21 de Março de 2021

5a semana da Quaresma Domingo

- por Pe. Alexandre

DOMINGO DA V SEMANA DA QUARESMA
(roxo, creio – I semana do saltério)

 

Antífona da entrada

 

– A mim, ó Deus, fazei justiça, defendei a minha causa contra a gente sem piedade; do homem perverso e traidor, libertai-me, porque sois, ó Deus, o meu socorro (Sl 42,1)

 

Oração do dia

 

– Senhor nosso Deus, dai-nos, por vossa graça, caminhar com alegria na mesma caridade que levou o vosso Filho a entregar-se à morte no seu amor pelo mundo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Jr 31, 31-34

 

– Leitura do livro do profeta Jeremias: 31Eis que virão dias, diz o Senhor, em que concluirei com a casa de Israel e a casa de Judá uma nova aliança; 32não como a aliança que fiz com seus pais, quando os tomei pela mão, para retirá-los da terra do Egito, e que eles violaram, mas eu fiz valer a força sobre eles, diz o Senhor. 33“Esta será a aliança que concluirei com a casa de Israel, depois desses dias, — diz o Senhor: — imprimirei minha lei em suas entranhas, e hei de escrevê-la em seu coração; serei seu Deus e eles serão o meu povo. 34Não será mais necessário ensinar seu próximo ou seu irmão, dizendo: ‘Conhece o Senhor!’ Todos me reconhecerão, do menor ao maior deles, diz o Senhor, pois perdoarei sua maldade, e não mais lembrarei o seu pecado”.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial, Sl 51, 3-4.12-13.14-15 (R: 12a)

 

– Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido!

R: Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido!

 

– Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha culpa!

R: Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido!

 

– Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. Ó Senhor, não me afasteis de vossa face nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!

R: Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido!

 

– Dai-me de novo a alegria de ser salvo e confirmai-me com espírito generoso! Ensinarei vosso caminho aos pecadores, e para vós se voltarão os transviados.

R: Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido!

 

2ª Leitura: Hb 5, 7-9

 

– Leitura da carta aos Hebreus: 7Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido por causa de sua entrega a Deus. 8Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que ele sofreu. 9Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 12, 20-33

 

Glória a Cristo, ó verbo de Deus.

Glória a Cristo, ó verbo de Deus.

 

– Se alguém me quiser servi, que venha atrás de mim; e, onde estiver, ali estará meu servo (Jo 12,26)

 

Glória a Cristo, ó verbo de Deus.

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.

– Glória a vós, Senhor!

 

– Naquele tempo, 20havia alguns gregos entre os que tinham subido a Jerusalém, para adorar durante a festa.21Aproximaram-se de Filipe, que era de Betsaida da Galileia, e disseram: “Senhor, gostaríamos de ver Jesus”.

22Filipe combinou com André, e os dois foram falar com Jesus. 23Jesus respondeu-lhes: “Chegou a hora em que o Filho do Homem vai ser glorificado. 24Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas, se morre, então produz muito fruto. 25Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna. 26Se alguém me quer seguir, siga-me, e onde eu estou estará também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará.27Agora sinto-me angustiado. E que direi? ‘Pai, livra-me desta hora?’ Mas foi precisamente para esta hora que eu vim. 28Pai, glorifica o teu nome!” Então veio uma voz do céu: “Eu o glorifiquei e o glorificarei de novo!” 29A multidão, que aí estava e ouviu, dizia que tinha sido um trovão. Outros afirmavam: “Foi um anjo que falou com ele”. 30Jesus respondeu e disse: “Essa voz que ouvistes não foi por causa de mim, mas por causa de vós. 31É agora o julgamento deste mundo. Agora o chefe deste mundo vai ser expulso, 32e eu, quando for elevado da terra, atrairei todos a mim”. 33Jesus falava assim para indicar de que morte iria morrer”.

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

 

São Nicolau de Flue

- por Pe. Alexandre

Comemoramos a vida santa de um eremita, São Nicolau de Flue, que nasceu na Suíça em 1417 e passou sua juventude ajudando o pai em trabalhos práticos, sempre inclinado à vida religiosa.

