01 de Outubro de 2019

26ª semana comum Terça -feira

- por Padre Alexandre Fernandes

TERÇA FEIRA – SANTA TERESINHA – VIRGEM E DOUTORA

(branco, pref. comum ou das virgens – ofício da memória)

 

Antífona da entrada

 

– Deus cercou-a de cuidados e a instruiu, guardou-a como a pupila dos seus olhos. Ele abriu suas asas como águia e em cima dos seus ombros a levou. É só ele, o Senhor, foi o seu guia (Dt 32,10).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, que preparais o vosso Reino para os pequenos e humildes, dai-nos seguir confiantes o caminho de Santa Teresinha, para que, por sua intercessão, nos seja revelada a vossa glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Zc 8,20-23

 

– Leitura da profecia de Zacarias: 20Isto diz o Senhor dos exércitos: Virão ainda povos e habitantes de cidades grandes,21dizendo os habitantes de uma para os de outra cidade: ‘Vamos orar na presença do Senhor, vamos visitar o Senhor dos exércitos; eu irei também’. 22Virão muitos povos e nações fortes visitar o Senhor dos exércitos e orar na presença do Senhor. 23Isto diz o Senhor dos exércitos: Naqueles dias, dez homens de todas as línguas faladas entre as nações vão segurar pelas bordas da roupa um homem de Judá, dizendo: ‘Nós iremos convosco; porque ouvimos dizer que Deus está convosco’.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 87,1-3.4-5.6-7 (R: Zc 8,23)

 

– Nós temos ouvido que Deus está convosco.
R: Nós temos ouvido que Deus está convosco.

– O Senhor ama a cidade que fundou no Monte santo; ama as portas de Sião mais que as casas de Jacó. Dizem coisas gloriosas da Cidade do Senhor.

R: Nós temos ouvido que Deus está convosco.

– “Lembro o Egito e Babilônia entre os meus veneradores. Na Filisteia ou em Tiro ou no país da Etiópia, este ou aquele ali nasceu”. De Sião, porém, se diz: “Nasceu nela todo homem; Deus é sua segurança”.

R: Nós temos ouvido que Deus está convosco.

– Deus anota no seu livro, onde inscreve os povos todos: “Foi ali que estes nasceram”. E por isso todos juntos a cantar se alegrarão; e, dançando, exclamarão: “Estão em ti as nossas fontes!”

R: Nós temos ouvido que Deus está convosco.

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Veio o Filho do homem, a fim de servir e dar sua vida em resgate por muitos (Mc 10,45).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 9,51-56

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

– Glória a vós, Senhor!   

 

51Estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o céu. Então ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém 52e enviou mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram num povoado de samaritanos, a fim de preparar hospedagem para Jesus. 53Mas os samaritanos não o receberam, pois Jesus dava a impressão de que ia a Jerusalém. 54Vendo isso, os discípulos Tiago e João disseram: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para destruí-los?” 55Jesus, porém, voltou-se e repreendeu-os. 56E partiram para outro povoado.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

 

Santa Teresinha do Menino Jesus

- por Padre Alexandre Fernandes

Santa Teresinha do Menino Jesus, oferecia todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior

“Não quero ser santa pela metade, escolho tudo”.

A santa de hoje nasceu em Alençon (França) em 1873 e morreu no ano de 1897. Santa Teresinha não só descobriu que no coração da Igreja sua vocação era o amor, como também sabia que o seu coração – e o de todos nós – foi feito para amar. Nascida de família modesta e temente a Deus, seus pais (Luís e Zélia) tiveram oito filhos antes da caçula Teresa: quatro morreram com pouca idade, restando em vida as quatro irmãs da santa (Maria, Paulina, Leônia e Celina). Teresinha entrou com 15 anos no Mosteiro das Carmelitas em Lisieux, com a autorização do Papa Leão XIII. Sua vida se passou na humildade, simplicidade e confiança plena em Deus.

Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus pela salvação das almas e na intenção da Igreja. Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o Pai, livre, igual a um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus e, tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou um lindo e possível caminho de santidade: infância espiritual.

O mais profundo desejo do coração de Teresinha era ter sido missionária “desde a criação do mundo até a consumação dos séculos”. Sua vida nos deixou como proposta, selada na autobiografia “História de uma alma” e, como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não conheciam a Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos da terra.

Morreu de tuberculose, com apenas 24 anos, no dia 30 de setembro de 1897 dizendo suas últimas palavras: “Oh!…amo-O. Deus meu,…amo-Vos!”

Após sua morte, aconteceu a publicação de seus escritos. A chuva de rosas, de milagres e de graças de todo o gênero. A beatificação em 1923, a canonização em 1925 e declarada “Patrona Universal das Missões Católicas” em 1927, atos do Papa Pio XI. E a 19 de outubro de 1997, o Papa João Paulo II proclamou Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face doutora da Igreja.

Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova

 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Não o queriam receber… (Lc 9,51-56)

 

            A caminho de Jerusalém, acompanhado de seus discípulos, Jesus passa pelo território da Samaria e os habitantes locais, cuja inimizade em relação aos judeus era alimentada há séculos, recusam-lhe friamente a habitual hospitalidade oriental.

 

            Na verdade, esta dolorosa experiência de rejeição foi experimentada por Jesus com muita frequência. Até seus conterrâneos mostraram cara feia para eles, para confirmar o provérbio de que ninguém é profeta em sua própria terra (cf. Mc 6).

 

            Confirmando a mesma rejeição, a frase lapidar de São João aparece no prólogo de seu Evangelho: “Ela [a Luz divina] veio para o que era seu, mas os seus não a acolheram”. (Jo 1,11)

 

            Não é fácil aceitar a recusa do bem que oferecemos. Pode até brotar um impulso de ódio no íntimo da pessoa que se vê rejeitada. Foi assim com os discípulos de Jesus: Tiago e João – logo em seguida apelidados de “filhos do trovão” – perguntam ao Mestre se deveriam mandar que o fogo do céu descesse sobre os samaritanos. E Jesus a reprovar os dois incendiários: “Não sabeis de que espírito estais animados!” Claro, não era o espírito de amor…

 

            É verdade que os dois raivosos podiam achar uma “base escriturística” para sua reação de violência: no passado de Israel, o profeta Elias invocara o fogo do céu para queimar o novilho do sacrifício e, não contente com sua vitória sobre os 450 sacerdotes de Baal, mandou prendê-los e exterminá-los (cf. 1Rs 19). Claro, Deus imediatamente retirou Elias para a caverna do Horeb e ali o fez passar por uma reeducação, para aprender que o Senhor estava presente na brisa mansa, e não no fogo, no terremoto ou na ventania.

 

            Também hoje, em pleno século XXI, a mensagem da Boa Nova oferecida à Humanidade continua a ser rejeitada. Os ministros de Deus experimentam uma reação de notável frieza (e até mesmo hostilidade!) diante do anúncio do Evangelho. Natural, sofrem com isso. Mas não deviam admirar-se com esta rejeição. O Mestre já havia antecipado esta situação com palavras bem claras: “O servo não é maior que o seu senhor. Se me perseguiram, perseguirão também a vós”. (Jo 15,20)

 

            Diante dessa rejeição, muitos desanimam e desertam de sua missão. Os santos insistem, testemunham e prosseguem seu caminho, a exemplo do Mestre.

 

Orai sem cessar: “O que ouvi do Senhor, isso eu vos anunciei!” (Is 21,10)

 

18ª Semana do Tempo Comum