02 de Dezembro de 2020

1a semana do Advento - Ano B Quarta-feira

- por Pe. Alexandre

QUARTA FEIRA DA I SEMANA DO ADVENTO
(roxo, pref. do Advento I – ofício do dia)

 

Antífona da entrada

– O Senhor vai chegar, não tardará: há de iluminar o que as trevas ocultam e se manifestará a todos os povos (Hab 2,3; 1Cor 4,5).

 

Oração do dia

– Senhor Deus, preparai os nossos corações com a força da vossa graça, para que, ao chegar o Cristo, vosso Filho, nos encontre dignos do banquete da vida eterna e ele mesmo nos sirva o alimento celeste. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Is 25, 6-10a

– Leitura do livro do profeta Isaías: Naquele dia, 6o Senhor dos exércitos dará neste monte, para todos os povos, um banquete de ricas iguarias, regado com vinho puro, servido de pratos deliciosos e dos mais finos vinhos. 7Ele removerá, neste monte, a ponta da cadeia que ligava todos os povos, a teia em que tinha envolvido todas as nações. 8O Senhor Deus eliminará para sempre a morte e enxugará as lágrimas de todas as faces e acabará com a desonra do seu povo em toda a terra; o Senhor o disse. 9Naquele dia, se dirá: “Este é o nosso Deus, esperamos nele, até que nos salvou; este é o Senhor, nele temos confiado: vamos alegrar-nos e exultar por nos ter salvo”. 10aE a mão do Senhor repousará sobre este monte.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 23, 1-3a.3b-4.5.6 (R: 6cd)

 

– Na casa do Senhor habitarei pelos tempos infinitos.
R: Na casa do Senhor habitarei pelos tempos infinitos.

– O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças.

R: Na casa do Senhor habitarei pelos tempos infinitos.

– Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança!

R: Na casa do Senhor habitarei pelos tempos infinitos.

– Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo; com óleo vós ungis minha cabeça e o meu cálice transborda.

R: Na casa do Senhor habitarei pelos tempos infinitos.

– Felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos.

R: Na casa do Senhor habitarei pelos tempos infinitos.

 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Eis que o Senhor há de vir a fim de salvar o seu povo; felizes são todos aqueles que estão prontos para ir-lhe ao encontro.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 15, 29-37

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.

– Glória a vós, Senhor!

 

– Naquele tempo, 29Jesus foi para as margens do mar da Galileia, subiu a montanha, e sentou-se. 30Numerosas multidões aproximaram-se dele, levando consigo coxos, aleijados, cegos, mudos, e muitos outros doentes. Então os colocaram aos pés de Jesus. E ele os curou. 31O povo ficou admirado, quando viu os mudos falando, os aleijados sendo curados, os coxos andando e os cegos enxergando. E glorificaram o Deus de Israel. 32Jesus chamou seus discípulos e disse: “Tenho compaixão da multidão, porque já faz três dias que está comigo, e nada tem para comer. Não quero mandá-los embora com fome, para que não desmaiem pelo caminho”. 33Os discípulos disseram: “Onde vamos buscar, neste deserto, tantos pães para saciar tão grande multidão?” 34Jesus perguntou: “Quantos pães tendes?” Eles responderam: “Sete, e alguns peixinhos”. 35E Jesus mandou que a multidão se sentasse pelo chão. 36Depois pegou os sete pães e os peixes, deu graças, partiu-os, e os dava aos discípulos, e os discípulos, às multidões. 37Todos comeram, e ficaram satisfeitos; e encheram sete cestos com os pedaços que sobraram.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

Santa Bibiana

- por Pe. Alexandre

 

02 de dezembro | Santa Bibiana

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Hoje a Igreja celebra a memória de Santa Bibiana, Virgem e Mártir. Na época em que Roma estava sob o poder o imperador Juliano, ‘o Apóstata’, aconteceu um dos últimos surtos de perseguição fatal aos cristãos, entre 361 e 363. O tirano, que já tinha renegado seu batismo e abandonado a religião, passou a lutar pela extinção completa do cristianismo.

