04 de Junho de 2020

9a Semana comum Quinta-feira

- por Pe. Alexandre

QUINTA FEIRA – IX SEMANA COMUM

 

Antífona da entrada

– Olhai para mim, Senhor, e tende piedade, pois vivo sozinho e infeliz. Vede minha miséria e minha dor e perdoai todos os meus pecados! (Sl 24, 16-18).

 

Oração do dia

– Ó Deus, cuja providência jamais falha, nós vos suplicamos humildemente: afastai de nós o que é nocivo e concedei-nos tudo o que for útil. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: 2º Tm 2,8-15

– Leitura da segunda carta de são Paulo aos Tessalonicenses: Caríssimos,  8Lembra-te de Jesus Cristo, da descendência de Davi, ressuscitado dentre os mortos, segundo o meu evangelho. 9Por ele eu estou sofrendo até às algemas, como se eu fosse um malfeitor; mas a palavra de Deus não está algemada. 10Por isso suporto qualquer coisa pelos eleitos, para que eles também alcancem a salvação, que está em Cristo Jesus, com a glória eterna. 11Merece fé esta palavra: se com ele morremos, com ele viveremos. 12Se com ele ficamos firmes, com ele reinaremos. Se nós o negamos, também ele nos negará. 13Se lhe somos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo. 14Lembra-lhes tais coisas e conjura-os por Deus a evitarem discussões vós, que de nada servem a não ser para a perdição dos ouvintes. 15Empenha-te em apresentar-te diante de Deus como homem digno de aprovação, como operário que não tem de que se envergonhar, mas expõe corretamente a palavra da verdade.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo responsorial: 25, 4-5ab.8-10.14 (R: 4a)

 

– Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos!

R: Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos!

– Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos. Fazei-me conhecer a vossa estrada!
Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação.
R: Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos!

– O Senhor é piedade e retidão, e reconduz ao bom caminho os pecadores.
Ele dirige os humildes na justiça, e aos pobres ele ensina o seu caminho.
R: Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos!

– Verdade e amor são os caminhos do Senhor para quem guarda sua Aliança e seus preceitos. O Senhor se torna íntimo aos que o temem e lhes dá a conhecer sua Aliança.
R: Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos!

 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

– Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo evangelho a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10).

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 12,28b-34

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos

– Glória a vós, Senhor!   

 

– Naquele tempo, 28bum mestre da Lei aproximou-se de Jesus e perguntou-lhe: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?” 29Jesus respondeu: “O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. 30Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendi­mento e com toda a tua força! 31O segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro man­damento maior do que estes”. 32O mestre da Lei disse a Jesus: “Muito bem, Mestre! Na verdade, é como disseste: Ele é o único Deus e não existe outro além dele. 33Amá-lo de todo o coração, de toda a mente, e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios”. 34Jesus viu que ele tinha respondido com inteligência, e disse: “Tu não estás longe do Reino de Deus”. E ninguém mais tinha coragem de fazer perguntas a Jesus.

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

São Crispim

- por Pe. Alexandre

Neste dia lembramos o primeiro santo canonizado pelo Papa João Paulo II: São Crispim, que nasceu em Viterbo, na Itália, em 1668.

Chamado à vida religiosa, recebeu uma formação jesuíta. Porém, acabou entrando para a família franciscana, despertado pela piedade dos noviços. Ocupou cargos de grande simplicidade dentro da comunidade como a horta, a cozinha, e tantos outros serviços onde ele testemunhava em tudo o amor de Deus.

Falava e vivia a seguinte frase: “Quem ama a Deus com pureza de coração, vive feliz e morre contente”

Crispim deixou essa marca da pureza e da alegria. Ele viveu tudo com pureza de coração, foi feliz e morreu contente em 1748.

Que nosso caminho seja marcado pelo amor e pela verdadeira alegria.

São Crispim, rogai por nós!

Meditação

- por Pe. Alexandre

De todo o coração… (Mc 12,28b-34)

            Todo Evangelho interpela e incomoda. Mas esta passagem pode ser mais incômoda que as outras: amar ao próximo com um amor inseparável do amor a Deus…

Uma forma comum de tentar escapulir ao mandamento áspero consiste em delimitar o “próximo”, como tanto se discutiu entre os mestres da Lei: quem é o meu próximo? Só os membros do meu clã? Somente os outros israelitas? Os vizinhos incômodos estão incluídos? Os estrangeiros idólatras? A quem eu posso excluir da condição de meu “próximo”?

Vem Jesus de Nazaré e pisa em nosso calo: amar a Deus de todo o coração é inseparável de amar ao próximo como a mim mesmo. Os dois amores se harmonizam e se completam. A falta de um desses amores nega a existência do outro que faz o par com ele.

Comenta o biblista Hébert Roux: “O que confere ao mandamento sua autoridade e sua grandeza, é o fato de que Jesus o pronuncia e o designa como ‘grande’. Ele não traz um mandamento novo, mas confere ao mandamento antigo o seu verdadeiro valor. A resposta de Jesus não é a de um mestre da Lei. É ele quem a promulga e é nele que o mandamento se cumpre (cf. Mt 5,17). É este cumprimento da Lei por Jesus que lhe dá sua verdadeira novidade (cf. Jo 13,34).

O amor a Deus e o amor ao próximo não são simplesmente atitudes comandadas; eles se encarnam na pessoa do próprio Jesus. É exatamente porque ele veio cumprir, por sua vida, sua morte e ressurreição, a Lei e os Profetas, que ele pode declarar com autoridade que todo o conteúdo da Antiga Aliança está ‘apenso’ ao mandamento de amar a Deus e a seu próximo. É nele que não apenas a Lei, sob a forma de um mandamento, mas também a promessa da graça, anunciada pelos Profetas, encontra a sua única realização.”

Com a parábola do “samaritano” (cf. Lc 10,29ss), Jesus demonstrou de maneira cabal que meu próximo é aquele de quem eu me aproximo, ainda que existisse uma barreira de ódio secular entre um judeu (o ferido) e um samaritano (aquele que cuidou do ferido). Pena que tenhamos batizado a narrativa como parábola “do bom samaritano”, como se este fosse uma exceção em um mundo de “maus samaritanos” …

Hoje, quando o ódio permanece vivo, temos espaço para exercer o amor.

 

29ª Semana do Tempo Comum

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