02 de Julho de 2019

13ª semana comum Terça-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

TERÇA FEIRA DA XIII SEMANA COMUM
(verde – ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Povos todos, aplaudi e aclamai a Deus com brados de alegria (Sl 46,2).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, pela vossa graça, nos fizestes filhos da luz. Concedei que não sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas brilhe em nossas vidas a luz da vossa verdade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Gn 19, 15-29

– Leitura do livro do Gênesis – Naqueles dias, 15os anjos insistiram com Ló, dizendo: “Levanta-te, toma tua mulher e tuas duas filhas, e sai, para não morreres também por causa das iniquidades da cidade”. 16Como ele hesitasse, os homens tomaram-no pela mão, a ele, à mulher e às duas filhas – pois o Senhor tivera compaixão dele –, fizeram-nos sair e deixaram-nos fora da cidade. 17Uma vez fora, disseram: “Trata de salvar a tua vida. Não olhes para trás, nem te detenhas em parte alguma desta região. Mas foge para a montanha, se não quiserdes morrer”. 18Ló respondeu: “Não, meu Senhor, eu te peço! 19O teu servo encontrou teu favor e foi grande a tua bondade, salvando-me a vida. Mas receio não poder salvar-me na montanha, antes que a calamidade me atinja e eu morra. 20Eis aí perto uma cidade onde poderei refugiar-me; é pequena, mas aí salvarei a minha vida”. E ele lhe disse: 21“Pois bem, concedo-te também este favor: não destruirei a cidade de que falas. 22Refugia-te lá depressa, pois nada posso fazer enquanto não tiveres entrado na cidade”. Por isso foi dado àquela cidade o nome de Segor. 23O sol estava nascendo, quando Ló entrou em Segor. 24O Senhor fez então chover do céu enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra. 25Destruiu as cidades e toda a região, todos os habitantes das cidades e até a vegetação do solo. 26Ora, a mulher de Ló olhou para trás e tornou-se uma estátua de sal. 27Abraão levantou-se bem cedo e foi até o lugar onde antes tinha estado com o Senhor. 28Olhando para Sodoma e Gomorra, e para toda a região, viu levantar-se da terra uma densa fumaça, como a fumaça de uma fornalha. 29Mas, ao destruir as cidades da região, Deus lembrou-se de Abraão e salvou Ló da catástrofe que arrasou as cidades onde Ló havia morado.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 26, 2-3.9-10.11-12 (R: 3a)

 

– Tenho sempre vosso amor ante meus olhos.

R: Tenho sempre vosso amor ante meus olhos.

 

– Provai-me, ó Senhor, e exa­minai-me, sondai meu coração e o meu íntimo! Pois tenho sempre vosso amor ante meus olhos; vossa verdade escolhi por meu caminho.

R: Tenho sempre vosso amor ante meus olhos.

 

– Não junteis a minha alma à dos malvados, nem minha vida à dos homens sanguinários; eles têm as suas mãos cheias de crime; sua direita está repleta de suborno.

R: Tenho sempre vosso amor ante meus olhos.

 

– Eu, porém, vou caminhando na inocência; libertai-me, ó Senhor, tende piedade! Está firme o meu pé na estrada certa; ao Senhor eu bendirei nas assembleias.

R: Tenho sempre vosso amor ante meus olhos.

 

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

 – No Senhor ponho a minha esperança, espero em sua palavra (Sl 129,5).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 8, 23-27

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.

– Glória a vós, Senhor!

 

– Naquele tempo, 23Jesus entrou na barca, e seus discípulos o acompanharam. 24E eis que houve uma grande tempestade no mar, de modo que a barca estava sendo coberta pelas ondas. Jesus, porém, dormia. 25Os discípulos aproximaram-se e o acordaram, dizendo: “Senhor, salva-nos, pois estamos perecendo!” 26Jesus respondeu: “Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?” Então, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria. 27Os homens ficaram admirados e diziam: “Quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem?”

