04 de Agosto de 2022

18a Semana do Tempo Comum- Quarta-feira

- por Pe. Alexandre

QUINTA FEIRA – SÃO JOÃO VIANNEY – PRESBÍTERO E CONFESSOR

(branco, pref. comum ou dos pastores – ofício da memória)

 

Antífona da entrada

 

– Eu vos darei pastores segundo o meu coração, que vos conduzam com inteligência e sabedoria (Jr 3,15).

 

Oração do dia

 

– Deus de poder e misericórdia, que tornastes São João Maria Vianney um pároco admirável por sua solicitude pastoral, dai-nos, por sua intercessão e exemplo, conquistar no amor de Cristo os irmãos e irmãs para vós e alcançar com eles a glória eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Jr 31,31-34

 

– Leitura do livro do profeta Jeremias: 31“Eis que virão dias, diz o Senhor, em que concluirei com a casa de Israel e a casa de Judá uma nova aliança; 32não como a aliança que fiz com seus pais, quando os tomei pela mão para retirá-los da terra do Egito, e que eles violaram, mas eu fiz valer a força sobre eles, diz o Senhor. 33Esta será a aliança que concluirei com a casa de Israel, depois desses dias, diz o Senhor: imprimirei minha lei em suas entranhas, e hei de ins­crevê-la em seu coração; serei seu Deus e eles serão meu povo. 34Não será mais necessário ensinar seu próximo ou seu irmão, dizendo: ‘Conhece o Senhor! ’; todos me reconhecerão, do menor ao maior deles, diz o Senhor, pois perdoarei sua maldade, e não mais lembrarei o seu pecado”.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 51, 12-13.14-15.18-19 (R: 12a)

 

– Ó Senhor, criai em mim um co­ração que seja puro!
R: Ó Senhor, criai em mim um co­ração que seja puro!

– Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!

R: Ó Senhor, criai em mim um co­ração que seja puro!

– Dai-me de novo a alegria de ser salvo e confirmai-me com espírito generoso! Ensinarei vosso caminho aos pecadores, e para vós se voltarão os transviados.

R: Ó Senhor, criai em mim um co­ração que seja puro!

– Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, e, se oferto um holocausto, o rejeitais. Meu sacrifício é minha alma penitente, não desprezeis um coração arrependido!

R: Ó Senhor, criai em mim um co­ração que seja puro!

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Tu és Pedro e sobre esta pedra eu irei construir minha Igreja. E as portas do inferno não irão derrotá-la! (Mt 16,18).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 16,13-23

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus

– Glória a vós, Senhor!   

 

– Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou a seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem? ” 14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. 20Jesus, então, ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Messias. 21Jesus começou a mostrar aos seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia. 22Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo, dizendo: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isto não te acontecerá!” 23Jesus, porém, voltou-se para Pedro, e disse: “Vai para longe, Satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens!”

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

São João Maria Vianney

- por Pe. Alexandre

Com admiração, alegramo-nos com a santidade de vida do patrono de todos os vigários, conhecido por Cura D’Ars. São João Maria Vianney nasceu em Dardilly, no ano de 1786, e enfrentou o difícil período em que a França foi abalada pela Revolução Napoleônica.

Camponês de mente rude, proveniente de uma família simples e bem religiosa, percebia desde de cedo sua vocação ao sacerdócio, mas antes de sua consagração, chegou a ser um desertor do exército, pois não conseguia “acertar” o passo com o seu batalhão.

Ele era um cristão íntimo de Jesus Cristo, servo de Maria e de grande vida penitencial, tanto assim que, somente graças à vida de piedade é que conseguiu chegar ao sacerdócio, porque não acompanhava intelectualmente as exigências do estudo do Latim, Filosofia e Teologia da época (curiosamente começou a ler e escrever somente com 18 anos de idade).

