31 de Março de 2019

4º Domingo da Quaresma

- por Padre Alexandre Fernandes

IV DOMINGO DA QUARESMA

(Roxo ,creio,prefácio próprio, IV semana do saltério)

 

Antífona da entrada

 

– Alegra-te Jerusalém! Reuni-vos todos que a amais: vós que estais tristes, exultai de alegria! Saciai-vos com a abundância de suas consolações

(Is 66,10).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, que por vosso Filho realizais, de modo admirável, a reconciliação do gênero humano, concedei ao povo cristão correr ao encontro das festas que se aproximam cheio de fervor e exultando de fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Js 5,9-12

 

– Leitura do livro de Josué: Naqueles dias, 9ao Senhor disse a Josué: “Hoje tirei de cima de vós o opróbrio do Egito”. 10Os israelitas ficaram acampados em Guilgal e celebraram a Páscoa no dia catorze do mês, à tarde, na planície de Jericó. 11No dia seguinte à Páscoa, comeram dos produtos da terra, pães sem fermento e grãos tostados nesse mesmo dia. 12O maná cessou de cair no dia seguinte, quando comeram dos produtos da terra. Os israelitas não mais tiveram o maná. Naquele ano comeram dos frutos da terra de Canaã.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 34,2-3.4-5.6-7 (R: 9a)

 

– Provai e vede quão suave é o Senhor!
R: Provai e vede quão suave é o Senhor!

– Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem!

R: Provai e vede quão suave é o Senhor!

– Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou.

R: Provai e vede quão suave é o Senhor!

– Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia.

R: Provai e vede quão suave é o Senhor!
 

2ª Leitura: 2Cor 5,17-21

 

– Leitura da segunda carta de são Paulo aos Coríntios: Irmãos: 17Se alguém está em Cristo, é uma criatura nova. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo. 18E tudo vem de Deus, que, por Cristo, nos reconciliou consigo e nos confiou o ministério da reconciliação.  19Com efeito, em Cristo, Deus reconciliou o mundo consigo, não imputando aos homens as suas faltas e colocando em nós a palavra da reconciliação. 20Somos, pois, embaixadores de Cristo, e é Deus mesmo que exorta através de nós. Em nome de Cristo, nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus. 21Aquele que não cometeu nenhum pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nós nos tornemos justiça de Deus.

 

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 15, 1-3.11-32

 

Louvor e honra a vós, Senhor Jesus…

Louvor e honra a vós, Senhor Jesus…

 

– Vou levantar-me e vou a meu pai e lhe direi: Meu pai eu pequei contra o céu e contra ti (Lc 15,18)

 

Louvor e honra a vós, Senhor Jesus…

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

– Glória a vós, Senhor!  

 

– Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”.  3Então Jesus contou-lhes esta parábola: 11“Um homem tinha dois filhos. 12O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. 13Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. 14Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade. 15Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. 16O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam. 17Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. 18Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’. 20Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos. 21O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. 22Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. 24Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa. 25O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. 27O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’. 28Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’. 31Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado’.
 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

São Benjamim

- por Padre Alexandre Fernandes

São Benjamim foi canal para que muitos cegos voltassem a ver

Nasceu no ano de 394 na Pérsia e, ao ser evangelizado, começou a participar da Igreja ao ponto de descobrir sua vocação ao diaconato.

Serviu a Palavra e aos irmãos na caridade, chamando a atenção de muitos para Cristo.

Chegou a ser preso por um ano, sofrendo, e se renunciasse ao nome de Jesus, seria solto. Porém, mesmo na dor, na solidão e na injustiça, ele uniu-se ainda mais ao Cristo crucificado.

Foi solto com a ordem de não falar mais de Jesus para ninguém, o que era impossível, pois sua vida e seu serviço evangelizavam.

Benjamim foi canal para que muitos cegos voltassem a ver, muitos leprosos fossem curados e assim muitos corações duvidosos se abriram a Deus.

Foi novamente preso, levado a público e torturado para que renunciasse à fé. Perguntou então ao rei, se gostaria que algum de seus súditos fosse desleal a ele. Obviamente que o rei disse que não. E assim o diácono disse que assim também ele, não poderia renunciar à sua fé, a seu Rei, Jesus Cristo.

E por não renunciar a Jesus, foi martirizado. Isso no ano de 422.

São Benjamim, rogai por nós!

FONTE: CANCÃO NOVA 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Teu irmão… (Lc 15,1-3.11-32)

 

            Quando o filho mais velho volta do campo, ouve música e dança, e sente no ar um cheiro de… perdão, ele se recusa a entrar em casa e acusa o próprio pai de festejar a volta do pródigo: “Esse teu filho…” E o pai a retrucar: “Esse teu irmão…”

 

            Em suma, é o fato de termos um Pai comum que nos faz irmãos. Toda fraternidade humana na terra, horizontal, torna-se impossível se não temos no céu, vertical, uma filiação divina. Sem um Pai no céu não existem irmãos na terra. Somente lobos.

 

            Eis o comentário de Hemut Gollwitzer: “Esta parábola dos dois filhos, como podemos chamá-la, contém toda a humanidade de Deus. O vínculo original dos dois filhos com seu pai é o ponto de partida de toda a narrativa. Eles estão unidos um ao outro por terem o mesmo pai, a mesma pátria e, ao partir, o mesmo destino. A queda que se verifica na vida do caçula começa pela ruptura com seu pai. Ele transforma a promessa da herança em um direito exigível, considerando a propriedade paterna como sua própria. Isto deve servir-lhe para afirmar e concretizar sua independência em relação ao pai”.

 

            E aqui está história do homem, capaz de sonhar com uma existência autônoma, sem pai nem patrão, vivendo como seu próprio senhor e, em consequência, como órfão. E, claro, sem irmãos…

 

            Nasce aqui o homem liberado, emigrante do Pai, vivendo em um “país distante”. Não admira que rapidamente ele dissipe os bens recebidos (foram dados, não foram conquistados!) e mergulhe na privação, na penúria, na fome… E no país distante – observa Gollwitzer – nada é como na pátria, onde o Pai tudo nos dá de graça. Ao contrário, ali ninguém recebe nada se não tiver algo para dar em troca. Nem mesmo as alfarrobas que os porcos comiam..

 

            “Os recursos divinos oferecidos ao homem se esgotam assim que ele perde contato com a raiz. Esse caminho de liberdade, seguido com presunção, termina em escravidão”, diz o comentarista. Mas existe um dom substancial, diretamente ligado à paternidade divina, que se mostra como a mais grave das perdas quando o jovem usurpa como posse pessoal a herança de seu pai: a fraternidade.

 

            E o filho mais velho – inteiramente honesto, terrivelmente justo, mortalmente indiferente – se recusa a reatar os vínculos com seu irmão. Para ele, a música, as danças e o novilho assado são simples desperdício. Ele não consegue alegrar-se com a volta do irmão. Não sabe participar da alegria do Pai, que afirma: “Era preciso festejar e alegrar-nos…”

 

Orai sem cessar: “Oh! Como é bom e agradável irmãos unidos viverem juntos!” (Sl 133,1)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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