04 de Agosto de 2019

18ª semana comum Domingo

- por Padre Alexandre Fernandes

 

DOMINGO – XVIII SEMANA DO TEMPO COMUM

(Verde, glória, creio – II semana do saltério)

 

Antífona da entrada

 

– Meu Deus, vinde libertar-me, apressai-vos, Senhor, em socorrer-me. Vós sois o meu socorro e o meu libertador; Senhor, não tardeis mais (Sl 69,2,6).

 

Oração do dia

 

– Manifestai, ó Deus, vossa inesgotável bondade para com os filhos e filhas que vos imploram e se gloriam de vos ter como criador e guia, restaurando para eles a vossa criação e conservando-a renovada. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Ecl 1,2;2,21-23

 

– Leitura do livro do Eclesiastes – 2Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, vaidade das vaidades! Tudo é vaidade. 21Que um homem trabalhe com sabedoria, ciência e bom êxito para deixar o fruto de seu labor a outro que em nada colaborou, note-se bem, é uma vaidade e uma grande desgraça. 22Com efeito, que resta ao homem de todo o seu labor, de todas as suas azáfamas a que se entregou debaixo do sol? 23Todos os seus dias são apenas dores, seu trabalho apenas tristeza; mesmo durante a noite ele não goza de descanso. Isto é ainda vaidade.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 90,3-4.5-6.12-13.14.17 (R: 1)

 

– Vós fostes, ó Senhor, um refúgio para nós.

R: Vós fostes, ó Senhor, um refúgio para nós.

 

Vós fazeis voltar ao pó todo mortal quando dizeis: "Voltai ao pó, filhos de Adão!" Pois mil anos para vós são como ontem, qual vigília de uma noite que passou.

 R: Vós fostes, ó Senhor, um refúgio para nós.

 

Eles passam como o sono da manhã, são iguais à erva verde pelos campos: de manhã ela floresce vicejante, mas à tarde é cortada e logo seca.

 R: Vós fostes, ó Senhor, um refúgio para nós.

 

Ensinai-nos a contar os nossos dias e dai ao nosso coração  sabedoria! Senhor voltai-vos! Até quando tardareis? Tende piedade e compaixão de vossos servos!

R: Vós fostes, ó Senhor, um refúgio para nós.

 

Saciai-nos de manhã com vosso amor, e exultaremos de alegria todo o dia! que a bondade do Senhor e nosso Deus repousem sobre nós e nos conduza! Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho.

R: Vós fostes, ó Senhor, um refúgio para nós.

 

2ª Leitura: Cl 3,1-5.9-11

 

– Irmãos: 1Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus; 2aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. 3Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus. 4Quando Cristo, vossa vida, aparecer em seu triunfo,
então vós aparecereis também com ele, revestidos de glória. 5Portanto, fazei morrer o que em vós pertence à terra: imoralidade, impureza, paixão, maus desejos e a cobiça, que é idolatria. 9Não mintais uns aos outros. Já vos despojastes do homem velho e da sua maneira de agir 10e vos revestistes do homem novo, que se renova segundo a imagem do seu Criador, em ordem ao conhecimento. 11Aí não se faz distinção entre grego e judeu, circunciso e incircunciso, inculto, selvagem, escravo e livre, mas Cristo é tudo em todos.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Felizes os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus (Mt 5,3).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 12,13-21

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

– Glória a vós, Senhor!   

 

– Naquele tempo: 13Alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: 'Mestre,
dize ao meu irmão que reparta a herança comigo.' 14Jesus respondeu:
'Homem, quem me encarregou de julgar ou de dividir vossos bens?'
15E disse-lhes: 'Atenção! Tomai cuidado contra todo tipo de ganância, porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens.' 16E contou-lhes uma parábola: 'A terra de um homem rico deu uma grande colheita. 17Ele pensava consigo mesmo: 'O que vou fazer? Não tenho onde guardar minha colheita'. 18Então resolveu: 'Já sei o que fazer! Vou derrubar meus celeiros e construir maiores; neles vou guardar todo o meu trigo, junto com os meus bens. 19Então poderei dizer a mim mesmo: – Meu caro, tu tens uma boa reserva para muitos anos. Descansa, come, bebe, aproveita!' 20Mas Deus lhe disse: 'Louco! Ainda nesta noite, pedirão de volta a tua vida. E para quem ficará o que tu acumulaste?' 21Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico diante de Deus.'

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

São João Maria Vianney

- por Padre Alexandre Fernandes

São João Maria Vianney, foi exemplo de santidade na construção do caminho da salvação

Com admiração, alegramo-nos com a santidade de vida do patrono de todos os vigários, conhecido por Cura D’Ars. São João Maria Vianney nasceu em Dardilly, no ano de 1786, e enfrentou o difícil período em que a França foi abalada pela Revolução Napoleônica.

