01 de Novembro de 2020

31a semana do tempo comum Domingo

- por Pe. Alexandre

DOMINGO – TODOS OS SANTOS E SANTAS
(branco, glória, creio, prefácio próprio – ofício da solenidade)

 

Antífona da entrada

– Alegremo-nos todos no Senhor, celebrando a festa de todos os Santos. Conosco alegram-se os anjos e glorificam o Filho de Deus.

 

Oração do dia

– Deus eterno e todo-poderoso, que nos dais celebrar numa só festa os méritos de todos os santos, concedei-nos, por intercessores tão numerosos, a plenitude da vossa misericórdia. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Ap 7, 2-4.9-14

– Leitura do livro do Apocalipse de João – Eu, João, 2vi um outro anjo, que subia do lado onde nasce o sol. Ele trazia a marca do Deus vivo e gritava, em alta voz, aos quatro anjos que tinham recebido o poder de danificar a terra e o mar, dizendo-lhes: 3“Não façais mal à terra, nem ao mar, nem às árvores, até que tenhamos marcado na fronte os servos do nosso Deus”. 4Ouvi então o número dos que tinham sido marcados: eram cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel. 9Depois disso, vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, e que ninguém podia contar. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro; trajavam vestes brancas e traziam palmas na mão. 10Todos proclamavam com voz forte: “A salvação pertence ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro”. 11Todos os anjos estavam de pé, em volta do trono e dos Anciãos, e dos quatro Seres vivos, e prostravam-se, com o rosto por terra, diante do trono. E adoravam a Deus, dizendo: 12“Amém. O louvor, a glória e a sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força pertencem ao nosso Deus para sempre. Amém”. 13E um dos Anciãos falou comigo e perguntou: “Quem são esses vestidos com roupas brancas? De onde vieram?” 14Eu respondi: “Tu é que sabes, meu senhor”. E então ele me disse: “Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro”.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 24, 1-2.3-4ab.5-6 (R: 6)

 

– É assim a geração dos que procuram o Senhor!

R: É assim a geração dos que procuram o Senhor!

 

– Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com os seres que o povoam; porque ele a tornou firme sobre os mares, e sobre as águas a mantém inabalável.

R: É assim a geração dos que procuram o Senhor!

 

– “Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação?” “Quem tem mãos puras e inocente o coração, quem não dirige sua mente para o crime.

R: É assim a geração dos que procuram o Senhor!

 

– Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e Salvador”. “É assim a geração dos que o procuram, e do Deus de Israel buscam a face”.

R: É assim a geração dos que procuram o Senhor!

 

2ª Leitura: 1º João 3, 1-3

– Leitura da primeira carta de são João – Caríssimos, 1vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos!
Se o mundo não nos conhece, é porque não conheceu o Pai. 2Caríssimos, desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos! Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é. 3Todo o que espera nele, purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Vinde a mim, todos vós que estais cansados e penais a carregar pesado fardo, e descanso eu vos darei, diz o Senhor! (Mt 11,28)

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 5, 1-12a

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.

– Glória a vós, Senhor!

 

– Naquele tempo, 1vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2e Jesus começou a ensiná-los: 3“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 4Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. 5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. 6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus!  11Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. 12aAlegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”.

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

Festa de todos os Santos

- por Pe. Alexandre

“Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: ‘Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito’ “(Mt 5,48) (CIC 2013).

Sendo assim, nós passamos a compreender o início do sermão do Abade São Bernardo: “Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles”.

Sabemos que desde os primeiros séculos os cristãos praticam o culto dos santos, a começar pelos mártires, por isto hoje vivemos esta Tradição, na qual nossa Mãe Igreja convida-nos a contemplarmos os nossos “heróis” da fé, esperança e caridade. Na verdade é um convite a olharmos para o Alto, pois neste mundo escurecido pelo pecado, brilham no Céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma “constelação”, já que São João viu: “Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap 7,9).

