03 de Dezembro de 2020

1a semana do Advento - Ano B Quinta-feira

- por Pe. Alexandre

QUINTA FEIRA- SÃO FRANCISCO XAVIER PRESBÍTERO – MISSIONÁRIO DA ÁSIA
(branco, pref. do advento I ou dos pastores – ofício da memória)

 

 Antífona da entrada

– Estes são homens santos que se tornam amigos de Deus, gloriosos arautos de sua mensagem.

 

Oração do dia

– Ó Deus, que pela pregação de são Francisco Xavier, conquistastes para vós muitos povos do oriente, concedei a todos os fiéis o mesmo zelo, para que a santa Igreja possa alegrar-se com o nascimento de novos filhos em toda a terra. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Is 26,1-6

– Leitura do livro do profeta Isaías: 1Naquele dia, cantarão este canto em Judá: “Uma cidade fortificada é a nossa segurança; o Senhor cercou-a de muros e ante muro. 2Abri as suas portas, para que entre um povo justo, cumpridor da palavra, 3firme em seu propósito; e tu lhe conservarás a paz, porque confia em ti. 4Esperai no Senhor por todos os tempos, o Senhor é a rocha eterna. 5Ele derrubou os que habitam no alto, há de humilhar a cidade orgulhosa, deitando-a por terra, até fazê-la beijar o chão. 6Hão de pisá-la os pés, os pés dos pobres, as passadas dos humildes”.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 118,1.8-9.19-21.25-27a (R: 26a)

 

– Bendito é aquele que vem vindo em nome do Senhor.
R: Bendito é aquele que vem vindo em nome do Senhor.

– Dai graças ao Senhor porque ele é bom! “Eterna é a sua misericórdia!” É melhor buscar refúgio no Senhor, do que pôr no ser humano a esperança; é melhor buscar refúgio no Senhor, do que contar com os poderosos do mundo!”

R: Bendito é aquele que vem vindo em nome do Senhor.

– Abri-me vós, abri-me as portas da justiça; quero entrar para dar graças ao Senhor! “Sim, esta é a porta do Senhor, por ela só os justos entrarão!” Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes e vos tornastes para mim o Salvador!

R: Bendito é aquele que vem vindo em nome do Senhor.

 

– Ó Senhor, dai-nos a vossa salvação, ó Senhor, dai-nos também prosperidade! Bendito seja, em nome do Senhor, aquele que em seus átrios vai entrando! Desta casa do Senhor vos bendizemos. Que o Senhor e nosso Deus nos ilumine!

R: Bendito é aquele que vem vindo em nome do Senhor.

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Buscai o Senhor, vosso Deu, invocai-o, enquanto está perto! (Is 55.6).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 7,21.24-27

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.

– Glória a vós, Senhor!

 

– Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 21“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade­ de meu Pai que está nos céus. 24Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. 25Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas ela não desabou, porque estava construída sobre a rocha. 26Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. 27Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!”

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

São Francisco Xavier

- por Pe. Alexandre

 

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém

Hoje a Igreja celebra a memória de São Francisco Xavier. São Francisco nasceu no castelo de Xavier no dia 7 de agosto de 1506. Estudou em Paris, onde conheceu Santo Inácio de Loyola. Foi um dos membros fundadores da Companhia de Jesus. Ordenado sacerdote em Roma em 1537, dedicou-se principalmente a levar a cabo obras de caridade. Em 1541, partiu para o Oriente, e durante dez anos evangelizou incansavelmente a Índia e o Japão, convertendo muitas almas. Morreu em 1552, na China.

Que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Estas palavras de Jesus calaram fundo na alma de São Francisco Xavier e o levaram a uma mudança de vida radical.

São Francisco Xavier compreendeu o valor da sua alma e das almas dos outros, e Cristo passou a ser o verdadeiro centro da sua vida. Desde então, o zelo pelas almas foi nele “uma apaixonada impaciência”. Sentiu na sua alma o premente apelo da salvação do mundo inteiro e se firmou na disposição de dar a vida para conquistar almas para Cristo.

A impaciência santa que consumiu o seu coração fez com que escrevesse, quando já se encontrava no longínquo Oriente, estas palavras que revelam bem o que foi a sua vida: “…e os cristãos nativos, privados de sacerdotes, a única coisa que sabem é que são cristãos. Não há ninguém que lhes celebre a Missa, ninguém que lhes ensine o Credo, o Pai-Nosso…Por isso, desde que aqui cheguei, não me dei um momento de repouso: dediquei-me a percorrer as aldeias, a batizar as crianças que ainda não tinham recebido esse sacramento. Deste modo, purifiquei um número enorme de crianças que, como se costuma dizer, não sabiam distinguir a mão direita da esquerda. As crianças não me deixavam recitar o Ofício divino nem comer, nem descansar, enquanto não lhes ensinasse alguma oração”.

