04 de Dezembro de 2018

1ª Semana do Advento - Terça-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

Antífona da entrada

 

– Eis que o Senhor virá e com ele todos os seus santos, e haverá uma grande luz naquele dia (Zc 14,5.7).

 

 Oração do dia

 

– Sede propício, ó Deus, às nossas súplicas e auxiliai-nos em nossa tribulação. Consolados pela vinda do vosso Filho, sejamos purificados da antiga culpa. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Is 11, 1-10

– Leitura do livro do profeta Isaías – Naquele dia, 1nascerá uma haste do tronco de Jessé e, a partir da raiz, surgirá o rebento de uma flor. 2Sobre ele repousará o Espírito do Senhor: espírito de sabedoria e discernimento, espírito de conselho e fortaleza, espírito de ciência e temor de Deus; 3no temor do Senhor, encontra ele seu prazer. Ele não julgará pelas aparências que vê nem decidirá somente por ouvir dizer; 4mas trará justiça para os humildes e uma ordem justa para os homens pacíficos; fustigará a terra com a força da sua palavra e destruirá o mau com o sopro dos lábios. 5Cingirá a cintura com a correia da justiça e as costas com a faixa da fidelidade. 6O lobo e o cordeiro viverão juntos, e o leopardo deitar-se-á ao lado do cabrito; o bezerro e o leão comerão juntos, e até mesmo uma criança poderá tangê-los. 7A vaca e o urso pastarão lado a lado, enquanto suas crias descansam juntas; o leão comerá palha com o boi; 8a criança de peito vai brincar em cima do buraco da cobra venenosa; e o menino desmamado não temerá pôr a mão na toca da serpente. 9Não haverá danos nem mortes por todo o meu santo monte: a terra estará tão repleta do saber do Senhor quanto às águas que cobrem o mar. 10Naquele dia, a raiz de Jessé se erguerá como um sinal entre os povos; hão de buscá-la as nações, e gloriosa será a sua morada.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 72, 1-2.7-8.12-13.17 (R: 7)

 

– Nos seus dias, a justiça florirá e paz em abundância para sempre.

R: Nos seus dias, a justiça florirá e paz em abundância para sempre.

 

– Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres!

R: Nos seus dias, a justiça florirá e paz em abundância para sempre.

 

– Nos seus dias, a justiça florirá e grande paz até que a lua perca o brilho! De mar a mar estenderá o seu domínio, e desde o rio até os confins de toda a terra!

R: Nos seus dias, a justiça florirá e paz em abundância para sempre.

 

– Libertará o indigente que suplica, e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. Terá pena do indigente e do infeliz, e a vida dos humildes salvará.

R: Nos seus dias, a justiça florirá e paz em abundância para sempre.

 

– Seja bendito o seu nome para sempre, e dure como o sol sua memória! Todos os povos serão nele abençoados, todas as gentes cantarão o seu louvor!

R: Nos seus dias, a justiça florirá e paz em abundância para sempre.

 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

 – Eis que virá o nosso Deus com poder e majestade. E ele há de iluminar os olhos dos seus servos.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 10, 21-24

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor!

 

21Naquele momento Jesus exultou no Espírito Santo e disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 22Tudo me foi entregue pelo meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. 23Jesus voltou-se para os discípulos e disse-lhes em particular: “Felizes os olhos que veem o que vós vedes! 24Pois eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que estais vendo, e não puderam ver; quiseram ouvir o que estais ouvindo, e não puderam ouvir”.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

 

São João Damasceno

- por Padre Alexandre Fernandes

Com seus escritos, São João Damasceno defendeu principalmente a Igreja contra os iconoclastas

Lembramos São João Damasceno, um santo Padre e Doutor da Igreja de Cristo. Nasceu em 675, em Damasco (Síria) num período em que o Cristianismo tinha uma certa liberdade, tanto assim que o pai de João era muito cristão e amigo dos Sarracenos, que naquela época eram senhores do país. Esta estima estendia-se também ao filho. Os raros talentos e merecimentos deste levaram o Califa a distingui-lo com a sua confiança e nomeá-lo prefeito (mansur) de Damasco.