Todos estes combatentes de Deus, merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, homens casados, mães de família, operários, empregados, patrões, sacerdotes, pobres mendigos, profissionais, militares ou religiosos que se tornaram um sinal do que o Espírito Santo pode fazer num ser humano que se decide a viver o Evangelho que atua na Igreja e na sociedade. Portanto, a vida destes acabaram virando proposta para nós, uma vez que passaram fome, apelos carnais, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, sede, doenças, sofrimentos por calúnia, ódio, falta de amor e injustiças; tudo isto, e mais o que constituem o cotidiano dos seguidores de Cristo que enfrentam os embates da vida sem perderem o entusiasmo pela Pátria definitiva, pois “não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos santos, sois da Família de Deus” (Ef 2,19).

Neste dia a Mãe Igreja faz este apelo a todos nós, seus filhos: “O apelo à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade se dirige a todos os fiéis cristãos.” “A perfeição cristã só tem um limite: ser ilimitada” (CIC 2028).

Todos os santos de Deus, rogai por nós!

 

Meditação

- por Pe. Alexandre

Serão chamados filhos de Deus… (Mt 5,1-12a)

 

            Quem é o homem feliz? Quem é a mulher feliz? Esta página das bem-aventuranças, situada no Sermão da Montanha, nos oferece uma inesperada receita de felicidade.

            É bem verdade que uma leitura apressada pode ser decepcionante. Então, isto é ser feliz?! Ser pobre, chorar, ter sede de justiça, ser misericordioso, puro de coração, promover a paz e, enfim, ser perseguido e injuriado por causa da justiça?

            Podemos olhar por outro ângulo: ser feliz é ser como Jesus. E os Evangelhos registram que Jesus era pobre e feliz. Jesus chorou e era feliz. Jesus tinha sede de justiça e foi injustiçado, mas era feliz. Jesus promovia a paz e sofreu a suprema violência, mas era feliz…

            Diante disso, não podemos negar a evidência: nós fazemos uma ideia distorcida da felicidade. Em geral, pensamos que “felicidade” consiste em não ter problemas nem passar por crises. Feliz é quem tem dinheiro e prazeres, amigos poderosos e vida fácil. Menino feliz ganha presente do Papai Noel. Menina feliz tem uma coleção de Barbies. Eis uma parte substancial de nossos enganos…

            A felicidade das bem-aventuranças não é a felicidade barata da sociedade de consumo. A felicidade consiste em ser filho de Deus. Filho como Jesus. Trata-se de uma beatitude profunda que as dores deste mundo não podem abalar. Uma relação tão viva e plena com o Pai celeste, que nos permite superar o medo e o desespero, erguendo-nos acima das sombras de cada noite.

            Por outro lado, a observação atenta da sociedade humana já permite verificar quanta infelicidade acompanha o excesso de dinheiro, a beleza fora do comum, o sucesso irrestrito. Nestas situações se manifestam terríveis dramas humanos, entre eles a solidão e o suicídio.

            Mahatma Gandhi, o notável líder hindu, que libertou a Índia da opressão inglesa sem disparar um único tiro, ficou impressionado com esta página do Evangelho. E comentou: “No dia em que os cristãos viverem de fato as bem-aventuranças, pedirei o batismo”. Infelizmente, morreu sem ver esta vivência nos cristãos que dominaram a Índia a ferro e fogo…

            Também nós, enquanto nossa vida for orientada para o dinheiro e a segurança humana, enquanto a poupança for nossa garantia, enquanto não corrermos risco por causa do Evangelho, não convenceremos a ninguém com nossa religião.

            Humilde e pobre, mansa e pura, compassiva e feliz, Maria de Nazaré oferece ao cristão o modelo perfeito de felicidade. Desde o início, ela sabia que a felicidade máxima está em fazer a vontade de Deus. Fora disso, ninguém é feliz…

 

29ª Semana do Tempo Comum

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