 

Começou substituindo todos os cristãos que ocupavam empregos civis por pagãos, tentando colocar os primeiros no esquecimento. Mas não parou por aí. Os mais populares e os mais perseverantes eram humilhados, torturados e, por fim, mortos.

No ano 363, a família de Bibiana foi executada na sua presença, porque não renunciou à fé cristã. Flaviano, seu pai, morreu com uma marca na testa que o identificava como escravo. Sua mãe foi decapitada. E ela e a irmã Demétria, foram levadas para a prisão.

A primeira a morrer foi Demétria, que perseverou na fé após severos suplícios na presença da irmã. Por último, foi o martírio de Bibiana. Conforme conta a antiga tradição, o governador local usou outra tática. Bibiana foi levada a um bordel de luxo para abandonar a religião ou ser prostituída. Mas os homens não conseguiam aproveitar-se de sua beleza, pois a um simples toque eram tomados por um surto de loucura. Bibiana, então, foi transferida para um asilo de loucos e lá ocorreu o inverso, os doentes eram curados.

Sem renegar Cristo, foi entregue aos carrascos para ser chicoteada até a morte e o corpo jogado aos cães selvagens. Outro prodígio aconteceu nesse instante, pois os cães não o tocaram. Ao contrário, mantiveram uma distância respeitosa do corpo da mártir. Os seus restos, então, foram recolhidos pelos demais cristãos e enterrados ao lado dos familiares, num túmulo construído no monte Esquilino, em Roma.

Finalmente, a perseguição sangrenta acabou. A história do seu martírio ganhou uma devoção dos fieis. Santa Bibiana passou a ser invocada contra os males de cabeça e as doenças mentais e a epilepsia. Seu túmulo tornou-se meta de peregrinação. Também a conhecida variação de seu nome como Viviana se tornou popular na cristandade.

 

A veneração era tão intensa que o papa Simplício mandou construir sob sua sepultura uma pequena igreja dedicada a ela, no ano 407. O culto ganhou um reforço maior ainda quando, por volta de 1625, foi erguida sob as ruínas da antiga igreja uma basílica. Nela, as relíquias de santa Bibiana se encontram guardadas debaixo do altar-mor.

 

Santa Bibiana, rogai por nós!

 

Abençoe-vos o Deus todo poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém!

Meditação

- por Pe. Alexandre

4. UM MESSIAS MISERICORDIOSO

– Recorrer sempre à misericórdia do Senhor. Meditar a sua vida para aprender a ser misericordiosos.

– O Senhor é especialmente compassivo e misericordioso para com os pecadores que se arrependem. Recorrer ao sacramento da misericórdia. O nosso comportamento em relação aos outros.

– As obras de misericórdia.

I. APROXIMOU-SE DELE uma grande multidão, trazendo consigo paralíticos, cegos, aleijados, surdo-mudos e muitos outros, lemos no Evangelho da Missa de hoje;e os estenderam aos seus pés, e Ele os curou. A multidão admirava-se vendo que os mudos falavam, os aleijados saravam, os paralíticos andavam e os cegos viam

Jesus chamou os seus discípulos e disse-lhes: Tenho compaixão da multidão1. Esta é a razão pela qual o coração de Jesus se comove tantas vezes. Levado pela sua misericórdia, fará a seguir o esplêndido milagre da multiplicação dos pães.

A liturgia faz-nos considerar esta passagem do Evangelho durante o tempo do Advento porque a abundância de bens e a misericórdia sem limites haviam de ser sinais da chegada do Messias. Este é o grande motivo que nos há de levar a dar-nos aos outros, a ser compassivos e a ter misericórdia. E para aprendermos a ser misericordiosos, devemos reparar em Jesus, que vem salvar o que estava perdido; não vem acabar de quebrar a cana rachada nem apagar completamente a mecha que ainda fumega2, mas assumir as nossas misérias e assim salvar-nos delas, compadecer-se dos que sofrem e dos necessitados. Cada página do Evangelho é uma prova da misericórdia divina.

