04 de Abril de 2019

4ª Semana da Quaresma - Quinta-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

QUINTA FEIRA DA  IV SEMANA DA QUARESMA

(Roxo, ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Exulte o coração dos que buscam a Deus. Sim, buscai o Senhor e sua força, procurai sem cessar a sua face  (Sl 104,3).

 

Oração do dia

 

– Nós vos pedimos, ó Deus de bondade, que corrigidos pela penitência e renovados pelas boas obras, possamos perseverar nos vossos mandamentos e chegar purificados às festas pascais. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Ex 32,7-14

 

– Leitura do livro do Êxodo: Naqueles dias, 7o Senhor falou a Moisés: “Vai, desce, pois corrompeu-se o teu povo, que tiraste da terra do Egito. 8Bem depressa desviaram-se do caminho que lhes prescrevi. Fizeram para si um bezerro de metal fundido, inclinaram-se em adoração diante dele e ofereceram-lhe sacrifícios, dizendo: ‘Estes são os teus deuses, Israel, que te fizeram sair do Egito!’” 9E o Senhor disse ainda a Moisés: “Vejo que este é um povo de cabeça dura. 10Deixa que minha cólera se inflame contra eles e que eu os extermine. Mas de ti farei uma grande nação”. 11Moisés, porém, suplicava ao Senhor seu Deus, dizendo: “Por que, ó Senhor, se inflama a tua cólera contra teu povo, que fizeste sair do Egito com grande poder e mão forte? 12Não permitais, te peço, que os egípcios digam: ‘Foi com má intenção que ele os tirou, para fazê-los perecer nas montanhas e exterminá-los da face da terra’. Aplaque-se a tua ira e perdoa a iniquidade do teu povo. 13Lembra-te de teus servos Abraão, Isaac e Israel, com os quais te comprometeste por juramento, dizendo: ‘Tornarei os vossos descendentes tão numerosos quanto as estrelas do céu; e toda esta terra de que vos falei, eu a darei aos vossos descendentes como herança para sempre”’. 14E o Senhor desistiu do mal que havia  ameaçado fazer a seu povo.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 106, 19-20.21-22.23 (R: 4a)

 

– Lembrai-vos de nós, ó Senhor, segundo o amor para com vosso povo!
R: Lembrai-vos de nós, ó Senhor, segundo o amor para com vosso povo!

– Construíram um bezerro no Horeb e adoraram uma estátua de metal; eles trocaram o seu Deus, que é sua glória, pela imagem de um boi que come feno.

R: Lembrai-vos de nós, ó Senhor, segundo o amor para com vosso povo!

– Esqueceram-se do Deus que os salvara, que fizera maravilhas no Egito; no país de Cam fez tantas obras admiráveis, no Mar Vermelho, tantas coisas assombrosas.

R: Lembrai-vos de nós, ó Senhor, segundo o amor para com vosso povo!

– Até pensava em acabar com sua raça, não se tivesse Moisés, o seu eleito, interposto, intercedendo junto a ele, para impedir que sua ira os destruísse.

R: Lembrai-vos de nós, ó Senhor, segundo o amor para com vosso povo!

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 5,31-47

 

Jesus Cristo sois bendito o ungido de Deus Pai!

Jesus Cristo sois bendito o ungido de Deus Pai!

 

– Deus o mundo tanto amou, que lhe deu seu próprio Filho, para que todo o que nele crer encontre vida eterna (Jo 3,16)

 

Jesus Cristo, sois bendito o ungido de Deus Pai!

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João

– Glória a vós, Senhor!  

 

Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: 31“Se eu der testemunho de mim mesmo, meu testemunho não vale. 32Mas há um outro que dá testemunho de mim, e eu sei que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro. 33Vós mandastes mensageiros a João, e ele deu testemunho da verdade. 34Eu, porém, não dependo do testemunho de um ser humano. Mas falo assim para a vossa salvação. 35João era uma lâmpada que estava acesa e a brilhar, e vós com prazer vos alegrastes por um tempo com a sua luz.  36Mas eu tenho um testemunho maior que o de João; as obras que o Pai me concedeu realizar. As obras que eu faço dão testemunho de mim, mostrando que o Pai me enviou. 37E também o Pai que me enviou dá testemunho a meu favor. Vós nunca ouvistes sua voz, nem vistes sua face, 38e sua palavra não encontrou morada em vós, pois não acreditais naquele que ele enviou. 39Vós examinais as Escrituras, pensando que nelas possuís a vida eterna. No entanto, as Escrituras dão testemunho de mim, 40mas não quereis vir a mim para ter a vida eterna! 41Eu não recebo a glória que vem dos homens. 42Mas eu sei que não tendes em vós o amor de Deus. 43Eu vim em nome do meu Pai, e vós não me recebeis. Mas, se um outro viesse em seu próprio nome, a este vós o receberíeis. 44Como podereis acreditar, vós que recebeis glória uns dos outros e não buscais a glória que vem do único Deus? 45Não penseis que eu vos acusarei diante do Pai. Há alguém que vos acusa: Moisés, no qual colocais a vossa esperança. 46Se acreditásseis em Moisés, também acreditaríeis em mim, pois foi a respeito de mim que ele escreveu. 47Mas se não acreditais nos seus escritos, como acreditareis então nas minhas palavras?”

