19 de Março de 2019

2ª Semana da Quaresma - Terça-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

TERÇA FEIRA – SÃO JOSÉ ESPOSO DE MARIA E PADROEIRO DA IGREJA

(Branco, glória, creio, prefácio próprio e ofício da solenidade)

 

Antífona da entrada

 

– Eis o servo fiel e prudente, a quem o Senhor confiou a sua casa (Lc 12,42).

 

Oração do dia

 

– Deus todo-poderoso, pelas preces de São José, a quem confiastes as primícias da Igreja, concedei que ela possa levar à plenitude os mistérios da salvação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: 2Sm 7,4-5.12-14.16

 

– Leitura do segundo livro de Samuel: Naqueles dias, 4a Palavra do Senhor foi dirigida a Natã nestes termos: 5a“Vai dizer ao meu servo Davi: ‘Assim fala o Senhor: 12Quando chegar o fim dos teus dias e repousares com teus pais, então, suscitarei, depois de ti, um filho teu, e confirmarei a sua realeza. 13Será ele que construirá uma casa para o meu nome, e eu firmarei para sempre o seu trono real. 14aEu serei para ele um pai e ele será para mim um filho. 16Tua casa e teu reino serão estáveis para sempre diante de mim, e teu trono será firme para sempre’”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 89,2-3.4-5.27.29 (R: 37)

 

– Eis que a sua descendência durará eternamente.
R: Eis que a sua descendência durará eternamente.

– Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, de geração em geração eu cantarei vossa verdade! Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!” E a vossa lealdade é tão firme como os céus.

R: Eis que a sua descendência durará eternamente.

– “Eu firmei uma Aliança com meu servo, meu eleito, e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor. Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem, de geração em geração garantirei o teu reinado!”

R: Eis que a sua descendência durará eternamente.

– Ele, então, me invocará: “Ó Senhor, vós sois meu Pai, sois meu Deus, sois meu Rochedo onde encontro a salvação!” Guardarei eternamente para ele a minha graça e com ele firmarei minha Aliança indissolúvel.

R: Eis que a sua descendência durará eternamente.

 

2ª Leitura: Rm 4,13.16-18.22

 

– Leitura da carta de são Paulo aos Romanos: Irmãos, 13não foi por causa da Lei, mas por causa da justiça que vem da fé que Deus prometeu o mundo como herança a Abraão ou à sua descendência. 16É em virtude da fé que alguém se torna herdeiro. Logo, a condição de herdeiro é uma graça, um dom gratuito, e a promessa de Deus continua valendo para toda a descendência de Abraão, tanto para a descendência que se apega à Lei, quanto para a que se apóia somente na fé de Abraão, que é o pai de todos nós. 17Pois está escrito: “Eu fiz de ti pai de muitos povos”. Ele é pai diante de Deus, porque creu em Deus que vivifica os mortos e faz existir o que antes não existia. 18Contra toda a humana esperança, ele firmou-se na esperança e na fé. Assim, tornou-se pai de muitos povos, conforme lhe fora dito: “Assim será a tua prosperidade”. 22Esta sua atitude de fé lhe foi creditada como justiça.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 1,16.18-21.24

 

Louvor e glória a ti, Senhor, Cristo palavra de Deus!

Louvor e glória a ti, Senhor, Cristo palavra de Deus!

 

– Felizes os que habitam vossa casa, para sempre eles hão de louvar!  (Sl 83,5)

 

Louvor e glória a ti, Senhor, Cristo palavra de Deus!

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus

– Glória a vós, Senhor!  

 

16Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo. 18A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. 19José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria em segredo. 20Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo21Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. 24aQuando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

São José

- por Padre Alexandre Fernandes

São José, esposo da Virgem Maria, modelo de pai e esposo, protetor da Sagrada Família

Celebra-se hoje, 19 de março, a Solenidade de São José. Neste dia, a Igreja, espalhada pelo mundo todo, recorda solenemente a santidade de vida do seu patrono.

