27 de Outubro de 2020

30a semana do tempo comum Terça - feira

- por Pe. Alexandre

TERÇA FEIRA – XXX SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde – ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Exulte o coração dos que buscam a Deus. Sim, buscai o Senhor e sua força, procurai sem cessar a sua face (Sl 104,3).

 

Oração do dia

 

– Deus eterno e todo-poderoso, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade e dai-nos amar o que ordenais para conseguirmos o que prometeis. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Ef 5,21-33

 

– Leitura da carta de são Paulo aos Efésios: Irmãos, 21vós, que temeis a Cristo, sede solícitos uns para com os outros. 22As mulheres sejam submissas aos seus maridos como ao Senhor. 23Pois o marido é a cabeça da mulher, do mesmo modo que Cristo é a cabeça da Igreja, ele, o Salvador do seu Corpo. 24Mas como a Igreja é solícita por Cristo, sejam as mulheres solícitas em tudo pelos seus maridos. 25Maridos, amai as vossas mulheres, como o Cristo amou a Igreja e se entregou por ela. 26Ele quis assim torná-la santa, purificando-a com o banho da água unida à Palavra. 27Ele quis apresentá-la a si mesmo esplêndida, sem mancha nem ruga nem defeito algum, mas santa e irrepreensível. 28Assim é que o marido deve amar a sua mulher, como ao seu próprio corpo. Aquele que ama a sua mulher ama-se a si mesmo. 29Ninguém jamais odiou a sua própria carne. Ao contrário, alimenta-a e cerca-a de cuidados, como o Cristo faz com a sua Igreja; 30e nós somos membros do seu corpo! 31Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne. 32Este mistério é grande, e eu o interpreto em relação a Cristo e à Igreja. 33Em todo caso, cada um, no que lhe toca, deve amar a sua mulher como a si mesmo; e a mulher deve respeitar o seu marido.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 128,1-2.3.4.5 (R: 1a)

 

– Felizes todos os que respeitam o Senhor!
R: Felizes todos os que respeitam o Senhor!

– Feliz és tu se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem!

R: Felizes todos os que respeitam o Senhor!

– A tua esposa é uma videira bem fecunda no coração da tua casa; os teus filhos são rebentos de oliveira ao redor de tua mesa.

R: Felizes todos os que respeitam o Senhor!

– Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor. O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida.

R: Felizes todos os que respeitam o Senhor!
Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelastes os mistérios do teu reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (Mt 11,25).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 13,18-21

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

– Glória a vós, Senhor!   

 

– Naquele tempo, 18Jesus dizia: “A que é semelhante o Reino de Deus, e com que poderei compará-lo? 19Ele é como a semente de mostarda, que um homem pega e atira no seu jardim. Ele cresce, torna-se uma grande árvore, e as aves do céu fazem ninhos nos seus ramos”. 20Jesus disse ainda: “Com que poderei ainda comparar o Reino de Deus? 21Ele é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

São Frumêncio

- por Pe. Alexandre

Frumêncio é o primeiro bispo missionário na Etiópia, de onde é considerado o apóstolo, junto com o irmão Edésio. Sua história poderia oferecer a trama a um interessante romance de aventuras.

No tempo do imperador Constantino, um filósofo voltava a Tiro de uma viagem à Índia, acompanhado de seus discípulos e de dois meninos, Frumêncio e Edésio. A nau atracou no porto de Aulis, nas proximidades de Massaua, e pouco depois foi atacada por uma horda de etíopes que trucidaram todos os passageiros. Salvaram-se apenas os dois meninos, que se tinham apartado para ler um livro debaixo de uma árvore. Jamais um livro foi tão precioso…

Quando se deram conta dos dois meninos, os etíopes, já pagos pelo butim, conduziram-nos como escravos a Axum, e o rei os reteve a seu serviço. Depois da morte do soberano, a rainha confiou a Frumêncio a educação do filho.

Os dois irmãos fizeram-se amar e obtiveram a permissão para erguer uma igreja junto ao porto; depois puderam voltar a sua pátria para pedir a Atanásio, bispo de Alexandria do Egito, o envio de um bispo e de sacerdotes.

Atanásio consagrou bispo o próprio Frumêncio e o mandou de volta à Etiópia com alguns sacerdotes. Surgia assim a primeira comunidade cristã na África negra, destinada a expandir-se e a manter-se firme mesmo durante a tempestade islâmica que levou de roldão o cristianismo em quase toda a África.

Frumêncio foi acolhido com alegria pelos etíopes de Axum e pelo próprio jovem rei Ezana, que esteve entre os primeiros a receber o batismo. Também os súditos seguiram o exemplo do rei. Frumêncio — que os etíopes chamam “abba Salama”, isto é, o portador de luz — é justamente incluído entre os maiores missionários cristãos.

Meditação

- por Pe. Alexandre

Como um grão de mostarda… (Lc 13,18-21)

 

Padre Lev Gillet, arquimandrita da Igreja Ortodoxa na Inglaterra, vem nos alertar para o risco de reduzir esta pequena parábola a um aforisma banal: “tudo o que é grande começa pequeno”. Ele vê um sentido bem mais profundo, que pode escapar às nossas leituras apressadas. Sua preocupação o leva a dialogar com Jesus:

“Mestre, tu não disseste que a mostarda é uma planta pequena que se torna uma grande planta”. Tu disseste que ela se torna maior que os arbustos, que ela se torna uma árvore. ‘Uma árvore’ quer dizer uma estrutura que, na concepção e na língua comum (senão na estrita verdade botânica), é completamente diferente de uma planta.

E não apenas ‘uma árvore’, mas uma árvore tal que ‘as aves do céu vêm habitar em seus galhos’ (Mt 13,32). De modo algum transformaste a mostarda em uma verdura. Aquilo para que chamaste a nossa atenção é a semente da mostarda: a semente – um grão, um germe, um simples ponto de partida, um começo.

O germe e a árvore… Ora, esta semente de mostarda, tu não disseste que ela é ‘uma pequena’ semente. Tu disseste que ela é ‘a menor de todas as sementes’. Empregaste o superlativo. E eis aí, Senhor, tua lógica, a lógica de teu Evangelho, a lógica dos contrastes e dos extremos.

Assim, não nos exortas simplesmente a nos fazermos ‘pequenos’ para nos tornarmos ‘grandes’ diante de teu Pai. Tu nos exortas a acolher em nós a sementinha ‘menor’, a nos lançarmos em um abismo de humildade. E então, o grão de mostarda pode, em nós, tornar-se uma ‘árvore’.

E não basta dizer que a pequenez é a condição para a grandeza. É da extrema pequenez que sairá a extrema grandeza.

Esta parábola, Senhor, esclarece poderosamente o teu pensamento. Este se move entre os extremos. Ele não se detém nas posições intermediárias. Em ti, não há meias-tintas. Existe um sim que é sim, e um não que é não. Tu nos forças a optar entre a luz e as trevas. Tu nos provocas para as aspirações e as decisões que tendem a um máximo.

“Isto é o que colocas diante de nós: o mais difícil, o mais alto, o melhor…”

Ai! A nossa mediocridade! “Cuidado com o exagero! Deus não pede tanto assim!” E que poderia pedir o Amor? Apenas… tudo…

 

29ª Semana do Tempo Comum

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