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

Santo Isidoro

- por Padre Alexandre Fernandes

O santo de hoje é resultado de uma família de santos, gente que buscou a vontade de Deus em tudo.

Nasceu na Espanha no ano de 560, perdeu os pais muito cedo e ficou aos cuidados dos irmãos que, recebendo dos pais uma ótima formação cristã, puderam introduzir o pequeno Isidoro a este relacionamento com Deus.

Ele se deparou com muitos limites, por exemplo, nos estudos. E fugia desse compromisso.

No entanto, com a graça divina e o esforço humano, ele transcendeu e retomou os estudos, tornando-se um dos homens mais cultos, versados e reconhecido pela Igreja como doutor.

Santo Isidoro foi um homem humilde, de oração e penitência, que buscava a salvação das almas, a edificação das pessoas.

Com o falecimento de um irmão seu, foi eleito bispo em Sevilha, consumindo-se de amor a Cristo, no povo.

No dia 4 de abril de 636, sentindo que a morte estava se aproximando, dividiu seus bens com os pobres, publicamente pediu perdão para os seus pecados, recebeu pela última vez a eucaristia e, orando aos pés do altar, ali morreu.

Santo Isidoro, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova  

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

A lâmpada que arde… (Jo 5,31-47)

 

            Quando a antiga Palestina parecia envolta em trevas, o povo de Israel esmagado sob o tacão das botas imperiais romanas, eis que uma luz brilhou no horizonte sombrio: João Batista! Desde o último profeta, já durava 150 anos o silêncio de Deus. E ele vai falar por João, o batizador.

 

            Não há luz sem o fogo. Para brilhar, é preciso arder. João Batista, cheio do Espírito Santo, é esse farol ardente na noite de Israel, clareando a trilha por onde logo veremos as pegadas do Salvador.

 

            Augustin Guillerand retrata a figura de João: “O coração do Batista é o deserto austero de horizontes imensos que permite às almas de desejos tudo adivinhar, um deserto cuja luz ofusca. Feliz aquele que o Batista leva consigo ao deserto, que se assenta com ele sobre a rocha nua, ao sopro do vento abrasador e vivificante, que contempla os vastos horizontes, que sente a nostalgia dos infinitos, que pressente as grandezas de Deus e descobre lentamente as suas ternuras”.

 

            Não há fogo sem a lenha que se deixa queimar. Não há luz sem sacrifício. João Batista também viveu o mistério da cruz. Na escuridão do úmido calabouço, ele morre sozinho, decapitado por um deboche de Herodes. E Jesus afirma que João foi “o maior entre os nascidos de mulher” (Mt 11,11). No entanto, esse facho de luz não brilharia mais que “uma hora” (Jo 5,35). Não era ele a luz definitiva…

 

            A luz definitiva é Aquele que o próprio Batista anuncia: o Messias Jesus, o único que que pôde afirmar de si mesmo: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida”. (Jo 8,12) E era para irradiar a luz salvadora que Jesus ardia como lenho aceso. Sua peregrinação incessante por vilas e aldeias, estradas e desertos, era fruto desse íntimo ardor.

 

            Os Evangelhos nos falam de um Jesus que se comove e se inflama, se compadece e chora, revelando um fogo interior que ele mesmo declara em sua pregação: “O Espírito do Senhor repousa sobre mim, porque me ungiu e me enviou”. (Lc 4,18) Esse mesmo Espírito que Jesus devolve ao Pai na cruz: “Nas tuas mãos entrego o meu Espírito”. (Lc 23,46) Agora, sim, os discípulos poderão ser abrasados pelo fogo da manhã de Pentecostes e, ardendo em chamas, cruzar o planeta para anunciar a Boa Nova da Salvação.

 

            Parece claro, agora, por que são tão poucos os que dedicam sua vida a evangelizar? Sem acolher o fogo do Espírito de Deus, sem se apresentar como lenha para a fogueira, ninguém será um anunciador de Cristo ao mundo…

 

Orai sem cessar: “Parecia haver um fogo a queimar-me por dentro…” (Jr 20,9)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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