Esposo da Virgem Maria, modelo de pai e esposo, protetor da Sagrada Família, São José foi escolhido por Deus para ser o patrono de toda a Igreja de Cristo.

Seu nome, em hebraico, significa “Deus cumula de bens”.

No Evangelho de São Mateus vemos como foi dramático para esse grande homem de Deus acolher, misteriosa, dócil e obedientemente, a mais suprema das escolhas: ser pai adotivo de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Messias, o Salvador do mundo.

“Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor tinha mandado e acolheu sua esposa” (Mt 1,24).

O Verbo Divino quis viver em família. Hoje, deparamos com o testemunho de José, “Deus cumula de bens”; mas, para que este bem maior penetrasse na sua vida e história, ele precisou renunciar a si mesmo e, na fé, obedecer a Deus acolhendo a Virgem Maria.

Da mesma forma, hoje São José acolhe a Igreja, da qual é o patrono. E é grande intercessor de todos nós.

Que assim como ele, possamos ser dóceis à Palavra e à vontade do Senhor.

São José, rogai por nós!

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Vem do Espírito Santo… (Mt 1,16.18-21.24a))

 

            A Igreja celebra hoje a solenidade de São José, esposo da Bem-aventurada Virgem Maria e padroeiro da Igreja universal. O Evangelho escolhido narra a “Anunciação” a José, quando, através de um sonho (tantas vezes usado por Deus para comunicar-se a personagens bíblicos), ele penetra o mistério da concepção virginal de sua noiva: “o que nela foi gerado vem do Espírito Santo” (v. 20).

 

            Em uma linguagem que une o místico ao poético, São Boaventura, teólogo franciscano do Séc. XIII, conhecido como “Doutor Seráfico”, comenta esta passagem:

 

            “É certo que as realidades sobrenaturais não podem encontrar na natureza termos de comparação satisfatórios. Entretanto, vemos bem que o raio nasce da luz, o cacho na vinha, e a flor do ramo ou da árvore.

 

            O raio nasce da luz com a mesma natureza que ela, sem que se possa dizer que a luz seja o raio, nem o inverso. É assim que o Filho é do Pai, em identidade de substância, sem que, entretanto, o Filho seja o Pai, nem que o Pai seja o Filho, mas um e outro são um único e mesmo ser. É por isso que, celebrando a memória desse nascimento de glória, a Igreja canta: “Ó Oriente, raio da luz eterna”.

 

            O bago de uva nasce na videira para torná-la fecunda e lhe dar seu acabamento, mas ele não altera, nem corrompe, nem quebra sua integridade. É assim que Deus nasce na Virgem: ele lhe confere sua plenitude, sua fecundidade, sua consagração – sem fratura, sem violência, sem murchamento. É por isso que, comparando à uva o fruto de seu seio, o Senhor declara pelo profeta: ‘Eu suscitarei para Davi um rebento justo (Jr 23,5). Céus, espalhai vosso orvalho, e que as nuvens façam chover o Justo! Terra, abre-te, e brote o Salvador!’ Uma terra humilde, fértil e firme é a Virgem Maria. E se ela se abre, não é num contato material, mas segundo o Espírito, segundo a fé. E ela faz ‘germinar o Salvador’. […]

 

            Assim, pois, ‘aquele que nasceu nela’ é nascido antes no seio maternal de Deus, seu Pai, como o raio da luz; no seio materno, ele nasceu da Virgem sua mãe como a uva da vinha; do seio materno, enfim, ele nasceu como a flor do ramo, da seiva e da árvore. O terceiro e o segundo nascimento nos são oferecidos como remédio; o primeiro nos espera no céu como recompensa.” (Opera Omnia, T XII.)

 

            José de Nazaré, o homem “justo” (cf. v. 19), foi testemunha da ação admirável do Espírito Santo na vida de Maria, escolhida por Deus para ser a mãe do Salvador.  E de José o Filho de Deus receberia proteção, alimento e amor.

 

Orai sem cessar: “Antes da aurora, como orvalho, eu te gerei…” (Sl 110,3)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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