21 de Dezembro de 2020

4a semana do Advento - Ano B. Segunda -feira

- por Pe. Alexandre

SEGUNDA FEIRA DA IV SEMANA DO ADVENTO
(roxo, pref. do Advento II – ofício do dia)

 

Antífona da entrada

– Eis que chega o Senhor dos senhores: seu nome será Emanuel, o “Deus conosco” (Is 7,14;8,10).

 

Oração do dia

– Ouvi com bondade, ó Deus, as preces do vosso povo, para que alegrando-nos hoje com a vinda do vosso Filho em nossa carne, alcancemos o prêmio da vida eterna, quando ele vier na sua glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Ct 2,8-14

 

– Leitura do livro do Cântico dos Cânticos – 8É a voz do meu amado! Eis que ele vem saltando pelos montes, pulando sobre as colinas. 9O meu amado parece uma gazela, ou um cervo ainda novo. Eis que ele está de pé atrás de nossa parede, espiando pelas janelas, observando através das grades. 10O meu amado me fala dizendo: ‘Levanta-te, minha amada, minha rola, formosa minha, e vem! 11O inverno já passou, as chuvas pararam e já se foram. 12No campo aparecem as flores, chegou o tempo das canções, a rola já faz ouvir seu canto em nossa terra. 13Da figueira brotam os primeiros frutos, soltam perfume as vinhas em flor. Levanta-te, minha amada, formosa minha, e vem! 14Minha rola, que moras nas fendas da rocha, no esconderijo escarpado, mostra-me teu rosto, deixa-me ouvir tua voz! Pois a tua voz é tão doce, e gracioso o teu semblante’.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 33,2-3.11-12.20-21(R: 1a.3a)

 

– Ó justos, alegrai-vos no Senhor! Cantai para o Senhor um canto novo!

R: Ó justos, alegrai-vos no Senhor! Cantai para o Senhor um canto novo!

– Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de dez cordas celebrai-o!
Cantai para o Senhor um canto novo, com arte sustentai a louvação!
R: Ó justos, alegrai-vos no Senhor! Cantai para o Senhor um canto novo!

– Mas os desígnios do Senhor são para sempre, e os pensamentos que ele traz no coração, de geração em geração, vão perdurar. Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança!
R: Ó justos, alegrai-vos no Senhor! Cantai para o Senhor um canto novo!

– No Senhor nós esperamos confiantes, porque ele é nosso auxílio e proteção!
Por isso o nosso coração se alegra nele, seu santo nome é nossa única esperança.

R: Ó justos, alegrai-vos no Senhor! Cantai para o Senhor um canto novo!

 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Ó Emanuel, sois o nosso rei e orientador: vinde salvar-nos, ó Senhor e nosso Deus!

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 1, 39-45

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor!

 

39Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judéia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42Com um grande grito, exclamou: ‘Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!’ 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar?
44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu.’

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

São Pedro Canisio

- por Pe. Alexandre

 

 

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém

 

Hoje a Igreja celebra a memória de São Pedro Canisio. São Pedro Kanis, Canísio na forma latinizada do seu sobrenome, é uma figura muito importante no século XVI católico. Nasceu em 8 de maio de 1521 na Holanda. Seu pai era prefeito da cidade. Enquanto era estudante na Universidade de Colônia, conviveu com os monges cistercienses de Santa Bárbara, um centro propulsor de vida católica, e com outros homens piedosos que cultivavam a espiritualidade da assim chamada devoção moderna.

Entrou na Companhia de Jesus em 8 de maio de 1543, após ter participado de um curso de exercícios espirituais sob a guia do Beato Pierre Favre, um dos primeiros companheiros de Santo Inácio de Loyola. Ordenado sacerdote em junho de 1546, em Colônia, já no ano seguinte, como teólogo esteve presente no Concílio de Trento.

Em 1548, Santo Inácio o enviou para Roma para formação espiritual e em seguida ele foi trabalhar no Colégio de Messina, para dedicar-se a humildes serviços domésticos. Obteve, em Bolonha, o doutorado em Teologia, em 4 de outubro de 1549, e foi destinado por Santo Inácio ao apostolado na Alemanha.

Em 2 de setembro São Canisio visitou o Papa Paulo III e, depois, dirigiu-se à Basílica de São Pedro para rezar. Ali implorou o auxílio dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, para que dessem eficácia permanente à Bênção Apostólica, devido à sua nova missão. No seu diário, anotou algumas palavras desta oração que Diz: “Lá eu senti que uma grande consolação e a presença da graça me eram concedidas por meio de tais intercessões [Pedro e Paulo]. Esses confirmavam a minha missão na Alemanha e pareciam transmitir-me, como apóstolo na Alemanha, o apoio de sua benevolência. Me tendes confiado a Alemanha, para a qual tenho desejado viver e morrer”.