Devemos meditar a vida de Jesus porque “Jesus Cristo resume e compendia toda a história da misericórdia divina […]. Ficaram muito gravadas em nós, entre tantas cenas do Evangelho, a clemência com a mulher adúltera, as parábolas do filho pródigo, da ovelha perdida e do devedor perdoado, a ressurreição do filho da viúva de Naim. Quantas razões de justiça para explicar este grande prodígio! Morreu o filho único daquela pobre viúva, aquele que dava sentido à sua vida e podia ajudá-la na sua velhice. Mas Cristo não faz o milagre por justiça; Ele o faz por compaixão, porque se comove interiormente perante a dor humana”3. Jesus que se comove perante a nossa dor!

A misericórdia de Deus é a essência de toda a história da salvação, o porquê de todos os atos salvíficos. Quando os Apóstolos quiserem resumir a Revelação, aludirão sempre à misericórdia como eixo de um plano eterno e gratuito, generosamente preparado por Deus. O salmista pode assegurar com toda a razão quea terra está repleta da misericórdia do Senhor4. A misericórdia é a atitude constante de Deus para com o homem. E recorrer a ela é o remédio universal para todos os nossos males, incluídos aqueles que julgamos não terem remédio.

Meditar na misericórdia divina dar-nos-á uma grande confiança agora e na hora da nossa morte, como rezamos na Ave-Maria. É fonte de muita alegria podermos dizer ao Senhor, com Santo Agostinho: “Toda a minha esperança apóia-se somente na vossa grande misericórdia!”5 Só nisso, Senhor. Na vossa misericórdia apóia-se toda a minha esperança. Não nos meus méritos, mas na vossa misericórdia.

II. DE FORMA ESPECIAL, o Senhor mostra a sua misericórdia para com os pecadores perdoando-lhes os pecados. Os fariseus criticavam-no freqüentemente por isso, mas Ele lhes responde dizendo que os sãos não necessitam de médico, mas os enfermos6. Nós, que estamos enfermos, que somos pecadores, precisamos de recorrer muitas vezes à misericórdia divina. Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia e dai-nos a vossa salvação7, repete continuamente a Igreja neste tempo litúrgico.

Em inúmeras ocasiões, cada dia, teremos que abeirar-nos do Coração misericordioso de Jesus e dizer-lhe: Senhor, se queres, podes limpar-me8. Especialmente quando nos sentimos manchados, “o conhecimento de Deus, do Deus da misericórdia e do amor benigno, é uma constante e inesgotável fonte de conversão, não somente como ato interior momentâneo, mas também como disposição estável, como estado de ânimo. Os que chegam a conhecer a Deus deste modo, os que o vêem assim, não podem viver sem deixar de converter-se incessantemente a Ele!”9 Também nós podemos exclamar com verdade: Como são grandes a misericórdia do Senhor e a sua piedade para os que se voltam para Ele!10 Como é grande a misericórdia divina para com cada um de nós!

Mas o Senhor estabelece uma condição para que obtenhamos dEle misericórdia e compaixão pelos nossos males e fraquezas: que também nós tenhamos um coração grande para com aqueles que nos rodeiam. Na parábola do bom samaritano11, o Senhor mostra-nos qual deve ser a nossa atitude para com o próximo que sofre. Não nos é lícito passar por ele ao largo, com indiferença, mas devemos antes parar junto dele. “Bom samaritano é todo o homem que pára junto do sofrimento de outro homem, seja de que gênero for. Este deter-se não significa curiosidade, mas disponibilidade. É uma determinada disposição interior do coração, que tem também a sua expressão emotiva. Bom samaritano é todo o homem sensível ao sofrimento alheio, o homem que se comove perante a desgraça do próximo.

