobre nós a vossa misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência e dando-nos mais do que ousamos pedir. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Gl 3,1-5

– Leitura da carta de são Paulo aos Gálatas: 1Ó gálatas insensatos, quem é que vos fascinou? Diante de vossos olhos, não foi acaso representado, como que ao vivo, Jesus Cristo crucificado? 2Só isto quero saber de vós: Recebestes o Espírito pela prática da Lei ou pela fé através da pregação? 3Sois assim tão insensatos? A ponto de, depois de terdes começado pelo espírito, quererdes terminar pela carne? 4Foi acaso em vão que sofrestes tanto? Se é que foi mesmo em vão! 5Aquele que vos dá generosamente o Espírito e realiza milagres entre vós, faz isso porque praticais a Lei ou porque crestes, através da pregação?

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl (Lc) 1,69-70.71-72.73-75 (R: Lc 1, 68)

 

– Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque a seu povo visitou e libertou!
R: Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque a seu povo visitou e libertou!

– Fez surgir um poderoso Salvador na casa de Davi, seu servidor, como falara pela boca de seus santos, os profetas desde os tempos mais antigos.

R: Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque a seu povo visitou e libertou!

– Para salvar-nos do poder dos inimigos e da mão de todos quantos nos odeiam. Assim mostrou misericórdia a nossos pais, recordando a sua santa Aliança.

R: Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque a seu povo visitou e libertou!

– E o juramento a Abraão, o nosso pai, de conceder-nos que, libertos do inimigo, a ele nós sirvamos sem temor em santidade e em justiça diante dele, enquanto perdurarem nossos dias.

R: Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque a seu povo visitou e libertou!

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Abri-nos, ó Senhor, o coração para ouvirmos a palavra de Jesus! (At 16,14).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 11,5-13

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

– Glória a vós, Senhor!   

 

– Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 5“Se um de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: ‘Amigo, empresta-me três pães, 6porque um amigo meu chegou de viagem e nada tenho para lhe oferecer’, 7e se o outro responder lá de dentro: ‘Não me incomodes! Já tranquei a porta, e meus filhos e eu já estamos deitados; não me posso levantar para te dar os pães’; 8eu vos declaro: mesmo que o outro não se levante para dá-los porque é seu amigo, vai levantar-se ao menos por causa da impertinência dele e lhe dará quanto for necessário. 9Portanto, eu vos digo: pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e a porta será aberta. 10Pois quem pede recebe; quem procura encontra; e, para quem bate, se abrirá. 11Será que algum de vós que é pai, se o filho pedir um peixe, lhe dará uma cobra? 12Ou ainda, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? 13Ora, se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!”

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

Santa Pelágia

- por Pe. Alexandre

Pelágia era uma bailarina belíssima, escandalosa, muito divertida, festiva e pagã. Costumava encantar e seduzir os homens com sua dança, alegria, roupas, jóias e outros ornamentos luxuosos. Tornou-se uma das figuras mais conhecidas da vida mundana e social de Antioquia e adquiriu grande riqueza.

De acordo com a estória, durante uma procissão, o Bispo Nono percebeu a presença de Pelágia entre o povo, numa atitude desinteressada e debochada. Iluminado por Deus o sábio bispo disse a multidão que se uma simples mulher era capaz de enfeitar-se tanto para os homens, quanto mais deveríamos nós enfeitarmos nosso interior para o encontro com Deus. Aquela observação tocou o coração da bailarina pagã.

Ela foi para casa refletindo sobre as palavras do sermão e ali chorou de arrependimento a noite toda. No dia seguinte procurou o Bispo, que a enviou à uma senhora cristã, para ser preparada para o Batismo. Trocou as roupas e adereços de seda e ouro por uma túnica branca para ser batizada. Depois disso retirou-se para Jerusalém, viver como eremita, numa gruta, no Monte das Oliveiras.

Viveu afastada de todos e conservou sua identidade sob segredo, vivendo o resto da vida disfarçada de homem. Somente quando morreu, os ermitãos descobriram que era uma mulher. Foi então que reconheceram tratar-se da bailariana da Antioquia, agora uma simples penitente arrependida, que se anulara do mundo, no seguimento do Cristo.

Meditação

- por Pe. Alexandre

A porta será aberta… (Lc 11,5-13)

 

Há momentos de nossa vida em que todas as portas parecem fechadas. Buscamos em volta e não vemos saída para nossos impasses e dificuldades. Ora, neste Evangelho Jesus nos garante que há uma porta. E ela se abre a todo aquele que bate à porta.

Como pano de fundo para esta certeza, a consciência de que não batemos à porta de um estranho. Nem mesmo de um simples amigo. Trata-se da porta da casa de um Pai, sempre pronto a colher seus filhos.

Por outro lado, também o nosso coração tem sua porta, onde Jesus Cristo bate todos os dias, à espera de que o acolhamos em nosso interior. Ocupados em bater à porta de Deus, não percebemos que ele se antecipou e já está batendo à nossa porta.

Em 2012, em uma Carta apostólica, o Papa Bento XVI escrevia: “A Porta da Fé (cf. At 14,27), que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós. É possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma. Atravessar esta porta implica embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira. Este caminho tem início no Batismo

(cf. Rm 6,4), pelo qual podemos dirigir-nos a Deus com o nome de Pai, e está concluído com a passagem através da morte para a vida eterna, fruto da ressurreição do Senhor Jesus que, com o dom do Espírito Santo, quis fazer participantes da sua própria glória quantos creem nele (cf. Jo 4,8).” (Porta Fidei, 1.)

Que temos aí? Uma porta de entrada, um caminho existencial, um porto de chegada. Não uma errância caótica, sem sentido, nas mãos de um destino indiferente que nos trata como marionetes, mas uma experiência de filhos sob os olhos de um Pai atento e amoroso.

É por isso que Jesus Cristo nos anima a bater à porta, mesmo no meio da noite, na certeza de que não mora um estranho nem um vizinho incomodado no interior da Casa. Lá dentro, sempre vigilante, quem responde ao nosso chamado é o Deus que nos adotou como filhos desde nosso batismo. Muito mais do que pães ou peixes ao visitante faminto, o Pai está pronto a conceder o Espírito Santo – o maior de todos os dons – a todo aquele que lho pedir.

Como é que você pretende viver a sua vida? No papel de um viajante anônimo ou na pessoa de um filho bem-amado?

 

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