Camponês de mente rude, proveniente de uma família simples e bem religiosa, percebia desde de cedo sua vocação ao sacerdócio, mas antes de sua consagração, chegou a ser um desertor do exército, pois não conseguia “acertar” o passo com o seu batalhão.

Ele era um cristão íntimo de Jesus Cristo, servo de Maria e de grande vida penitencial, tanto assim que, somente graças à vida de piedade é que conseguiu chegar ao sacerdócio, porque não acompanhava intelectualmente as exigências do estudo do Latim, Filosofia e Teologia da época (curiosamente começou a ler e escrever somente com 18 anos de idade).

João Maria Vianney, ajudado por um antigo e amigo vigário, conseguiu tornar-se sacerdote e aceitou ser pároco na pequena aldeia “pagã”, chamada Ars, onde o povo era dado aos cabarés, vícios, bebedeiras, bailes, trabalhos aos domingos e blasfêmias; tanto assim que suspirou o Santo: “Neste meio, tenho medo até de me perder”. Dentro da lógica da natureza vem o medo; mas da Graça, a coragem. Com o Rosário nas mãos, joelhos dobrados diante do Santíssimo, testemunho de vida, sede pela salvação de todos e enorme disponibilidade para catequizar, o santo não só atende ao povo local como também ao de fora no Sacramento da Reconciliação.

Dessa forma, consumiu-se durante 40 anos por causa dos demais (chegando a permanecer 18 horas dentro de um Confessionário alimentando-se de batata e pão). Portanto, São João Maria Vianney, que viveu até aos 73 anos, tornou-se para o povo não somente exemplo de progresso e construção de uma ferrovia – que servia para a visita dos peregrinos – mas principalmente, e antes de tudo, exemplo de santidade, de dedicação e perseverança na construção do caminho da salvação e progresso do Reino de Deus para uma multidão, pois, como padre teve tudo de homem e ao mesmo tempo tudo de Deus.

São João Maria Vianney, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova 
 

 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Tua vida te será tirada… (Lc 12,13-21)

 

            Todos sabem que a vida não dura para sempre. Ainda que a expectativa de vida venha crescendo nas últimas décadas, nosso tempo de existência continua limitado. No entanto, muitas pessoas vivem como se não fosse assim. Esta parábola contada por Jesus deve despertar os distraídos, inclusive os “realistas” que só se preocupam com as coisas palpáveis e nelas depositam sua segurança.

 

            Afinal, de que vive o homem? O homem rico deste Evangelho pensa que sua vida depende de seus bens: trigo, celeiros, comida e bebida. Ali está a segurança dele. Diante de uma colheita acima do esperado, ele planeja armazenar o cereal e viver na fartura. Seu comportamento é classificado como insensato, um sinônimo de “louco”. Ele ajunta tesouros para si mesmo, mas é miserável diante de Deus.

 

            Mais uma vez, o Evangelho de Jesus de Nazaré destoa da mentalidade capitalista em que estamos mergulhados: renda, lucro, acumulação, segurança, garantias materiais. Mesmo a hipótese da morte deságua no mesmo sistema: o seguro de vida! Por estranho que pareça, um lucro com a própria morte…

 

            Jesus deixa claro que o homem “realista”, que cuida de coisas palpáveis e concretas, pode ser, de fato, o mais iludido de todos, quando ignora a destinação eterna de sua alma. E aquilo que parecia loucura – como Francisco de Assis ao trocar a riqueza pela pobreza – revela-se em profundidade como a verdadeira lucidez.

 

            Como observa Helmut Gollwitzer, “a confiança do rico em suas posses é um sonho enganador: é o orgulho pueril do homem que procura parecer maior do que é na realidade, como se ele pudesse superar a Deus em seus cuidador de Criador”. De fato, a falta de fé e de confiança em um Deus providente está na raiz da ansiedade em ter e guardar, juntar e acumular. Os recursos materiais ocupam o lugar do abandono filial nas mãos de Deus.

 

            Dom Bosco, o santo educador dos pobres, jamais iniciou alguma de suas obras tendo em mãos os recursos suficientes para cobrir o orçamento, mas as iniciava assim mesmo, com a plena confiança de que o mesmo Deus que lhe inspirava as obras seria o provedor das necessidades.

 

            Aquele que conta apenas consigo mesmo e com seus esforços vive em uma terrível solidão. Os santos, ao contrário, vivem a experiência de filiação, na qual a presença amorosa do Pai celeste ocupa o centro de suas atenções.

 

            Jesus disse que nós valemos mais que muitos pardais (cf. Lc 12,24), e até os pardais são sustentados por Deus. Merece, pois, o rótulo de “insensato” todo louco que ignora a providência divina e faz das riquezas o seu ponto de apoio, como se fosse um órfão neste mundo…

 

Orai sem cessar: “Meu auxílio vem do Senhor!” (Sl 121,2)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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