16 de Janeiro de 2019

1ª Semana do Tempo Comum - Quarta-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

Antífona da entrada

 

– Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo o poder é eterno.

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, atendei como o Pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Hb 2,14-18

 

– Leitura da carta aos Hebreus: 14Visto que os filhos têm em comum a carne e o sangue, também Jesus participou da mesma condição, para assim destruir, com a sua morte, aquele que tinha o poder da morte, isto é, o diabo, 15e libertar os que, por medo da morte, estavam a vida toda sujeitos à escravidão. 16Pois, afinal, não veio ocupar-se com os anjos, mas com a descendência de Abraão. 17Por isso devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e digno de confiança nas coisas referentes a Deus, a fim de expiar os pecados do povo. 18Pois, tendo ele próprio sofrido ao ser tentado, é capaz de socorrer os que agora sofrem a tentação.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 105,1-2.3-4.6-7.8-9 (R: 8a)

 

– O Senhor se lembra sempre da Aliança.
R: O Senhor se lembra sempre da Aliança.

– Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, anunciai entre as nações seus grandes feitos! Cantai, entoai salmos para ele, publicai todas as suas maravilhas!

R: O Senhor se lembra sempre da Aliança.

– Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus! Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face!

R: O Senhor se lembra sempre da Aliança.

– Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra.

R: O Senhor se lembra sempre da Aliança.

– Ele sempre se recorda da Aliança, promulgada a incontáveis gerações; da Aliança que ele fez com Abraão, e do seu santo juramento a Isaac.

R: O Senhor se lembra sempre da Aliança.
 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

 – Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem.

(Jo 10,27).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 1,29-39.

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.

– Glória a vós, Senhor!  

– Naquele tempo, 29Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. 30A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. 31E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los. 32À tarde, depois do pôr-do-sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. 33A cidade inteira se reuniu em frente da casa. 34Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era. 35De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar solitário. 36Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. 37Quando o encontraram, disseram: “Todos estão te procurando”. 38Jesus respondeu: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim”. 39E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

 

São Berardo e companheiros mártires

- por Padre Alexandre Fernandes

São Berardo e companheiros mártires evangelizavam pregando sobre o Reino de Deus

Em 1219, São Francisco enviou esses missionários para a Espanha, que estava tomada por mouros. Passaram por Portugal a pé, com dificuldades. Dependendo da Divina Providência, chegaram a Sevilha. Ali começaram a pregar, principalmente como testemunho de vida. Eram 3 sacerdotes e dois irmãos religiosos que incomodaram muitas pessoas ao anunciar o Evangelho.

Acompanhado pelo testemunho, teve quem abrisse o coração para Cristo e as conversões começaram a acontecer. Pregaram até para o rei mouro, porque, também ele merecia conhecer a beleza do Santo Evangelho. Porém, anunciar o Evangelho naquele tempo, como nos dias de hoje, envolve riscos e eles foram presos por isso. Por influência do rei mouro, eles foram deportados para Marrocos e, ao chegarem lá, continuaram evangelizando; uma pregação sobre o reino de Deus, sobre o único amor que pode converter.

Graças a Deus, devido aos sinais, principalmente àquele tão concreto de Deus, que é a conversão e a mudança da mentalidade, as pessoas começaram a seguir Cristo e a querer o batismo. Mas isso incomodou também o rei mouro que, influenciado por fanáticos, prendeu os cinco franciscanos, depois os açoitou e decapitou.

Os santos mártires que, em 1220, foram mortos por causa da verdade, hoje, intercedem por nós.

São Francisco, ao saber da morte dos seus filhos espirituais, exultou de alegria, pois eles tinham morrido por amor a Jesus Cristo.

São Berardo e companheiros mártires, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Foi para isto que eu saí… (Mc 1,29-39)

 

            De onde é que Jesus saiu? Saiu do seio da Trindade para o caos da humanidade. Saiu da eternidade para entrar em nossa história. Saiu para um encontro definitivo com o homem errante desde a Queda original, disposto a pastorear e salvar todo aquele que se perdera…

 

            Depois disto, torna-se impossível reduzir a pessoa de Jesus Cristo a um profeta itinerante da Galileia, a um mestre do Oriente, a um antigo reformador da sociedade. Sua missão é muito mais ampla e muito mais profunda. Trata-se de salvar e regenerar a humanidade inteira.

 

            Urs von Balthasar comenta: “Este Evangelho nos mostra que o trabalho realizado por Jesus sobre a terra era uma superexigência. Ele devia “reconduzir as ovelhas de Israel”, tarefa que, considerada a situação espiritual e política do país, não podia absolutamente ser levada a termo. Mesmo assim, ele se compromete com isso até suas últimas forças.

 

            Enquanto ele cura a sogra de Pedro e “a cidade inteira” está reunida diante da porta, Jesus distribui seus benefícios. Bem antes da aurora, ele se levanta para rezar na solidão, mas já o perseguem de novo para lhe dizer: “Todos te procuram”. Os mesmos da vigília anterior…

 

            E ele não se escusa, sob a alegação de que gostaria de rezar, mas se entrega a novo trabalho: nas “aldeias vizinhas, a fim de que também lá eu proclame a Boa Nova, pois foi para isso que eu saí”… E as aldeias são apenas um começo: “ele foi por toda a Galileia”.

 

            O verdadeiro mensageiro cristão da fé pode tomar como exemplo o zelo incansável de Jesus: mesmo que, do ponto de vista humano, a tarefa que ele entrevê permaneça inacessível, ela a realizará enquanto lhe permitirem as suas forças. O resto será completado por seus sofrimentos ou, pelo menos, por sua obediência. “Mas esta disposição de modo algum é para ele uma desculpa para não fazer tudo o que está em seu poder.”

 

            A leitura atenta dos Evangelhos permite perceber que a fidelidade de Jesus à sua missão não se resume aos eventos do Calvário, mas só a fidelidade permanente, no dia a dia, às exigências diárias da missão, lhe permitiram a grande fidelidade de sua Paixão e Morte.

 

            Salvo exceções, morremos como vivemos…

 

Orai sem cessar: “Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho!” (1Cor 9,16)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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