Devemos ter presente que nos encontramos no tempo da Reforma luterana, no momento em que a fé católica, nos Países de língua germânica, diante do fascínio da Reforma, parecia apagar-se. Era uma missão quase impossível aquela de Canísio, encarregado de revitalizar, de renovar a fé católica nos Países germânicos. Era possível somente na força da oração. Era possível somente através de uma profunda amizade pessoal com Jesus Cristo;

Seguindo a missão recebida de Inácio e de Papa Paulo III, Canísio partiu para a Alemanha. Em Vienna, onde, por breve tempo, foi administrador da Diocese, desempenhou o ministério pastoral nos hospitais e nos cárceres, tanto na cidade quanto na campanha, e preparou a publicação do seu Catecismo. Em 1556, fundou o Colégio de Praga e, até 1569, foi o primeiro superior da província jesuíta da Alemanha superior.

São Pedro Canísio transcorreu boa parte de sua vida em contato com as pessoas socialmente mais importantes de seu tempo e exerceu uma influência especial com os seus escritos. Foi editor das obras completas de Cirílo da Alexandria e de São Leão Magno, das Letras de São Jerônimo e das Orações de São Nicolau da Fluë. Publicou livros de devoção em várias línguas, as biografias de alguns Santos escritores e muitos textos de homilias. Mas os seus escritos mais difundidos foram os três Catecismos.

 

Em 1580 ele se retirou para Friburgo na Suíça e lá morreu em 21 de dezembro de 1597. Beatificado pelo Papa Pio IX em 1864, foi proclamado em 1897 segundo Apóstolo da Alemanha pelo Papa Leão XIII, e pelo Papa Pio XI canonizado e proclamado doutor da Igreja em 1925.

É sempre atual e de permanente valor o exemplo que São Pedro Canísio nos deixou, não somente nas suas obras, mas sobretudo com a sua vida. Ele ensina com clareza que o ministério apostólico é incisivo e produz frutos de salvação nos corações que se abrem a Ele.E isso vale para cada cristão que deseja viver com empenho e fidelidade a sua adesão a Cristo.

São Pedro Canísio, rogai por nós.

Benção final.

Meditação

- por Pe. Alexandre

Feliz aquela que acreditou! (Lc 1,39-45)

 

O tema da “felicidade” é uma das ideias condutoras da era moderna. De um lado, os céticos, afirmando que a felicidade é uma ilusão, um sonho impossível neste planeta enfumaçado. Um dos bordões correntes garante que “felicidade são momentos”… Nada que dure…

No polo oposto, encontramos aqueles que adotam a felicidade como ideal prioritário, entendendo-a como um alvo a ser conquistado a todo preço, a qualquer custo, doa a quem doer. Claro que este libertino excesso de individualismo nos transformaria em lobos rapaces, verdadeiras ameaças para o próximo e para a sociedade.

Ora, um exame mais atento da história humana acabará por encontrar pessoas realmente felizes, ainda que trilhando diferentes caminhos. Francisco de Assis, na Idade Média, achou a felicidade no desapego dos bens materiais. Teresa de Calcutá, em nossos dias, encontrou-a no serviço aos mais pobres. Todos eles, no entanto, tornaram-se felizes por um ato de fé.

É o caso do Evangelho de hoje, quando, intimamente iluminada pelo Espírito Santo, Isabel exclama para a visitante: “Feliz és tu, que creste, porque se há de cumprir aquilo que te foi dito da parte do Senhor!” Deus tinha uma missão para Maria – ser a Mãe do Salvador -, mas a missão seria impossível sem o ato de fé, a aposta que ela fez diante da proposta divina.

Parece que nem sempre percebemos que o ato de fé seja o ponto de encontro com a sonhada felicidade. Não que os fiéis não tenham problemas, mas, ao apostarem tudo em Deus, passam a contar com a graça divina, sem a qual é mais fácil encontrar os portões do inferno do que as bem-aventuranças eternas.

Se alguém ainda duvida, leia os relatos de tantos convertidos que registraram seu encontro com Deus e a felicidade daí resultante. Na extensa fileira, figura o Saulo da estrada de Damasco, o Agostinho das “Confissões”, o Thomas Merton de “A Montanha dos Sete Patamares”, o C.S.Lewis de “Suprised by Joy”, o Jacques Loew de “Meu Deus em quem confio”, o André Frossard de “Deus existe, eu o encontrei!

A lista é imensa. Em todos eles uma constante: um encontro com Deus, um ato de fé e… uma vida transfigurada. A todos eles, Isabel repetiria as mesmas palavras: “Feliz és tu, que creste!”

29ª Semana do Tempo Comum

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