01 de Janeiro de 2020

Tempo do Natal - Quarta-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

QUARTA FEIRA – SANTA MARIA MÃE DE DEUS
(branco, glória, pref. de Maria – ofício da Solenidade)

 

Antífona da entrada

 

– Salve, ó santa mãe de Deus, vós destes à luz o rei que governa o céu e a terra pelos séculos eternos (Sedúlio)

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, que pela virgindade fecunda de Maria destes à humanidade a salvação eterna, dai-nos contar sempre com a sua intercessão, pois ela nos trouxe o autor da vida. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Nm 6,22-27

 

– Leitura do livro dos Números – 22O Senhor falou a Moisés, dizendo: 23 'Fala a Aarão e a seus filhos: Ao abençoar os filhos de Israel, dizei-lhes: 24O Senhor te abençoe e te guarde! 25 O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti! 26 O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz! 27 Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei'.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 67, 2-3.5.6.8 (R:  2a)

 

– Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.

R: Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.

– Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, e sua face resplandeça sobre nós! Que na terra se conheça o seu caminho e a sua salvação por entre os povos.
R: Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.

– Exulte de alegria a terra inteira, pois julgais o universo com justiça;
os povos governais com retidão, e guiais, em toda a terra, as nações.
R: Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.

– Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem! Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, e o respeitem os confins de toda a terra!

R: Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.

 

2ª Leitura: Gl 4,4-7

 

– Leitura da carta de são Paulo aos Gálatas – Irmãos: 4 Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito à Lei, 5 a fim de resgatar os que eram sujeitos à Lei e para que todos recebêssemos a filiação adotiva. 6 E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abá – ó Pai!  7 Assim já não és mais escravo, mas filho; e se és filho, és também herdeiro: tudo isso, por graça de Deus.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

 – De muitos modos, Deus outrora nos falou pelos Profetas; nestes tempos derradeiros, nos falou pelo seu Filho (Hb 1,1).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 2,16-21

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor!  

                
– Naquele tempo: 16 Os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido, deitado na manjedoura. 17 Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o menino. 18 E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam. 19 Quanto a Maria, guardava todos estes fatos e meditava sobre eles em seu coração. 20 Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito. 21 Quando se completaram os oito dias
para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus

- por Padre Alexandre Fernandes

A Igreja proclama um único Deus no Pai e no Verbo, por isso, a Santíssima Virgem é a Mãe de Deus

Oitavas de Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Que graça para nós começarmos o primeiro dia do ano contemplando este mistério da encarnação que fez da Virgem Maria a Mãe de Deus!

Este título traz em si um dogma que dependeu de dois Concílios, em 325 o Concílio de Nicéia, e em 381 o de Constantinopla. Estes dois concílios trataram de responder a respeito desse mistério da consubstancialidade de Deus uno e trino, Jesus Cristo verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

No mesmo século, século IV, já ensinava o bispo Santo Atanásio: “A natureza que Jesus Cristo recebeu de Maria era uma natureza humana. Segundo a divina escritura, o corpo do Senhor era um corpo verdadeiro, porque era um corpo idêntico ao nosso”. Maria é, portanto, nossa irmã, pois todos somos descendentes de Adão. Fazendo a relação deste mistério da encarnação, no qual o Verbo assumiu a condição da nossa humanidade com a realidade de que nada mudou na Trindade Santa, mesmo tendo o Verbo tomado um corpo no seio de Maria, a Trindade continua sendo a mesma; sem aumento, sem diminuição; é sempre perfeita. Nela, reconhecemos uma só divindade. Assim, a Igreja proclama um único Deus no Pai e no Verbo, por isso, a Santíssima Virgem é a Mãe de Deus.

No terceiro Concílio Ecumênico em 431, foi declarado Santa Maria a Mãe de Deus. Muitos não compreendiam, até pessoas de igreja como Nestório, patriarca de Constantinopla, ensinava de maneira errada que no mistério de Cristo existiam duas pessoas: uma divina e uma humana; mas não é isso que testemunha a Sagrada Escritura. porque Jesus Cristo é verdadeiro Deus em duas naturezas e não duas pessoas, uma natureza humana e outra divina; e a Santíssima Virgem é Mãe de Deus.

Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós!

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Foram às pressas… (Lc 2,16-21)

                    

            Estamos diante de uma notável mudança. O povo hebreu passara séculos sem nenhuma pressa, esperando pacientemente que Deus cumprisse suas promessas. Ou melhor, a promessa fundamental, desde seu primeiro aceno em Gênesis 3,15: da linhagem da mulher, da semente de Eva, viria o Messias libertador para esmagar a cabeça da serpente e inaugurar novos tempos.

 

            A história do Povo Escolhido encerra exemplos notáveis de paciência. Como o velho Abraão, que esperou por 25 anos o nascimento de Isaac, o filho que Deus lhe prometera. Jó, ferido de lepra, e Tobit, reduzido à cegueira, também precisaram da mesma paciência até que Deus se “lembrasse” deles. Em escala mais ampla, os 40 anos de errância no deserto, os cativeiros do Egito e Babilônia, também foram tempos de silêncio de Deus, a exigir uma confiança sempre renovada em suas promessas.

            Agora, não: tudo mudou. Estamos em tempo da Nova Aliança. Agora o tempo se acelera e os pastores têm pressa, diante do anúncio feito pelos anjos. Aliás, pastores são gente simples, sem medo do ridículo. Como aquele velho pai da parábola, que não teve vergonha de sair correndo em público para acolher o filho que voltava.

 

            De fato, o amor se move. O amor tem pressa. O amor tende para o amor. E chegando à gruta de Belém, os pastores vão encontrar exatamente o Amor encarnado, no colo da Mãe do puro amor. O Amor descera até a humanidade faminta de amor. O Altíssimo se nivelava aos pequeninos deste mundo.

 

            Assim é o Amor: ele se rebaixa, se apequena, se humilha. Desce ao húmus dos mortais. Abre mão de glórias e resplendores. Fecha os ouvidos aos coros angélicos para escutar o murmúrio dos pastores. Não admira, pois, que eles venham correndo, perdendo o fôlego, para conferir a Boa Notícia recebida.

Estes humildes pastores de Belém têm muito a nos ensinar. Exatamente a nós, os lerdos, os morosos, os preguiçosos, que ouvimos há tanto tempo o chamado de Deus e ficamos adiando para um incerto amanhã o momento de acolher a graça dada, grátis e imerecida, de anunciar a Boa Nova de Jesus Cristo e zelar amorosamente por seu rebanho tão mal cuidado!

 

            Que estamos esperando para caminhar, às pressas, na direção de Jesus? Iniciando o ano novo, abre-se à nossa frente admirável leque de possibilidades. E nenhuma delas é mais importante do que estar a serviço de Deus…

 

Orai sem cessar: “Deus se lembra eternamente de sua Aliança!” (Sl 104,8)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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