25 de Janeiro de 2021

Terceira semana do tempo Comum- Sexta-feira

- por Pe. Alexandre

SEGUNDA FEIRA CONVERSÃO DE SÃO PAULO APÓSTOLO
(branco, glória, prefácio dos apóstolos – ofício da festa)

 

Antífona da entrada

– Sei em quem acreditei; e estou certo de que o justo juiz conservará a minha fé até o dia de sua vinda (2Tm 1,12; 4,8).

 

Oração do dia

– Ó Deus que instruístes o mundo inteiro pela pregação do apóstolo são Paulo, dai-nos, ao celebrar hoje a sua conversão, caminhar para vós seguindo seus exemplos e ser, no mundo, testemunhas do Evangelho. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: At 22,3-16

 

– Leitura dos Atos dos Apóstolos – Naqueles dias, Paulo disse ao povo: 3“Eu sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas fui criado aqui nesta cidade. Como discípulo de Gamaliel, fui instruído em todo o rigor da Lei de nossos antepassados, tornando-me zeloso da causa de Deus, como acontece hoje convosco. 4Persegui até à morte os que seguiam este Caminho, prendendo homens e mulheres e jogando-os na prisão. 5Disso são minhas testemunhas o Sumo Sacerdote e todo o conselho dos anciãos. Eles deram-me cartas de recomendação para os irmãos de Damasco. Fui para lá, a fim de prender todos os que encontrasse e trazê-los para Jerusalém, a fim de serem castigados. 6Ora, aconteceu que, na viagem, estando já perto de Damasco, pelo meio dia, de repente uma grande luz que vinha do céu brilhou ao redor de mim. 7Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’ 8Eu perguntei: ‘Quem és tu, Senhor?’ Ele me respondeu: ‘Eu sou Jesus, o Nazareno, a quem tu estás perseguindo’. 9Meus companheiros viram a luz, mas não ouviram a voz que me falava. 10Então perguntei: ‘Que devo fazer, Senhor?’ O Senhor me respondeu: ‘Levanta-te e vai para Damasco. Ali te explicarão tudo o que deves fazer’. 11Como eu não podia enxergar, por causa do brilho daquela luz, cheguei a Damasco guiado pela mão dos meus companheiros. 12Um certo Ananias, homem piedoso e fiel à Lei, com boa reputação junto de todos os judeus que aí moravam, 13veio encontrar-me e disse: ‘Saulo, meu irmão, recupera a vista!’ No mesmo instante, recuperei a vista e pude vê-lo. 14Ele, então, me disse: ‘O Deus de nossos antepassados escolheu-te para conheceres a sua vontade, veres o Justo e ouvires a sua própria voz. 15Porque tu serás a sua testemunha diante de todos os homens, daquilo que viste e ouviste. 16E agora, o que estás esperando? Levanta-te, recebe o batismo e purifica-te dos teus pecados, invocando o nome dele!’”

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 117,1.2 R: Mc 16,15

 

– Ide, por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho.
R: Ide, por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho.

– Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, povos todos, festejai-o!

R: Ide, por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho.

– Pois comprovado é o seu amor para conosco, para sempre ele é fiel!

R: Ide, por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho.

Aclamação ao Santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Eu vos designei para que vades e deis frutos e o vosso fruto permaneça, assim disse o Senhor (Jo 15,16).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 16,15-18

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos

– Glória a vós, Senhor!  


Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos, 15e disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! 16Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. 17Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; 18se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”.

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

Conversão de São Paulo

- por Pe. Alexandre

O apóstolo dos gentios e das nações nasceu em Tarso. Da tribo de Benjamim, era judeu de nação. Tarso era mais do que uma colônia de Roma, era um município. Logo, ele recebeu também o título de cidadão romano. O seu pai pertencia à seita dos fariseus. Foi neste ambiente, em meio a tantos títulos e adversidades, que ele foi crescendo e buscando a Palavra de Deus.

