03 de Agosto de 2019

17ª semana comum -Sábado

- por Padre Alexandre Fernandes

SABADO – XVII SEMANA DO TEMPO COMUM

(cor verde – ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Deus habita em seu templo santo, reúne seus filhos em sua casa; é ele quem dá força e poder a seu povo (Sl 67,6.36).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, sois amparo dos que em vós esperam e, sem vosso auxílio, ninguém é forte, ninguém é santo; redobrai de amor para conosco, para que, conduzidos por vós, usemos de tal modo os bens que passam, que possamos abraçar os que não passam. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Lv 25,1.8-17

 

– Leitura do Livro do Levítico: 1O Senhor falou a Moisés no monte Sinai, dizendo: 8 “Contarás sete semanas de anos, ou seja, sete vezes sete anos, o que dará quarenta e nove anos. 9Então farás soar a trombeta no décimo dia do sétimo mês. No dia da Expiação fareis soar a trombeta por todo o país. 10Declarareis santo o quinquagésimo ano e pro­clamareis a libertação para todos os habitantes do país: será para vós um jubileu. Cada um de vós poderá retornar à sua propriedade e voltar para a sua família. 11 O quinquagésimo ano será para vós um ano de jubileu: não semeareis, nem colhereis o que a terra produzir espontaneamente, nem colhereis as uvas da vinha não podada; 12pois é um ano do jubileu, sagrado para vos, mas podereis comer o que produziram os campos não cul­tivados. 13Nesse ano de jubileu cada um poderá retornar à sua proprie­dade. 14Se venderes ao teu conterrâneo, ou dele compra­res alguma coisa, que ninguém explore o seu irmão; 15de acordo com o número de anos decorridos após o jubileu, o teu conterrâneo fixará para ti o preço de compra, e de acordo com os anos de colheita, ele fixará o preço de venda. 16Quanto maior o número de anos que restarem após o jubileu, tanto maior será o preço da terra; quanto menor o número de anos, tanto menor será o seu preço, pois ele te vende de acordo com o número de colheitas. 17Não vos leseis uns aos outros entre irmãos, mas temei o vosso Deus. Eu sou o Senhor, vosso Deus”.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 67,2-3.5.7-8 (R: 4)

 

– Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem.
R: Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem.

– Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, e sua face resplandeça sobre nós! Que na terra se conheça o seu caminho e a sua salvação por entre os povos.

R: Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem.

– Exulte de alegria a terra inteira, pois julgais o universo com justiça; os povos governais com retidão, e guiais, em toda a terra, as nações.

R: Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem.

– A terra produziu sua colheita: o Senhor e nosso Deus nos abençoa. Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, e o respeitem os confins de toda a terra.

R: Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem.

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Felizes os que são perseguidos por causa da justiça do Senhor, porque o reino dos céus há de ser deles! (Mt 5,10).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 14,1-12

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus

– Glória a vós, Senhor!   

 

1Naquele tempo, a fama de Jesus chegou aos ouvidos do gover­nador Herodes. 2Ele disse a seus servidores: “É João Batista, que ressuscitou dos mortos; e, por isso, os poderes miraculosos atuam nele”. 3De fato, Herodes tinha mandado prender João, amarrá-lo e colocá-lo na prisão, por causa de Herodíades, a mulher de seu irmão Filipe. 4Pois João tinha dito a Herodes: Não te é permi­tido tê-la como esposa”. 5Herodes queria matar João, mas tinha medo do povo, que o considerava como profeta. 6Por ocasião do aniversário de Herodes, a filha de Herodíades dançou diante de todos, e agradou tanto a Herodes 7que ele prometeu, com juramento, dar a ela tudo o que pedisse. 8Instigada pela mãe, ela disse: “Dá-me aqui, num prato, a cabeça de João Batista”. 9O rei ficou triste, mas, por causa do juramento diante dos con­vidados, ordenou que atendessem o pedido dela. 10E mandou cortar a cabeça de João, no cárcere. 11Depois a cabeça foi trazida num prato, entregue à moça e esta a levou a sua mãe. 12Os discípulos de João foram buscar o corpo e o enterraram. De­pois foram contar tudo a Jesus.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

 

Santa Lídia

- por Padre Alexandre Fernandes

Santa Lídia, foi uma das primeiras santas a ser venerada dentro da fé católica

Uma antiga tradição cristã a respeito do culto aos santos demonstra que Santa Lídia foi uma das primeiras santas a ser venerada dentro da fé católica.

