03 de Dezembro de 2018

1ª Semana do Advento - Segunda-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

Antífona da entrada

 

– Estes são homens santos que se tornam amigos de Deus, gloriosos arautos de sua mensagem.

 

 Oração do dia

 

– Ó Deus, que pela pregação de são Francisco Xavier, conquistastes para vós muitos povos do oriente, concedei a todos os fiéis o mesmo zelo, para que a santa Igreja possa alegrar-se com o nascimento de novos filhos em toda a terra. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Is 4,4-6

– Leitura do livro do profeta Isaías: 2Naquele dia, o povo do Senhor terá esplendor e glória, e o fruto da terra será de grande alegria para os sobreviventes de Israel. 3Então, os que forem deixados em Sião, os sobreviventes de Jerusalém, serão chamados santos, a saber, todos os destinados à vida em Jerusalém. 4Quando o Senhor tiver lavado as imundícies das filhas de Sião, e limpado as manchas de sangue dentro de Jerusalém, com espírito de justiça e de purificação, 5ele criará em todo lugar do monte Sião e em suas assembleias uma nuvem durante o dia, e fumaça e clarão de chamas durante a noite: e será proteção para toda a sua glória, 6uma tenda para dar sombra contra o calor do dia, abrigo e refúgio contra a ventania e a chuva.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 122, 1-4a.4b-5.6-7.8-9 (R: 1)

 

– Que alegria, quando me disseram: 'Vamos à casa Senhor!

R: Que alegria, quando me disseram: 'Vamos à casa Senhor!

– Que alegria, quando ouvi que me disseram: 'Vamos à casa do Senhor!'
E agora nossos pés já se detêm, Jerusalém, em tuas portas. 
R: Que alegria, quando me disseram: 'Vamos à casa Senhor!

– Jerusalém, cidade bem edificada num conjunto harmonioso; apara lá sobem as tribos de Israel, as tribos do Senhor. 
R: Que alegria, quando me disseram: 'Vamos à casa Senhor!

– Para louvar, segundo a lei de Israel, o nome do Senhor. A sede da justiça lá está e o trono de Davi. 
R: Que alegria, quando me disseram: 'Vamos à casa Senhor!

– Rogai que viva em paz Jerusalém, e em segurança os que te amam!
 Que a paz habite dentro de teus muros, tranquilidade em teus palácios! 
R: Que alegria, quando me disseram: 'Vamos à casa Senhor!

– Por amor a meus irmãos e meus amigos, peço: 'A paz esteja em ti!'
Pelo amor que tenho à casa do Senhor, eu te desejo todo bem!

R: Que alegria, quando me disseram: 'Vamos à casa Senhor!

 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

 – Eis que virá o nosso Deus com poder e majestade. Ele há de iluminar os olhos dos seus servos.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 8,5-11

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor!

 

 – Naquele tempo: 5Quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se dele, suplicando: 6'Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia.' 7Jesus respondeu: 'Vou curá-lo.' 8O oficial disse: 'Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado. 9Pois eu também sou subordinado e tenho soldados debaixo de minhas ordens. E digo a um : 'Vai!', e ele vai; e a outro: 'Vem!', e ele vem; e digo ao meu escravo: 'Faze isto!', e ele faz.' 10Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado, e disse aos que o seguiam: 'Em verdade, vos digo: nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé. 11Eu vos digo: muitos virão do Oriente e do Ocidente, e se sentarão à mesa no Reino dos Céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

São Francisco Xavier

- por Padre Alexandre Fernandes

São Francisco tornou-se cofundador da Companhia de Jesus

A Igreja que na sua essência é missionária, teve no século XV e XVI um grande impulso do Espírito Santo para evangelizar a América e o Oriente. No Oriente, São Francisco Xavier destacou-se com uma santidade que o levou a ousadia de fundar várias missões, a ponto de ser conhecido como “São Paulo do Oriente”. Francisco nasceu no castelo de Xavier, na Espanha, a 7 de abril de 1506, sofreu com a guerra, onde aprendeu a nobreza e a valentia; com dezoito anos foi para Paris estudar, tornando-se doutor e professor.