João Damasceno ainda jovem e ajudante do pai gozava de muitos privilégios financeiros, mas ao crescer no amor ao Cristo pobre, deu atenção a Palavra que mostra a dificuldade dos ricos (apegados) para entrarem no Reino dos Céus. Assim, num impulso para a santidade, renunciou todos os bens e deu aos pobres. Preferiu São João uma vida de maus tratos ao se entregar as “delícias venenosas” do pecado.

Retirou-se para um convento de São Sabas perto de Jerusalém e passou a viver na humildade, caridade e alegria. Escreveu inúmeras obras tratando de vários assuntos sobre teologia, dogmática, apologética e outros campos que fizeram de São João digno do título de Doutor da Igreja. Com escritos defendeu principalmente a Igreja contra os iconoclastas, que condenavam o uso de imagens nas Igrejas.

Certa vez, os hereges prenderam São João e cortaram-lhe a mão direita a fim de não mais escrever, mas por intervenção de Nossa Senhora foi curado. Seu amor a Mãe de Jesus foi tão concreto que foi São João quem tornou presente a doutrina sobre a Imaculada Conceição, Maternidade divina, Virgindade perpétua e Assunção de corpo e alma de Maria. Este filho predileto da Mãe faleceu em 749, quase centenário.

Foi declarado Doutor da Igreja pelo Papa Leão XIII em 1890.

São João Damasceno, rogai por nós!

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Escondeste aos sábios… (Lc 10,21-24)

 

            Pode ser que alguém estranhe esta oração que Jesus faz ao Pai, dando-lhe graças porque os mistérios divinos foram ocultados aos sábios, enquanto aos humildes tudo foi revelado. Será que Deus, a Fonte de todo conhecimento, pretende manter alguém na ignorância?

 

            Ora, todos sabem que há várias modalidades de orgulho. O fazendeiro se orgulha de possuir a melhor vaca leiteira da região. O subsecretário se orgulha do carro importado recém-adquirido. A esposa se orgulha pelo marido promovido na carreira. Mas existe um orgulho de natureza intelectual, que se rejubila intimamente por saber (ou pensar que sabe…) mais do que os outros, essa “gentinha ignorante” (cf. Jo 7,49).

 

            Este último tipo de orgulho deu origem a várias heresias, como algumas “gnoses” que atribuíam nossa salvação a conhecimentos esotéricos reservados a poucos. Se Deus se revelasse ao homem orgulhoso, ele haveria de erguer a crista e se gabar de ter descoberto os arcanos divinos graças à própria penetração dos mistérios.

 

            Vale lembrar o diálogo de Nicodemos (cf. Jo 3) com Jesus, iniciado pela frase: “Rabi, nós sabemos que és um mestre vindo de Deus…” Este “nós sabemos” deixa escapar um ar de presunção, de autossuficiência, como se se tratasse de uma descoberta pessoal. Poucas frases depois, será a vez de Jesus perguntar a Nicodemos, em tom de ironia: “Tu és um doutor de Israel e não conheces estas coisas?!” (Jo 3,10)

 

            E Lev Gillet acrescenta: “E nós mesmos, que proclamamos saber quem é Jesus e o que lhe diz respeito, que sabemos dele na verdade?” Além dos artigos de fé repetidos no “Símbolo dos Apóstolos”, que saberíamos dizer sobre ele?

 

            O bom cientista torna-se mais humilde à medida que se aprofunda nos mistérios do Cosmo; ou melhor, na medida em que os mistérios do Cosmo o envolvem e o arrastam às profundezas do não-saber. A debilidade do conhecimento racional mostra-se ainda maior quando se trata das coisas divinas.

 

            Já o pequenino, que tantos rotulam de ignorante, ele deixa em suspenso o raciocínio lógico e dobra os joelhos, implorando ao Espírito de Deus as luzes que jamais seriam obtidas pela razão. Lição que Agostinho aprendeu na praia, quando tentava “entender” o mistério do Deus Uno e Trino, e o menino da visão lhe mostrou ser impossível guardar o oceano em um dedal…

 

Orai sem cessar: “Tenho os olhos fixos no Senhor…” (Sl 25,15)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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