Combatente dos vícios, foi um homem fiel a Deus. Paulo de Tarso foi estudar na escola de Gamaliel, em Jerusalém, para aprofundar-se no conhecimento da lei, buscando colocá-la em prática. Nessa época, conheceu o Cristianismo, que era tido como um seita na época. Tornou-se, então, um grande inimigo dessa religião e dos seguidores desta. Tanto que a Palavra de Deus testemunha que, na morte de Santo Estevão, primeiro mártir da Igreja, ele fez questão de segurar as capas daqueles que o [Santo Estevão] apedrejam, como uma atitude de aprovação. Autorizado, buscava identificar cristãos, prendê-los, enfim, acabar com o Cristianismo. O intrigante é que ele pensava estar agradando a Deus. Ele fazia seu trabalho por zelo, mas de maneira violenta, sem discernimento. Era um fariseu que buscava a verdade, mas fechado à Verdade Encarnada. Mas Nosso Senhor veio para salvar todos.

Encontramos, no capítulo 9 dos Atos dos Apóstolos, o testemunho: “Enquanto isso, Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Apresentou-se ao príncipe dos sacerdotes e pediu-lhes cartas para as sinagogas de Damasco, com o fim de levar presos, a Jerusalém, todos os homens e mulheres que seguissem essa doutrina. Durante a viagem, estando já em Damasco, subitamente o cercou uma luz resplandecente vinda do céu. Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’. Saulo então diz: ‘Quem és, Senhor?’. Respondeu Ele: ‘Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro te é recalcitrar contra o aguilhão’. Trêmulo e atônito, disse Saulo: ‘Senhor, que queres que eu faça?’ respondeu-lhe o Senhor: ‘Levanta-te, entra na cidade, aí te será dito o que deves fazer’”.

O interessante é que o batismo de Saulo é apresentado por Ananias, um cristão comum, mas dócil ao Espírito Santo.

Hoje estamos comemorando o testemunho de conversão de São Paulo. Sua primeira pregação foi feita em Damasco. Muitos não acreditaram em sua mudança, mas ele perseverou e se abriu à vontade de Deus, por isso se tornou um grande apóstolo da Igreja, modelo de todos os cristãos.

São Paulo de Tarso, rogai por nós!

Meditação

- por Pe. Alexandre

Por todo o mundo! (Mc 16, 15-18)

 

O campo do Evangelho é a terra inteira! Ninguém está excluído do anúncio da salvação. Afinal, “Deus quer que todos os homens se salvem” (cf. 1Tm 2, 4). E o próprio Jesus garantiu: “Quando eu for erguido, atrairei todos os homens a mim!” (Jo 12, 32.) Nos últimos tempos, cresceu uma deriva teológica que nega este aspecto universal ou “católico” da missão da Igreja. Chegam a chamar de “genocídio cultural” o trabalho de evangelização realizado junto aos povos não-cristãos.

Em sua brilhante Carta Encíclica “Redemptoris Missio” [A Missão do Redentor], o saudoso Papa João Paulo II escreveu: “As várias formas do mandato missionário contêm pontos em comum, mas também acentos próprios de cada evangelista; dois elementos, de fato, encontram-se em todas as versões. Antes de mais, a dimensão universal da tarefa conferida aos Apóstolos: ‘todas as nações’ (Mt 28, 19); ‘pelo mundo inteiro, a toda criatura’ (Mc 16, 15); ‘todos os povos’ (Lc 24, 47); ‘até os confins do mundo’ (At 1, 8). Em segundo lugar, a garantia, dada pelo Senhor, de que, nesta tarefa, não ficarão sozinhos, mas receberão a força e os meios para desenvolver a sua missão…” (RMi, 23.)

Mais adiante, o Papa observava: “O Senhor Jesus enviou os seus Apóstolos a todas as pessoas, a todos os povos e a todos os lugares da terra. Nos Apóstolos, a Igreja recebeu uma missão universal, sem limites, referindo-se à salvação em toda a sua integridade, segundo a plenitude de vida que Cristo veio trazer (cf. Jo 10, 10): ela foi ‘enviada para manifestar e comunicar a caridade de Deus e todos os homens e povos’”. (RMi, 31.)

Se o anúncio do Evangelho de Jesus incomodar a sociedade indiana, onde as castas sociais fazem os homens desiguais, ou causar problemas para o governo chinês, devido à sua política demográfica de impor aos casais um único filho, não é o Evangelho que está errado. E o apelo evangélico a reformar estruturas sociais e econômicas injustas e desumanas não merece o rótulo de genocídio cultural, mas consiste, antes, em devolver ao homem sua dignidade perdida.

Foi este o trabalho de Paulo, apóstolo das nações. Oportunamente, ou não, levou a mensagem de Jesus Cristo a todos os quadrantes. Este é o exemplo a ser imitado. O mais é traição!

29ª Semana do Tempo Comum

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