Lídia era uma prosélita, ou seja, uma pagã convertida ao judaísmo. Veio da Grécia asiática e instalou-se para o seu comércio em Filipos, porto do Mar Egeu.

Fez-se cristã pelo ano de 55, quando São Paulo evangelizava essa região. São Lucas, que andava com o Apóstolo, contou este episódio: “…Filipos, que é a cidade principal daquele distrito da Macedônia, uma colônia (romana). Nesta cidade nos detivemos por alguns dias. No sábado, saímos fora da porta para junto do rio, onde pensávamos haver lugar de oração. Aí nos assentamos e falávamos às mulheres que se haviam reunido. Uma mulher, chamada Lídia, da cidade dos tiatirenos, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava. O Senhor abriu-lhe o coração, para atender às coisas que Paulo dizia” (At 16,12-14).

As formalidades da canonização levam frequentemente muitos anos. Foram, porém, curtíssimas ao tratar-se de Santa Lídia. Foi Barónio (+ 1607) que, em 1586, com sua própria autoridade, a introduziu no Martirológio romano, cuja revisão lhe estava entregue.

Santa Lídia, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Herodes queria matar… (Mt 14,1-12)

 

            João, o Batizador, tornara-se um homem incômodo para o rei. De início, após sair do deserto, onde convivera com as víboras, as abelhas e os gafanhotos, João parecia no máximo uma figura folclórica, um arremedo descabelado dos antigos profetas, vestindo o típico cinturão de couro (cf. 2Rs 1,8).

A coisa começou a mudar quando multidões se dirigiram ao Jordão, acolhendo, contritas, o convite à conversão na expectativa do Messias prometido. Herodes Ântipas, tetrarca da Galileia e da Pereia, teve a curiosidade excitada por aquela insólita figura, mas ao mesmo tempo pressentia no ar algum tipo de ameaça.

 

E mudou mais ainda quando explodiu nas margens do Jordão a denúncia de João Batista recriminando o comportamento escandaloso de Herodes, que tomara a esposa do próprio meio-irmão Filipe, caído em desgraça perante Roma. A voz áspera do Batizador ressoava como uma trombeta nos areais do deserto: “Não te é permitido viver com a mulher do teu irmão!” Os ouvidos de Herodíades ardiam com os ecos. Seu coração ardia de ódio…

 

Como se vê, a missão do profeta inclui o anúncio e a denúncia. Por um lado, João Batista anunciava o Reino de Deus; por outro lado, denunciava o reino dos homens. Não admira que, na História da Igreja, esta missão profética tenha sido o motivo de perseguições e calúnias, repressão e violência. Todo tirano pretende negar à Igreja de Jesus o direito de anunciar a verdade e reprovar a mentira.

 

O III Reich logo mostraria o rosto do anticristo ao perseguir judeus e cristãos, duas comunidades que preferiam ouvir a Palavra libertadora de Deus antes que os discursos dominadores do Führer. A maioria das lideranças cristãs repeliu os projetos de Adolf Hitler, o que iria gerar numerosos mártires da fé, entre os quais o teólogo e pastor luterano Dietrich Bonhoeffer, cujas cartas da prisão são admirável testemunho de fé cristã.

 

            O império soviético, nascido do comunismo ateu, agiria de forma idêntica, encarcerando bispos, assassinando sacerdotes e proibindo o ensino religioso e demonstrações públicas da fé. No México dos anos 30, o governo de inspiração maçônica fechou os templos, perseguiu os padres e cobriu de sangue a terra de Juan Diego, o amigo de N. Senhora de Guadalupe.

 

            Nestes casos históricos, uma constante: a reação violenta contra aqueles que denunciam o mal institucionalizado. No campo oposto, o compromisso cristão com a verdade e a liberdade, e o testemunho admirável da legião de cristãos que não compactuaram com a opressão.

 

            Em nosso tempo, continua acesa a luta pela vida. O complexo de Herodes move a ONU e muitos governos na direção do aborto legal e da eutanásia, contra a família e o amor fiel. De que lado ficaremos nós?

 

Orai sem cessar: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor!” (Js 24,15)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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