02 de Abril de 2019

4ª Semana da Quaresma - Terça-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

TERÇA FEIRA DA  IV SEMANA DA QUARESMA

(Roxo, ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Vós, que tendes sede, vinde às águas, vós que não tendes com que pagar, vinde e bebei com alegria  (Is 55,1).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, que a fiel observância dos exercícios quaresmais prepare o coração de vossos filhos e filhas para acolher com amor o mistério pascal e anunciar ao mundo a salvação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Ez 47,1-9.12

 

– Leitura da profecia de Ezequiel: Naqueles dias, 1o anjo fez-me voltar até a entrada do Templo e eis que saía água da sua parte subterrânea na direção leste, porque o Templo estava voltado para o oriente; a água corria do lado direito do Templo, a sul do altar. 2Ele fez-me sair pela porta que dá para o norte, e fez-me dar uma volta por fora, até a porta que dá para o leste, onde eu vi a água jorrando do lado direito. 3Quando o homem saiu na direção leste, tendo uma corda de medir na mão, mediu quinhentos metros e fez-me atravessar a água: ela chegava-me aos tornozelos. 4Mediu mais quinhentos metros e fez-me atravessar a água: ela chegava-me aos joelhos. 5Mediu mais quinhentos metros e fez-me atravessar a água: ela chegava-me à cintura. Mediu mais quinhentos metros, e era um rio que eu não podia atravessar. Porque as águas haviam crescido tanto, que se tornaram um rio impossível de atravessar, a não ser a nado. 6Ele me disse: “Viste, filho do homem?” Depois fez-me caminhar de volta pela margem do rio. 7Voltando, eu vi junto à margem muitas árvores, de um e de outro lado do rio. 8Então ele me disse: “Estas águas correm para a região oriental, descem para o vale do Jordão, desembocam nas águas salgadas do mar, e elas se tornarão saudáveis. 9Onde o rio chegar, todos os animais que ali se movem poderão viver. Haverá peixes em quantidade, pois ali desembocam as águas que trazem saúde; e haverá vida onde chegar o rio. 12Nas margens junto ao rio, de ambos os lados, crescerá toda espécie de árvores frutíferas; suas folhas não murcharão e seus frutos jamais se acabarão: cada mês darão novos frutos, pois as águas que banham as árvores saem do santuário. Seus frutos servirão de alimento e suas folhas serão remédio”.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 46,2-3.5-6.8-9 (R: 8)

 

– Conosco está o Senhor do Universo! O nosso refúgio é o Deus de Jacó.
R: Conosco está o Senhor do Universo! O nosso refúgio é o Deus de Jacó.

– O Senhor para nós é refúgio e vigor, sempre pronto, mostrou-se um socorro na angústia; assim não tememos, se a terra estremece, se os montes desabam, caindo nos mares.

R: Conosco está o Senhor do Universo! O nosso refúgio é o Deus de Jacó.

– Os braços de um rio vêm trazer alegria à cidade de Deus, à morada do Altíssimo. Quem a pode abalar? Deus está no seu meio! Já bem antes da aurora, ele vem ajudá-la.

R: Conosco está o Senhor do Universo! O nosso refúgio é o Deus de Jacó.

– Conosco está o Senhor do universo! O nosso refúgio é o Deus de Jacó! Vinde ver, contemplai os prodígios de Deus e a obra estupenda que fez no universo.

R: Conosco está o Senhor do Universo! O nosso refúgio é o Deus de Jacó.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 5,1-16

 

Glória a vós, Senhor Jesus, primogênito dentre os mortos!

Glória a vós, Senhor Jesus, primogênito dentre os mortos!

 

– Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo a alegria de ser salvo!  (Sl 50,12.14)

 

Glória a vós, Senhor Jesus, primogênito dentre os mortos!

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João

– Glória a vós, Senhor!  

 

1Houve uma festa dos judeus, e Jesus foi a Jerusalém. 2Existe em Jerusalém, perto da porta das Ovelhas, uma piscina com cinco pórticos, chamada Betesda em hebraico. 3Muitos doentes ficavam ali deitados — cegos, coxos e paralíticos. 4De fato, um anjo descia, de vez em quando, e movimentava a água da piscina, e o primeiro doente que aí entrasse, depois do borbulhar da água, ficava curado de qualquer doença que tivesse. 5Aí se encontrava um homem, que estava doente havia trinta e oito anos. 6Jesus viu o homem deitado e sabendo que estava doente há tanto tempo, disse-lhe: “Queres ficar curado?7O doente respondeu: “Senhor, não tenho ninguém que me leve à piscina, quando a água é agitada. Quando estou chegando, outro entra na minha frente”. 8Jesus disse: “Levanta-te, pega tua cama e anda”. 9No mesmo instante, o homem ficou curado, pegou sua cama e começou a andar. Ora, esse dia era um sábado. 10Por isso, os judeus disseram ao homem que tinha sido curado: “É sábado! Não te é permitido carregar tua cama”. 11Ele respondeu-lhes: “Aquele que me curou disse: ‘Pega tua cama e anda’”. 12Então lhe perguntaram: “Quem é que te disse: ‘Pega tua cama e anda’?” 13O homem que tinha sido curado não sabia quem fora, pois Jesus se tinha afastado da multidão que se encontrava naquele lugar. 14Mais tarde, Jesus encontrou o homem no Templo e lhe disse: “Eis que estás curado. Não voltes a pecar, para que não te aconteça coisa pior”. 15Então o homem saiu e contou aos judeus que tinha sido Jesus quem o havia curado. 16Por isso, os judeus começaram a perseguir Jesus, porque fazia tais coisas em dia de sábado.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

