13 de Janeiro de 2021

Primeira semana do tempo Comum - Quarta-feira

- por Pe. Alexandre

QUARTA FEIRA – I SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde, ofício do dia da I semana)

 

Antífona da entrada

 

– Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo o poder é eterno.

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, atendei como o Pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Hb 2,14-18

 

– Leitura da carta aos Hebreus: 14Visto que os filhos têm em comum a carne e o sangue, também Jesus participou da mesma condição, para assim destruir, com a sua morte, aquele que tinha o poder da morte, isto é, o diabo, 15e libertar os que, por medo da morte, estavam a vida toda sujeitos à escravidão. 16Pois, afinal, não veio ocupar-se com os anjos, mas com a descendência de Abraão. 17Por isso devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e digno de confiança nas coisas referentes a Deus, a fim de expiar os pecados do povo. 18Pois, tendo ele próprio sofrido ao ser tentado, é capaz de socorrer os que agora sofrem a tentação.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 105, 1-2.3-4.6-7.8-9 (R: 8a)

 

– Senhor se lembra sempre da Aliança.
R: O Senhor se lembra sempre da Aliança.

– Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, anunciai entre as nações seus grandes feitos! Cantai, entoai salmos para ele, publicai todas as suas maravilhas!

R: O Senhor se lembra sempre da Aliança.

– Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus! Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face.

R: O Senhor se lembra sempre da Aliança.

– Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra.

R: O Senhor se lembra sempre da Aliança.

– Ele sempre se recorda da Aliança, promulgada a incontáveis gerações; da Aliança que ele fez com Abraão, e do seu santo juramento a Isaac.

R: O Senhor se lembra sempre da Aliança.

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem

(Jo 10,27).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 1,29-39

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.

– Glória a vós, Senhor!  


– Naquele tempo, 29Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. 30A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. 31E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los. 32À tarde, depois do pôr-do-sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. 33A cidade inteira se reuniu em frente da casa. 34Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era. 35De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar solitário. 36Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. 37Quando o encontraram, disseram: “Todos estão te procurando”. 38Jesus respondeu: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim”. 39E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios.

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

 

Batismo do Senhor

- por Pe. Alexandre

 

Batismo do Senhor

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém

Hoje a Igreja celebra a Festa do Batismo do Senhor. “Buscai o Senhor, enquanto se pode encontrar; invocai-O enquanto está perto”. Estas palavras, tiradas da segunda parte do Livro de Isaías, ressoam neste domingo que encerra o tempo do Natal. Elas constituem um convite a aprofundar o significado que hoje tem para nós a festa do Batismo do Senhor.

Voltamos espiritualmente às margens do Jordão, onde João Batista administra um batismo de penitência, exortando à conversão. Diante do Precursor chega também Jesus, que, com a sua presença transforma aquele gesto de penitência numa solene manifestação da sua divindade. Improvisadamente ouve-se uma voz que provém do céu: “Tu és o Meu Filho muito amado, em Ti pus toda a Minha complacência”, e o Espírito desce sobre Jesus em forma de pomba.

Naquele acontecimento extraordinário João vê se realizar aquilo que foi dito a respeito do messias nascido em Belém, adorado pelos pastores e pelos Magos. É precisamente Ele o anunciado pelos Profetas, o Filho predileto do Pai, que devemos procurar enquanto Ele se deixa encontrar, e devemos invocar enquanto está próximo de nós.

Com o Batismo, cada cristão O encontra de modo pessoal: é inserido no mistério da sua morte e da sua ressurreição, e recebe uma vida nova, que é a mesma vida de Deus. Que grande dom e que grande responsabilidade!

O dia em que fomos batizados foi o mais importante da nossa vida, pois nele recebemos a fé e a graça. Assim como “a terra árida não dá fruto se não recebe água, assim também nós, que éramos como lenha seca, nunca daríamos frutos de vida sem esta chuva gratuita do alto.

A nossa oração pode ajudar-nos hoje a agradecer por termos recebido esse dom imerecido e a alegrar-nos por tantos bens que Deus nos concedeu. “A gratidão é o primeiro sentimento que deve nascer em nós da graça batismal”.