João Maria Vianney, ajudado por um antigo e amigo vigário, conseguiu tornar-se sacerdote e aceitou ser pároco na pequena aldeia “pagã”, chamada Ars, onde o povo era dado aos cabarés, vícios, bebedeiras, bailes, trabalhos aos domingos e blasfêmias; tanto assim que suspirou o Santo: “Neste meio, tenho medo até de me perder”. Dentro da lógica da natureza vem o medo, mas da graça, a coragem. Com o Rosário nas mãos, joelhos dobrados diante do Santíssimo, testemunho de vida, sede pela salvação de todos e enorme disponibilidade para catequizar, o santo não só atende ao povo local como também ao de fora no Sacramento da Reconciliação.

Dessa forma, consumiu-se durante 40 anos por causa dos demais (chegando a permanecer 18 horas dentro de um confessionário alimentando-se de batata e pão). Portanto, São João Maria Vianney, que viveu até aos 73 anos, tornou-se para o povo não somente exemplo de progresso e construção de uma ferrovia – que servia para a visita dos peregrinos – mas, principalmente, e antes de tudo, exemplo de santidade, de dedicação e perseverança na construção do caminho da salvação e progresso do Reino de Deus para uma multidão, pois como padre teve tudo de homem e ao mesmo tempo tudo de Deus.

Foi canonizado pelo papa Pio XI, no ano de 1925.  Foi proclamado padroeiro dos sacerdotes e no dia de sua festa passou a ser celebrado o Dia do Padre.

São João Maria Vianney, rogai por nós!

Meditação

- por Pe. Alexandre

E vós? (Mt 16,13-23)

 

Um Evangelho com duas perguntas feitas por Jesus: “Quem dizem eles que eu sou? E vós, que dizeis?”

 

Para a multidão tomada de espanto, o Rabi da Galileia devia ser alguém poderoso, talvez saído do mundo dos mortos: Elias… Jeremias… João Batista… Mas para os discípulos que acompanhavam Jesus e viam seus milagres, sorvendo avidamente um ensinamento ímpar, porejante de Vida eterna, só podia ser alguém vivo. Daí o brado de Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo!”

 

Eis o que escreve Suzanne de Diétrich sobre esta passagem do Evangelho: “Reconhecer em Jesus não apenas um profeta, mas o ‘Filho de Deus’ só é permitido à fé. E esta fé só pode ser dom de Deus. São Paulo declara: ‘Ninguém pode dizer Jesus é o Senhor se o Espírito Santo não o inspirar’. (1Cor 12,3.) Toda a Igreja apostólica reconhece que a divindade de Jesus é um mistério de fé, inacessível à simples sabedoria humana. No momento em que Simão confessa sua fé, é o próprio Deus que fala por sua boca; uma grande graça é concedida a ele, e Jesus o proclama ‘feliz’”.

 

Basta este dom para justificar que o Mestre passe às mãos de Simão Pedro as “chaves do Reino” e lhe dê o novo nome: kepha, a rocha sobre a qual a Igreja de Jesus será edificada. “Nós cremos – prossegue Suzanne de Diétrich – que se trata claramente da pessoa de Pedro, e não somente de sua fé. E é como confessor da fé que Pedro é chamado a desempenhar esse papel.”

 

Hoje, quando o mundo vai perdendo a fé e apostando todas as fichas em moedas podres, não podemos abrir mão de nossa tarefa eclesial: abrir as portas da fé ao mundo sem esperança. Em sua recente Carta apostólica “Porta Fidei” [Porta da Fé], com que nos propõe um Ano da Fé, Bento XVI escreve:

 

“O professar com a boca indica que a fé implica um testemunho e um compromisso públicos. O cristão não pode jamais pensar que o crer seja um fato privado. A fé é decidir estar com o Senhor, para viver com Ele. E este ‘estar com Ele’ introduz na compreensão das razões pelas quais se acredita. A fé, precisamente porque é um ato da liberdade, exige também assumir a responsabilidade social daquilo que se acredita. No dia de Pentecostes, a Igreja manifesta, com toda a clareza, esta dimensão pública do crer e do anunciar sem temor a própria fé a toda a gente. É o dom do Espírito Santo que prepara para a missão e fortalece o nosso testemunho, tornando-o franco e corajoso.” (PF, 10.

 

            E para mim? Quem é Jesus Cristo?

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