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

São Bernardino Realino

- por Padre Alexandre Fernandes

São Bernardino Realino, renunciou a tudo e entrou com 35 anos na Companhia de Jesus

Diante da vida do santo de hoje, poderíamos afirmar que nada tinha para chegar aos altares, até que passou a ter tudo, pois decidiu-se por Jesus. Bernardino Realino nasceu em Capri, próximo a Nápoles, em 1530, numa família religiosa que o promoveu para os estudos de Direito, o qual exerceu em Nápoles.

Como era de costume na época, o jovem andava armado com um punhal, até que diante de um desentendimento feriu gravemente um adversário, e por isso fugindo de complicações jurídicas e vingança, foi para o Norte da Itália.

Ao entrar na carreira política e administrativa, Bernardino progrediu, chegando a ser prefeito em muitas cidades. Jesus entrou em sua vida através de um sacerdote jesuíta, que falou sobre a riqueza da vida cristã e seus deveres. Desta maneira, Bernardino começou a rezar com empenho o Santo Terço, que o arrancou de todo indiferentismo religioso.

Durante sua linda caminhada de fé e testemunho, descobriu sua vocação, renunciou a tudo e entrou com 35 anos na Companhia de Jesus. Encaminhou-se ao Sacerdócio, exercendo-o na cidade de Lecce.

Como exemplo e reflexo do Bom Pastor, São Bernardino Realino no confessionário, pregação e direção espiritual salvava almas para Deus e com Deus, que o levou para o Céu com 86 anos.

FONTE: Canção Nova 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Subiu a uma barca… (Mt 8,23-27)

 

Em diferentes ocasiões, os evangelhos fazem referência à barca de Pedro, que acabaria adotada como uma das principais imagens da Igreja.

Trata-se de uma palavra rica de conotações, núcleo de várias palavras-satélites a girar à sua volta. A barca supõe o mar, contraditoriamente espaço de navegação e obstáculo ameaçador. A barca é meio de subsistência, pois permite a pesca em águas profundas. É na barca que os pescadores passam boa parte de sua vida, ali amadurecem, enfrentam o rigor das tempestades, descobrem seu destino e o sentido de sua existência. Homens do mar, vários dos discípulos do Nazareno tiveram toda a sua vida inteiramente ligada a esses frágeis barcos de madeira.

 

O próprio Jesus – cujo chamado parecia afastar os discípulos de seus barcos – muitas vezes é fotografado pelos evangelistas em plena barca. Usa-a para atravessar o Lago de Genesaré (Jo 6,1), dorme em seu interior (Lc 8,23), domina o mar revolto em pé sobre ela (Mt 8,26), faz da barca um púlpito elevado (Lc 5,3).

 

Os Padres da Igreja encontraram um gosto especial em associar a barca e a arca. Se, no dilúvio, em clima de Primeira Aliança, uma arca tinha sido o instrumento de salvação para a nova humanidade ameaçada pela inundação do mal, já nos tempos da Nova Aliança a imagem da barca que reúne os fiéis salvos pela água batismal apontaria para a missão da Igreja no “mar da vida”.

 

No dilúvio, uma pomba com o ramo verde anunciaria o renascimento universal; em Pentecostes, uma pomba de fogo acenderia no coração dos discípulos o incêndio que deveriam comunicar ao mundo, pois Jesus veio para trazer o fogo à terra (cf. Lc 12,49), ele-mesmo o que batiza no fogo do amor (cf. Mt 3,11).

 

Enfim, Deus nunca despreza nosso passado quando nos dá uma nova missão. Bem ao contrário, as atividades passadas costumam ser uma clara preparação para o que virá. Assim, os antigos pescadores de peixes aprendem nos riscos e na paciência o conjunto de virtudes que lhes tornará possível a árdua missão de pescar homens para Deus (cf. Mt 4,19.) Inácio, o antigo capitão, transportará da guerra para os combates do espírito a estratégia e a disciplina dos militares.

 

Qual seria a nossa barca? Qual será o nosso mar? Que missão o Senhor nos reserva nos mares deste mundo?

 

Orai sem cessar: “Escutarei o que diz o Senhor…” (Sl 85,9)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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