O Santo contemplava – como nós atualmente – o imenso panorama de tantas pessoas que não têm quem possa falar de Deus. Isto é o que fazia São Francisco Xavier com o coração cheio de um santo zelo. São muitos os que não se tornam cristãos, simplesmente por faltar quem os faça tais. São Francisco sentia muitas vezes, uma vontade de percorrer as Universidades da Europa, principalmente a de Paris, e se pôr a gritar por toda a parte, como quem perdeu o juízo, para sacudir os que têm mais ciência do que caridade e gritar: São tantas as almas que, pela apatia, ficam excluídas do Céu e se precipitam no inferno!, Oxalá pusessem neste assunto o mesmo interesse que põem nos seus estudos! Decerto, diriam de coração: Senhor, aqui me tens; que queres que eu faça? Envia-me aonde queiras, nem que seja à Índia”.

Esse mesmo zelo deve arder no nosso coração. Mas, geralmente, o Senhor quer que o manifestemos no lugar em que nos encontramos: na família, no meio do trabalho, com os nossos amigos e colegas. “Missionário. – Sonhas em ser missionário? Tens vibrações como as de Xavier, queres conquistar para Cristo um império?  Mas não esqueças que és mais missionário obedecendo. Geograficamente longe desses campos de apostolado, trabalhas aqui e ali.  Quantas pessoas com o coração e a alma pagã não encontramos nas nossas ruas e praças, na Universidade, na vida comercial, na política…!

Olhamos ao nosso redor e percebemos que são incontáveis os que ainda não conhecem a Cristo. Até muitos dos que foram batizados vivem como se Cristo não os tivesse redimido, como se Ele não estivesse realmente presente no meio de nós.

Peçamos ao Senhor que “acenda em nós o amor que abrasava São Francisco Xavier pela salvação das almas…  Peçamos a Santa Maria que sejam muitos os que arrastemos conosco para que se convertam por sua vez em novos apóstolos.

O zelo pelas almas deve manifestar-se em todas as ocasiões. Por meio da Comunhão dos Santos, podemos chegar muito longe. Tão longe quanto grande for o nosso amor a Cristo. Então, a vida inteira, até o nosso último suspiro aqui na terra, terá servido para levar almas ao Céu, como aconteceu com São Francisco Xavier, que morreu diante das costas da China, desejando poder levar a essas terras a Boa Nova de Cristo. Não se perde nenhuma oração, nenhuma dor oferecida com amor: todas, de um modo misterioso, mas real, produzem o seu fruto.

São Francisco Xavier, rogai por nós.

Abençoe-vos o Deus todo Poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Meditação

- por Pe. Alexandre

O rochedo eterno… (Is 26,1-6)

Para nós, o rochedo é o símbolo da solidez. Trata-se de algo sólido e firme, um fundamento sobre que podemos apoiar-nos com segurança. O rochedo se opõe ao terreno pantanoso, à areia lábil e movediça, exatamente o tipo de terreno onde não se deve construir (cf. Mt 7,26). Muitas vezes, a Sagrada Escritura fala de Deus como o nosso “rochedo”.

Curiosamente, adotamos do hebraico uma palavra que usamos com frequência em nossas orações. Na verdade, respondemos com ela, ao final das preces, como quem confirma e faz uma aposta pessoal, comprometendo-se com tudo o que foi dito na oração. Trata-se da palavra AMÉM.

Este termo hebraico “aclimatou-se” em todos os idiomas, observa o Pe. Rey-Mermet. “Em sua raiz hebraica, AMÉM implica, acima de tudo, a ideia de firmeza, solidez, segurança. Dizer AMÉM é proclamar que se considera verdadeiro tudo o que acaba de ser dito, com vistas a ratificar uma proposição ou unir-se a uma prece. A palavra evoca um edifício de alicerces inabaláveis; melhor ainda, a imagem da rocha sobre a qual está construído.”

No livro do Apocalipse, Jesus Cristo é apresentado por João como esse rochedo inabalável: “Assim fala o Amém, a Testemunha fiel e verdadeira…” (Ap 3,14) Na liturgia do rito moçárabe, a palavra AMÉM foi intercalada depois de cada suplica do Pai-Nosso, depois de cada artigo de fé do “Creio”. É que essa palavra hebraica está associada ao verbo “aman” (que significa crer). Dizer AMÉM equivale a dizer: “Isto merece fé! É isso aí! Falou!”

A história da humanidade relata os fracassos e os sonhos que ruíram como pó. Quantos apostaram nos ideais nazistas e só colheram o ódio e a morte! Quantos viram o coletivismo soviético como saída para o homem e acabaram sufocados pelo mais desumano dos ateísmos! Sem caminhos e perspectivas, a juventude se abandona à droga e ao deboche. Na haverá um rochedo que nos dê firmeza?

Sim! É Jesus Cristo. Sabendo disso, tendo experimentado sua segurança em nossa vida, não temos o direito de silenciar, deixando toda uma geração atolada no pântano. Nossa missão é levar a todos até o Rochedo eterno, onde estaremos seguros e salvos!

29ª Semana do Tempo Comum

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