“Se Cristo, conhecedor do interior do homem, sublinha esta comoção, é porque ela é importante para toda a nossa atitude perante o sofrimento alheio. Portanto, é preciso cultivar no íntimo esta sensibilidade do coração para com aquele que sofre. Às vezes, esta compaixão será a única ou a principal manifestação possível do nosso amor e da nossa solidariedade para com o homem que sofre”12.

Não teremos no nosso próprio lar, no escritório ou na fábrica, essa pessoa física ou moralmente ferida que requer, talvez até com urgência, a nossa disponibilidade, o nosso afeto e os nossos cuidados?

III. O CAMPO DA MISERICÓRDIA é tão vasto como o da miséria humana que é necessário remediar. E o homem pode sofrer misérias e calamidades na ordem física, intelectual, moral… Por isso as obras de misericórdia são inúmeras – tantas quantas as necessidades do homem –, ainda que tradicionalmente, a título exemplificativo, se mencionem apenas catorze, nas quais esta virtude se manifesta de modo especial.

Muitas vezes, a misericórdia consistirá em preocupar-nos pela saúde, pelo descanso, pela alimentação daqueles que Deus confiou aos nossos cuidados. Os doentes merecem uma atenção especial: fazer-lhes companhia, interessar-nos verdadeiramente por eles, ensiná-los e ajudá-los a oferecer a Deus a sua dor… Numa sociedade desumanizada pelos freqüentes ataques à família, é cada vez maior o número de doentes e anciãos abandonados, sem consolo e sem carinho. Visitar essas pessoas na sua solidão é uma obra de misericórdia cada vez mais necessária. Deus recompensa de uma maneira especial esses momentos de companhia: O que fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes13, diz-nos o Senhor.

Juntamente com as chamadas obras materiais de misericórdia, devemos praticar também as espirituais. Em primeiro lugar, corrigir a quem erra, com as advertências oportunas, com caridade, sem que a pessoa se ofenda. E depois, ensinar o ignorante, especialmente no que se refere à ignorância religiosa – o grande inimigo de Deus –, que aumenta de dia para dia em proporções alarmantes: a catequese passou a ser, na atualidade, uma obra de misericórdia de primeiríssima importância e urgência; aconselhar aquele que duvida, com honradez e retidão de intenção, ajudando-o no seu caminho para Deus; consolar o aflito, compartilhando a sua dor, animando-o a recuperar a alegria e a entender o sentido sobrenatural da pena que sofre; perdoar a quem nos ofende, prontamente, sem dar demasiada importância à ofensa, e quantas vezes for preciso; socorrer a quem necessita de ajuda, prestando esse serviço com generosidade e alegria; e finalmente, rogar a Deus pelos vivos e defuntos, sentindo-nos especialmente ligados pela Comunhão dos Santos a essas pessoas a quem nos devemos de modo especial, por razões de parentesco, amizade, etc.

A nossa atitude de misericórdia há de estender-se a muitas outras manifestações da vida, pois “nada te pode fazer tão imitador de Cristo – diz São João Crisóstomo – como a preocupação pelos outros. Mesmo que jejues, mesmo que durmas no chão, mesmo que, por assim dizer, te mates, se não te preocupas com o próximo, pouca coisa fizeste, ainda distas muito da imagem do Senhor”14.

Assim obteremos de Deus misericórdia para a nossa vida e talvez a mereçamos também para os outros: esse oceano de misericórdia que se estende de geração em geração15, como profetizou Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel.

Peçamos a misericórdia divina para nós mesmos – quanto necessitamos dela! – e para a nossa geração; peçamo-la através de Santa Maria, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa. Ante a proximidade da festa da Imaculada Conceição, o nosso recurso confiante à Virgem Maria deve tornar-se ainda mais contínuo e apaixonado

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