04 de Fevereiro de 2021

Quarta semana do tempo Comum Quinta-feira

- por Pe. Alexandre

QUINTA FEIRA – DA IV SEMANA DO TEMPO COMUM 
(verde – ofício do dia da IV semana)

 

Antífona da entrada

 

Salvai-nos, Senhor nosso Deus, reuni vossos filhos dispersos pelo mundo, para que celebremos o vosso santo nome e nos gloriemos em vosso louvor

(Sl 105, 47).

 

Oração do dia

 

– Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo coração e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Hb 12,18-19.21-24

 

Leitura da carta aos Hebreus: Irmãos, 18vós não vos aproxi­mastes de uma realidade palpável: “fogo ardente e escuridão, trevas e tempestade, 19som da trombeta e voz poderosa”, que os ouvintes suplicaram não continuasse. 21Eles ficaram tão espantados com esse espetáculo, que Moisés disse: “Estou apavorado e com medo”. 22Mas vós vos aproximastes do monte Sião e da cidade do Deus vivo, a Jerusalém celeste; da reunião festiva de milhões de anjos; 23da assembléia dos primo­gênitos, cujos nomes estão escritos nos céus; de Deus, o juiz de todos; dos espíritos dos justos, que chegaram à perfeição; 24de Jesus, mediador da nova aliança, e da aspersão do sangue mais eloquente que o de Abel.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 48, 2-3a.3b-4.9.10-11 (R: 10)

 

Recordamos, ó Senhor, vossa bondade em meio ao vosso templo.
R: Recordamos, ó Senhor, vossa bondade em meio ao vosso templo.

– Grande é o Senhor e muito digno de louvores na cidade onde ele mora; seu Monte santo, esta colina encantadora, é a alegria do universo.

R: Recordamos, ó Senhor, vossa bondade em meio ao vosso templo.

– Monte Sião, no extremo norte situado, és a mansão do grande Rei! Deus revelou-se em suas fortes cidadelas um refúgio poderoso.

R: Recordamos, ó Senhor, vossa bondade em meio ao vosso templo.

– Como ouvimos dos antigos, contemplamos: Deus habita esta cidade, a cidade do Senhor onipotente, que ele a guarde eternamente!

R: Recordamos, ó Senhor, vossa bondade em meio ao vosso templo.

– Recordamos, Senhor Deus, vossa bondade em meio ao vosso templo; com vosso nome vai também vosso louvor aos confins de toda a terra.

R: Recordamos, ó Senhor, vossa bondade em meio ao vosso templo.

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Convertei-vos e crede no evangelho, pois o reino de Deus está chegando! (Mc 1,15).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 6, 7-13

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos

– Glória a vós, Senhor!  

 

Naquele tempo, 7Jesus chamou os doze e começou a enviá-las dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. 8Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. 9Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. 10E Jesus disse ainda: “Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. 11Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!” 12Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. 13Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo.

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

São João de Brito

- por Pe. Alexandre

Nasceu em Lisboa, Portugal, no ano de 1647. Seu pai, Salvador Pereira de Brito; sua mãe, D. Brites Pereira. No ano de 1640, seu pai foi enviado pelo rei Dom João IV para ser governador no Brasil, lugar onde faleceu. São João de Brito, com sua mãe e seus irmãos, ficaram na corte. Desde cedo, São João dava testemunho da busca de viver em Deus.

Com sua saúde fragilizada, certa vez os médicos chegaram a perder as esperanças, mas sua mãe, voltando-se para o céu em oração e intercessão, fez também uma promessa a São Francisco Xavier e o pequeno João recobrou a saúde milagrosamente.

São João passou um ano com uma batina, pois isso fazia parte do cumprimento da promessa; mais do que isso, Deus foi trabalhando a vocação em seu coração até que, com 15 anos apenas, ele entrou para a Companhia de Jesus.

Em 1673, foi ordenado sacerdote e enviado para evangelizar na Índia. Viveu em Goa, depois no Sul da Índia, onde aprofundou-se nos estudos e todo aquele lugar, toda aquela região conheceu o ardor deste apóstolo.

