Assunção de Nossa Senhora | Homilia dominical – Padre Alexandre Fernandes (18/08/19)

Assunção de Nossa Senhora | Homilia dominical – Padre Alexandre Fernandes (18/08/19)

Hoje, Assunção de Maria. Em 1950, após ter sido celebrada desde o século IV a festa da Dormição de Maria, o papa Pio XII decretou como dogma que “a Virgem Maria foi elevada de corpo e alma à glória celeste”. Pelo dogma da fé, acreditamos que ela não passou pela corrupção do pecado em mérito da missão de ser mãe de Jesus. No momento da encarnação do Verbo, ela estava plena do Espírito Santo, terceira pessoa da Santíssima Trindade. E ficou plena da segunda pessoa, que é o seu Filho. Maria se tornou a habitação de Deus.
Todos passamos pela corrupção do pecado original, por isso o batismo nos traz a graça santificante. O espírito de Deus mora dentro de nós. Mas a nossa natureza continua enfraquecida pelo pecado, precisamos sempre da graça do Pai. Temos um combate espiritual todos os dias, sempre somos chamados ao processo de conversão. Essa natureza enfraquecida traz a corrupção do nosso corpo. Quando morremos tomamos conhecimento da vida que levamos, se seguimos os caminhos de Deus, se precisamos de um tempo para purificação, ou se não estamos com Ele.
O nosso corpo se decompõe. Quando Jesus foi colocado no sepulcro, por ser Deus sua alma se uniu ao corpo e Ele ficou com o corpo glorificado. Maria também teve o corpo glorificado – dois corações ressuscitados. Nossa vez só acontecerá na segunda vinda de Cristo. Celebrar a Assunção de Maria é tomar posse daquilo que um dia acontecerá conosco. Temos que cuidar do nosso corpo físico, praticar esportes, ter vida saudável, mas todos envelheceremos, é inevitável.
Nas aparições de Maria os pastorinhos testemunharam a beleza da senhora. O índio Juanito também falou de como ela era bela. Diante de Deus sempre seremos belos. Na segunda vinda, toda a criação de Deus se unirá, será recomposta, foi isso que Jesus veio fazer por nós.
Por isso não se sinta inferiorizado – tudo vem de Jesus pelas mãos de Maria. Não deixe de acreditar que temos uma onipotência suplicante a rogar por nós. No momento da cruz, Cristo estendeu a maternidade de Maria a toda a humanidade. “Eis aí tua mãe”. “Eis aí teu filho”. Confie. Tudo vem das mãos de Maria.