A pedido do pai, casou-se com Doroteia que muito o levou para Deus, tanto que juntos educaram os dez filhos para a busca da santidade. Aconteceu que, em comum acordo e, com os filhos já educados, Nicolau retirou-se na solidão, perto de sua casa, porém, com o propósito de se dedicar exclusivamente a Deus, ele que era um homem popular devido a diversos cargos públicos e administrativos que ocupara na sociedade.

São Nicolau entregou-se totalmente à vida de oração, penitência e jejuns, sem deixar de participar nas Santas Missas de domingo e dias santos, além de ter assumido uma tábua como cama; por travesseiro uma pedra e de primeiro frutas e ervas como alimento, isto até chegar a se alimentar somente da Eucaristia. Todo este processo estendeu-se progressivamente por 33 anos.

Nicolau, que morreu com setenta anos, ao ir para o eremitério com 37 anos, em nada se alienou ao mundo. Pôde ele servir com conselhos e interferir pacificamente nas dificuldades entre católicos e protestantes, a ponto de ser amado e tomado como modelo de pacificador e pai da pátria.

São Nicolau de Flue, rogai por nós!

Meditação

- por Pe. Alexandre

Atrairei todos a mim… (Jo 12,20-33)

 

A Boa Nova da salvação oferecida por Jesus Cristo destina-se a todos os povos, sem exceção. Ninguém está excluído desse anúncio. Particularidades de etnia ou cultura, nação ou tribo, classe social ou situação econômica não podem servir de pretexto para deixar alguém à margem.

É verdade que, de início, os primeiros discípulos, todos eles de cultura judaica, ainda viam a missão do Messias como exclusiva para o Povo Escolhido. Mesmo o apóstolo Pedro, deveria passar por uma experiência de “conversão” a este respeito (cf. At 10,10b-16.44-48).

O Evangelho de hoje começa com os “gregos” à procura de um contato pessoal com o Mestre: “Queremos ver Jesus”. Fica evidente que grupos vizinhos, de cultura helenizada, também foram despertados pelo ministério de Jesus. Para esse contato, os visitantes contam com a intermediação de Filipe e André (notar que estes dois discípulos – Philippos e Andréas – ainda que judeus, receberam nomes de origem grega!).

Episódio quase escondido entre cenas mais impressionantes (curas físicas, libertações espirituais, sinais de poder sobre as forças da natureza…), já sinaliza que está chegando a “hora” de Jesus, isto é, o momento de seu sacrifício salvador, sua Paixão e morte na cruz.

Se é verdade que, antes de frutificar, o grão deve ser escondido no interior da terra, também é verdade que a luz acesa deve ser posta bem alto, no candeeiro, para que toda a casa seja iluminada (cf. Lc 8,16). Assim como as borboletas noturnas são atraídas pelo candelabro aceso, assim também o poder de atração de Jesus chegará a seu ponto máximo no momento em que ele for erguido no alto da cruz.

O Salvador tem consciência desse poder de sedução: “Quando eu for levantado da terra, atrairei todos a mim”. (Jo 12,32) O verbo grego deste Evangelho – hipsóo – não exprime apenas a exaltação material sobre a cruz, mas uma exaltação espiritual na glória. Bem antes, Jesus havia anunciado: “Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também será levantado o Filho do Homem, a fim de que todo o que nele crer tenha vida eterna”. (Jo 3,14) E mais: “Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que ‘eu sou’”. (Jo 8,28)

Infelizmente, parece que nem todos estão convencidos do magnetismo da pessoa de Jesus Cristo. Percebo isto quando ouço pregações orientadas exclusivamente para a realidade sociopolítica, a conjuntura econômica, ou centradas em aspectos da psicologia humana, ou ainda desperdiçadas em floreios literários. Entendo-as como um esforço desesperado para atrair a atenção da assembleia, como se o próprio Cristo se tivesse tornado incapaz de atrair, seduzir e galvanizar o coração humano.

Imitemos Paulo, que pregava Cristo. E Cristo crucificado (cf. 1Cor 2,2).

 

29ª Semana do Tempo Comum

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