A Festa de Todos os Santos

A Festa de Todos os Santos

(Homilia – 4/11/18)


Esta semana celebramos a festa de todos os santos e o dia dos fieis defuntos (aquele que terminou sua missão nesta terra). Nós não acreditamos que aquele que está em Cristo está morto. Cremos na vida além da morte. “Nada pode nos separar do amor de Deus”. Quem morreu, atravessou um túnel e passou para o outro lado, está em purificação. A alma se descola do corpo físico e percebe o lugar em que está. Sabe que está em um tempo de purificação, de purgatório. Por isso pedimos por aqueles que foram antes de nós porque não podem rezar por si mesmos. Está salvo em Cristo, mas vivendo a purificação, esperando o tempo de Deus. A porta do céu nunca é fechada, não tem fechadura. Antes de Jesus o céu não era habitado. É Ele quem leva a natureza humana para o Alto. Ao morrer, Cristo desce à morada dos mortos e os leva para a morada do Pai. Leva com Ele Jacó, Isaías, os que vieram antes Dele.

Hoje, celebramos a Igreja que está na glória, cremos na igreja dos céus, onde estão homens e mulheres que mesmo vivendo a dimensão do pecado, da nossa natureza decaída, viveram virtudes tão grandes que por estarem enxertados em Jesus foram capazes de produzir frutos para a eternidade. Não importa onde caímos, mas onde nos levantamos.
Os que contemplam a face de Deus podem interceder por nós na terra através da visão beatífica de Jesus, que é o único mediador entre Deus e os homens. Deus quer que o homem viva a vida de eternidade. No livro de Apocalipse João tem uma visão do céu, onde vê 144 mil santos (12 tribos de Israel x 12 discípulos elevado a mil) em torno do Cordeiro, gente de todas as tribos e nações, tanto do Antigo como do Novo Testamento, vestidos de branco, a roupa do batismo, e com as palmas da vitória. Celebramos os santos que foram pessoas de todo jeito e tamanho, gordo ou magro, frágil, anônimo, pessoas que às vezes nem sabemos o nome. Podemos estar cercados de santos e nem percebemos.
O santo tem coragem de se levantar. Deus respeita o tempo de nossa ignorância, Ele nos aguarda com profunda paciência. A vida nos convida à santidade. Pe Alexandre Fernandes