Homem que comunicava o Evangelho com a vida, ele buscava viver a inculturação para que muitos se rendessem ao amor de Deus num diálogo constante com as culturas, o que não quer dizer que sempre encontrou acolhimento.

Junto aos povos de Maravá, ele evangelizou e muitos foram batizados; mas, ao retornar desta missão, ele e outros catequistas acabaram sendo presos por soldados pagãos e anticristãos e fizeram de tudo para que este sacerdote santo renunciasse a fé, mas ele renunciou a própria vida e estava aberto para o martírio se fosse preciso. O rei chegou a condená-lo, mas um príncipe quis ouvir a doutrina que ele espalhava e muitos mudavam de vida, abandonavam os deuses e a conclusão daquele príncipe pagão era de que aquela doutrina era justa e santa. São João foi libertado junto com os outros.

Não demorou muito, por obediência, voltou para Portugal, mas o seu coração queria, de novo, retornar para a Índia e até mesmo ser mártir. Foi o que aconteceu.

Passado um tempo, após dar seu testemunho em vários colégios dos jesuítas, ser sinal para Portugal do quanto o amor a Cristo e à Igreja não pode ter medidas. Retornando à Índia, novamente evangelizando em Maravá, foi preso. Desta vez, até um príncipe pagão chegou a se converter. Mas o rei se revoltou, mandou prender aquele padre. No ano de 1693, ele foi degolado. Sofreu muito antes disso, mas tudo ofereceu por amor a Cristo e pela salvação das almas.

São João de Brito, modelo para todos nós de que o amor a Cristo, à Igreja e a salvação das almas não pode ter medidas.

São João de Brito, rogai por nós!

Meditação

- por Pe. Alexandre

Poder sobre os espíritos imundos… (Mc 6,7-13)

 

O caráter agônico da missão de Jesus transparece em seus combates contra a doença (lepra, paralisia), contra males congênitos (surdez, cegueira), contra a própria morte (ver a reanimação de Lázaro), mas acima de tudo se manifesta na libertação das pessoas que estavam sob a opressão do Maligno.

O próprio Jesus combateu diretamente os demônios que tentavam desviá-lo de sua missão, como na tentação no deserto e em sua agonia, no Getsêmani (cf. Lc 4,1-13; Mc 14,32-42). A esse respeito, a Bíblia de Navarra comenta: “A vitória sobre o espírito imundo, nome que se dava correntemente ao demônio, é um sinal claro de que chegou a salvação divina: Jesus, ao vencer o Maligno, revela-se como o Messias, o Salvador, com um poder superior ao dos demônios.”

Inimigo de Deus, o demônio tenta atingi-lo indiretamente, afastando de sua amizade as suas criaturas humanas. Ao lado da sociedade ímpia e da natureza humana decaída, a ação demoníaca constitui-se em obstáculo à nossa salvação. O dom do discernimento dos espíritos permite reconhecer as moções e iniciativas do Maligno contra nossa santificação.

A mentalidade racionalista pretende negar a existência do demônio, sob a alegação de superstição e empréstimo de antigas mitologias, ou reduz o Inimigo a uma simples “ausência do bem”, uma ineficiência. O magistério da Igreja, porém, com base na própria Escritura, reconhece sua existência. Paulo VI foi muito explícito neste ponto, falando do Maligno como uma “eficiência”, um “ser pessoal”.

Há dois erros graves neste particular. E ambos facilitam a ação destrutiva do Maligno: 1) negar sua existência; 2) ver sua presença em tudo, elevando-o à categoria de autêntico “deus do mal”, em clima de evidente maniqueísmo. Certos grupos de cristãos vivem em clima de demonismo, como se o poder de Deus não lhe fosse infinitamente superior.

No Evangelho de hoje, os Apóstolos são enviados em missão e dotados do mesmo poder que Jesus manifestava, sujeitando os espíritos imundos ao Nome de Jesus. Aprendemos, assim, que Deus é fiel e nunca nos confiará qualquer missão sem nos dar a assistência do Espírito Santo. Em sinergia com Ele, seremos vitoriosos contra o Mal.

29ª Semana do Tempo Comum

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