São Francisco de Paula

- por Padre Alexandre Fernandes

Nasceu na cidade de Paula, na Calábria, em 1416. Recebeu este nome devido a devoção de seus pais a São Francisco de Assis. Em sinal de gratidão a uma cura recebida por intercessão do santo, viveu um tempo num convento franciscano.

Amor a Deus e ao próximo marcaram sua história, e seu lema pessoal era a caridade. Depois de sair do convento, foi em peregrinação com seus pais para Roma, e ali descobriu seu chamado à vida eremítica. Ficou na Itália, em uma região distante, dedicando-se à vida de oração e penitência. Um homem da caridade, em comunhão com as dores da humanidade e da Igreja.

Muitos descobriram sua santidade e iam até ele pedir conselhos. Alguns desses descobriam sua vocação e permaneciam. Com isso, Francisco de Paula fundou uma ordem eremítica (Ordem dos Mínimos), que tinha como lema a caridade.

São Francisco de Paula, rogai por nós

FONTE: Canção Nova  

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Queres ser curado? (Jo 5,1-16)

 

            38 anos de paralisia! Tempo demais! Depois de tanto tempo, corre-se o risco de se acostumar à dor, resignar-se ao mal, desistir da vida. Aliás, na mentalidade bíblica, onde o número 40 representa algo completo, com início, meio e fim, o número 38 pode ser lido como um tempo incompleto. Sim, faltava alguma coisa…

 

            Faltava o encontro pessoal com Jesus, que se aproxima da piscina de cinco pórticos – hoje localizada no interior da igreja de Sant’Ana, confiada aos Padres Brancos, em Jerusalém -, e vê a chocante multidão de doentes, cegos e paralíticos que esperavam pela passagem do Anjo de Deus que agitava as águas. Esse encontro é a oportunidade de superar o incompleto, recuperar o sentido da existência.

 

            Mas é preciso querer. Mais que sentimentos e emoções, é esse núcleo volitivo, bem no âmago da pessoa, que pode mover a paralisia e mobilizar todo o ser. Sem a cooperação da vontade, nem Deus faz milagres em nossa vida!

 

            Daí a pergunta direta de Jesus, que poderia parecer até ofensiva, pois foi dirigida a um homem que vivera uma vida inteira na imobilidade, preso ao leito, em tudo dependente da caridade alheia. A pergunta é de fato um aguilhão. Ela vem testar a capacidade de reação do enfermo.

 

            E como existem paralisias em nossa vida! Fica disfarçadas em lamentações e justificativas: “Eu sou assim!” “Sempre fizemos deste jeito…” “Não adianta!” “Já desisti…” “Tarde demais!” São frases comuns, tantas vezes repetidas, e todas elas apontam para a acomodação com a própria situação.

 

            Pior ainda, quando nossas fraquezas e incapacidades nos transformam em vítimas: aceitar a cura significaria abrir mão de um tratamento especial por parte dos outros, perder atenções e, acima de tudo, reassumir a responsabilidade por nós mesmos.

 

            “Queres ser curado?” A pergunta se dirige também a famílias inteiras que vivem relacionamentos doentios, a comunidades petrificadas em normas e ritos, mas que perderam a vitalidade e o sopro do Espírito. Se aceitam a cura de Jesus, podem experimentar a renovação que irá transformá-las em instrumentos de salvação.

 

            A Bíblia está cheia de situações aparentemente sem cura, becos sem saída, barreiras que foram demolidas pelo toque divino. Sara, estéril, chega a rir da possibilidade de ser mãe, e terá um filho chamado Isaac, ou seja, o “filho do meu riso”.

 

            No Evangelho, o paralítico não precisou da água borbulhante para ser curado. Bastou a Palavra de Jesus: “Levanta-te e anda!” Ouviremos sua Palavra?

 

Orai sem cessar: “Dá-me vida, Senhor, segundo a tua Palavra!” (Sl 119,107)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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