Vaidoso e ambicioso, buscava a glória de si até conhecer Inácio de Loyola, com quem fez amizade; e que sempre repetia ao novo amigo: “Francisco, que adianta o homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma?” Com o tempo, e intercessão de Inácio, o coração de Francisco foi cedendo ao amor de Jesus, até que entrou no verdadeiro processo de conversão; o resultado se vê no fato de ter se tornado cofundador da Companhia de Jesus.

Já como Padre, e empenhado no caminho da santidade, São Francisco Xavier foi designado por Inácio a ir em missão para o Oriente. Na Índia, fez frutuoso trabalho de evangelização que abrangeu todas as classes e idades, ao avançar para o Japão, submeteu-se em aprender a língua e os seus costumes, a fim de anunciar um Cristo encarnado. Ambicionando a China para Cristo, pôs-se a caminho, mas em uma ilha frente a sua nova missão, veio a falecer por causa da forte febre e cansaço.

Esse grande santo missionário entrou no Céu com quarenta e seis anos, e percorreu grandes distâncias para anunciar o Evangelho, tanto assim que se colocássemos em uma linha suas viagens, daríamos três vezes a volta na Terra. São Francisco Xavier, com dez anos de apostolado, tornou-se merecidamente o Patrono Universal das Missões ao lado de Santa Teresinha do Menino Jesus.

São Francisco Xavier, rogai por nós!

 

FONTE: Canção Nova 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Uma só palavra… (Mt 8, 5-11)

 

            Neste Evangelho, Jesus se encontra com um centurião romano, um oficial que capitaneava 100 legionários. No exército, o superior dá ordens aos subordinados. Uma palavra, e eles obedecem. É uma questão de hierarquia, de autoridade.

 

            Quando esse centurião – um pagão, estranho ao Povo Escolhido – se aproxima de Jesus, busca a cura de um servo muito estimado, que jaz em casa, paralítico. Para surpresa do militar, Jesus ouve o pedido e prontamente se dispõe a visitar o doente em casa. Era muito mais do que o suplicante esperava obter.

 

            Daí seu espanto e suas escusas: mesmo como oficial subalterno, submisso ao general, ele conhecia o poder de uma palavra de mando. Com breves imperativos – Vai! Vem! Faz! -, o centurião via suas ordens prontamente realizadas.

 

            E aqui se manifesta o seu notável ato de fé: Jesus não precisa ir pessoalmente a sua casa, basta uma palavra pronunciada à distância! E é uma fé mesclada de humildade: “Eu, um reles pagão – aquele que os judeus chamam de “cão” e de impuro –, não sou digno de que o Rabi entre sob meu teto. Mas se disser uma simples palavra de comando, a enfermidade deixará meu servo!”

 

            Desta maneira, aquele oficial manifesta sua fé no poder de Jesus (algo exclusivo de Deus!) sobre a matéria, sobre as enfermidades, o poder de curar e salvar. Fica evidente o contraste entre a inesperada fé manifestada pelos pagãos (como o samaritano que volta para agradecer, e o outro militar romano aos pés da cruz) face à descrença pétrea dos compatriotas de Jesus.

 

            Ainda hoje a Igreja se admira desse ato de fé. Não por acaso, quis incluí-lo no momento nobre da liturgia eucarística, logo antes da Comunhão. Tais estrangeiros são como que primícias daqueles que viriam “do Oriente e do Ocidente” para formar o novo Israel, a Igreja de Cristo.

 

            “Vai! Faça-se conforme a tua fé!” A frase final de Jesus parece mostrar que o poder de Deus se “acomoda” à nossa disposição para sua acolhida, que a ausência de fé no coração humano paralisa o próprio Senhor. Não admira que, em outro Evangelho, Jesus “não tenha feito ali nenhum milagre, devido à falta de confiança” dos moradores do lugar (cf. Mc 6, 5-6).

 

            E nós? Apostamos na Palavra de Jesus?

 

Orai sem cessar: “O Senhor é minha luz e minha salvação.” (Sl 27,1)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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