20 de Novembro de 2020

33a semana do tempo comum Sexta-feira

- por Pe. Alexandre

SEXTA FEIRA – XXXIII SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde – ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Meus pensamentos são de paz e não de aflição, diz o Senhor. Vós me invocareis, e hei de escutar-vos, e vos trarei de vosso cativeiro, de onde estiveres (Jr 29,11.14).

 

Oração do dia

 

– Senhor nosso Deus, fazei que a nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa servindo a vós, o criador de todas as coisas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Ap 10,8-11

 

– Leitura do livro do Apocalipse de são João: 8Aquela mesma voz do céu, que eu, João, já tinha ouvido, tornou a falar comigo: “Vai. Pega o livrinho aberto da mão do anjo que está de pé sobre o mar e a terra”. 9Eu fui até o anjo e pedi que me entregasse o livrinho. Ele me falou: “Pega e come. Será amargo no estômago, mas na tua boca, será doce como mel”. 10Peguei da mão do anjo o livrinho e comi-o. Na boca era doce como mel, mas quando o engoli, meu estômago tornou-se amargo. 11Então ele me disse: “Deves profetizar ainda contra outros povos e nações, línguas e reis”.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 119,14.24.72.103.111.131 (R: 103a)

 

– Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor!
R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor!

– Seguindo vossa lei me rejubilo muito mais do que em todas as riquezas.

R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor!

– Minha alegria é a vossa Aliança, meus conselheiros são os vossos mandamentos.

R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor!

– A lei de vossa boca, para mim, vale mais do que milhões em ouro e prata.

R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor!

– Como é doce ao paladar vossa Palavra, muito mais doce do que o mel na minha boca!

R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor!

– Vossa Palavra é minha herança para sempre, porque é ela que me alegra o coração!

R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor!

– Abro a boca e aspiro largamente, pois estou ávido de vossos mandamentos.

R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor!

Aclamação ao santo Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem

(Jo 15,16).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 19,45-48

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

– Glória a vós, Senhor!   

Naquele tempo, 45Jesus entrou no Templo e começou a expulsar os vendedores. 46E disse: “Está escrito: ‘Minha casa será casa de oração’. No entanto, vós fizestes dela um antro de ladrões”. 47Jesus ensinava todos os dias no Templo. Os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os notáveis do povo procuravam um modo de matá-lo. 48Mas não sabiam o que fazer, porque o povo todo ficava fascinado quando ouvia Jesus falar.

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

Santo Edmundo

- por Pe. Alexandre

Reinava Offa nos Estados ingleses. Desejando terminar seus dias em Roma, no exercício da piedade e da penitência, passou a coroa para Edmundo, de quinze anos de idade, descendente dos antigos reis anglo-saxões da Grã-Bretanha.

Edmundo, segundo os seus historiadores, foi coroado no dia de Natal de 855. Suas qualidades morais tornaram-no modelo dos bons reis. Tinha grande aversão aos lisonjeiros; toda a sua ambição era manter a paz e assegurar a felicidade dos súditos. Daí o grande zelo na administração da justiça e na implantação dos bons costumes nos seus Estados. Foi o pai dos súditos, sobretudo dos pobres, protetor das viúvas e dos órfãos, sustento e apoio dos fracos. O fervor no serviço de Deus realçava o brilho das suas outras virtudes. A exemplo dos monges e de várias outras pessoas piedosas, aprendeu o saltério de cor.

No décimo quinto ano do seu reinado, foi atacado pelos Dinamarqueses Hínguar e Hubla, príncipes desta nação, verdadeiros piratas, que foram desembarcar na Inglaterra. Edmundo, a princípio, manteve-se sereno, confiando num tratado que tinha feito com os bárbaros logo que vieram para o seu país. Mas quando viu que não respeitaram o tratado, reuniu o seu exército. Mas os infiéis receberam auxílios. Perante este reforço do inimigo, Edmundo sentia-se impotente para o combater.

Então os bárbaros fizeram-lhe várias propostas que recusou, por serem contrárias à religião e à justiça que devia aos súditos. Preferiu expor-se à morte a trair sua consciência. Carregaram-no de pesadas cadeias e levaram Edmundo à tenda do general inimigo. Fizeram-lhe novas propostas. Respondeu com firmeza que a religião lhe era mais cara do que a vida, e que nunca consentiria em ofender a Deus, que adorava. Hínguar, enfurecido com esta resposta, mandou açoitá-lo cruelmente.

O santo sofreu todos os maus tratos com paciência invencível, invocando o Sagrado Nome de Jesus. Por fim, foi condenado a ser decapitado, recebendo a palma do martírio a 20 de novembro de 870.

Os ingleses consideraram-no mártir e dedicaram-lhe numerosas igrejas.

Santo Edmundo, rogai por nós!

Meditação

- por Pe. Alexandre

Todos os dias… (Lc 19,45-48)

Em geral, nossos olhos se prendem ao espetacular. Até mesmo ao escandaloso. Aliás, este é o critério de nossos noticiários: as coisas comuns não dão notícia. A tela e as manchetes se ocupam do extraordinário.

No caso deste Evangelho, a notícia da TV daria destaque ao descontrole emocional do Rabi da Galileia. As câmeras iriam deter-se nas bancadas derrubadas ao solo, aos animais dispersos pelo pátio do Templo. Os comentaristas do dia seguinte iriam repercutir (o verbo da moda!) a reação indignada das autoridades religiosas.

E assim, com tudo isto, deixaríamos de prestar atenção a uma frase essencial para nós: “Jesus ficava ensinando no Templo todos os dias…” (Lc 19,47) Sim, TODOS OS DIAS. A atuação de Jesus de Nazaré como Mestre era uma ação de todos os dias. Todo aquele que passasse pelo pórtico de Salomão (cf. Jo 10,23), de segunda a segunda, iria ouvi-lo com seu convite à confiança no Pai, que alimenta os pardais e veste os lírios do campo, que faz chover sobre justos e injustos. Ficaria sabendo do filho fugido que voltou a casa do Pai e foi recebido com beijos e festas. Tomaria conhecimento de que um samaritano estrangeiro havia cuidado de um judeu ferido pelos assaltantes.

E isso, TODOS OS DIAS. Será que Jesus não se cansava? Será que não se deixava desanimar pela rotina. Será que ele não perdia a coragem diante da quadrilha mal intencionada dos escribas e fariseus que também ali compareciam, todos os dias, para estender-lhe suas arapucas?

Pois Jesus é o nosso exemplo de perseverança. Exemplo de continuidade. Ou, para usar um termo paulino, nosso exemplo de “hipomoné” (cf. Rm 2,7) – palavra que se costuma traduzir por paciência, perseverança, “endurance”, mas que designa uma condição da guerra, quando se combate com inferioridade de forças, mas não se desanima jamais.

Não nos deixemos iludir, porém! Ele não perdeu a paciência. Ao trocar as palavras de cada dia pelo chicote improvisado com cordas, Jesus de Nazaré continuava ensinando. É que existe a palavra profética, como Isaías junto ao Rei Acaz (cf Is 7,10), e existe o gesto profético, como o cinto escondido no rochedo (cf. Jr 13) ou o buraco na muralha (cf. Ez 12,5). Há momentos em que os ouvidos se tornam surdos à palavra sonora e é necessário abrir os olhos dos surdos com gestos espetaculares, de modo que eles já não possam justificar-se: “Eu não sabia…”

 

Estamos ouvindo o que o Senhor nos diz? Ou será necessário novo chicote de cordas?

 

29ª Semana do Tempo Comum

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