NA IGREJA, ninguém é um cristão isolado. A partir do batismo, o cristão passa a fazer parte de um povo, e a Igreja apresenta-se como a verdadeira família dos filhos de Deus. O Batismo é a porta por onde se entra na Igreja. E na Igreja, precisamente pelo Batismo, somos todos chamados à santidade” cada um no seu próprio estado e condição. O  chamado à santidade e a consequente exigência de santificação pessoal são universais: todos, sacerdotes e leigos, estamos chamados à santidade; e todos recebemos, com o batismo, as primícias dessa vida espiritual que, por sua própria natureza, tende à plenitude.

Outra verdade intimamente unida a esta, é a da condição de membros da Igreja, é a do caráter sacramental do Batismo, “um certo sinal espiritual e indelével” impresso na alma17. É como um selo que exprime o domínio de Cristo sobre a alma do batizado. Cristo tomou posse da nossa alma no momento em que fomos batizados. Ele nos resgatou do pecado com a sua Paixão e Morte.

Abençoe-vos o Deus todo poderoso. Pai, e Filho e Espírito Santo. Amém

 

Meditação

- por Pe. Alexandre

Ali ele orava… (Mc 1,29-39)

 

Mal amanhece o dia, estão à procura de Jesus, sedentos de sua palavra e de seus ensinamentos. Mas ele passara a madrugada no deserto, na presença do Pai. Que teria o Filho a dizer aos homens se, antes, não tivesse ouvido a voz do Pai?

Estamos diante da permanente tensão entre uma vida de ação e uma vida de oração, que reciprocamente se completam e se alimentam: é a relação pessoal com Deus que permite ao cristão agir em favor da conversão e da salvação dos outros.

Sobre estas duas “vidas”, assim comenta Gerhard Tersteegen [1697-1769]: “Há um tempo em que as duas podem coexistir. Digo ‘há um tempo’, porque a mania imatura de querer instruir e converter faz parte do cristianismo da mesma maneira que a doença pertence ao corpo! E creio que é preciso fazer um bom pedaço de caminho com Jesus antes de poder ser admitido no círculo restrito dos apóstolos (cf. At 1,21-22). O próprio Filho de Deus – o que permanece um mistério – não se manteve escondido por trinta anos antes de começar sua vida pública ou ativa?”

Esta mesma proporção (30 anos x 3 anos) aponta para a necessidade submeter a vida ativa à vida contemplativa. Hoje, temos excesso de “agentes” cansados e mergulhados na ação sem o equivalente tempo dedicado a escutar a Palavra que deveriam anunciar.

Tersteegen vai diante: “Quero dizer que os discípulos não deveriam ficar todo o tempo a agir, sair, falar, mas que é necessário que esses apóstolos se lembrem de reunir-se aos pés de Jesus para se entreterem com ele e repousar um pouco em lugar deserto (cf. Mc 6,30-31). Isto permite que o serviço da Palavra permaneça sempre vinculado à perseverança na oração (cf. At 6,4) e a ela subordinado”.

É próprio de uma sociedade de produção e consumo, um século de eficiência e resultados, valorizar os indivíduos ativos e produtivos. Esta mentalidade acaba por invadir o território eclesial. Mas trata-se de grave engano, pois a conversão dos corações não é produto do humano engenho, mas da divina Graça. Este engano está na base de numerosas defecções, tristes abandonos entre os ministros de Deus. Apoiados em si mesmos e em seus recursos, acabam por desanimar quando a colheita é magra…

Gerhard Tersteegen arremata: “Aliás, de modo geral, esses discípulos jamais deveriam entregar-se desmedidamente à relação e ao trabalho com o próximo, sob o risco de negligenciarem o ‘vigiai sobre vos mesmos’ (cf. Ti 4,16), ou de deixar esta vigilância abaixo do ensinamento, pois poderia ocorrer que, depois de ter pregado aos outros, sejam eles mesmos desqualificados (cf. 1Cor 9,27)”.

            Pelo menos, nós fomos avisados…

29ª Semana do Tempo Comum

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