04 de Maio de 2019

2ª Semana da Páscoa - Sábado

- por Padre Alexandre Fernandes

SABADO – II SEMANA DA PÁCOA

(Branco, ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Povo resgatado por Deus, proclamai suas maravilhas; ele vos chamou das trevas à sua luz admirável, aleluia!  (1 Pd 2,9).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, por quem fomos remidos e adotados como filhos, velai sobre nós em vosso amor de Pai e concedei aos que crêem no Cristo a liberdade verdadeira e a herança eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: At 6,1-7

 

– Leitura dos Atos dos Apóstolos: 1Naqueles dias, o número dos discípulos tinha aumentado, e os fiéis de origem grega começaram a queixar-se dos fiéis de origem hebraica. Os de origem grega diziam que suas viúvas eram deixadas de lado no atendimento diário. 2Então os Doze Apóstolos reuniram a multidão dos discípulos e disseram: “Não está certo que nós deixemos a pregação da Palavra de Deus para servir às mesas. 3Irmãos, é melhor que escolhais entre vós sete homens de boa fama, repletos do Espírito e de sabedoria, e nós os encarregaremos dessa tarefa. 4Desse modo nós poderemos dedicar-nos inteiramente à oração e ao serviço da Palavra”. 5A proposta agradou a toda a multidão. Então escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo; e também Filipe, Prócoro, Nicanor, Timon, Pármenas e Nicolau de Antioquia, um pagão que seguia a religião dos judeus. 6Eles foram apresentados aos apóstolos, que oraram e impuseram as mãos sobre eles. 7Entretanto, a Palavra do Senhor se espalhava. O número dos discípulos crescia muito em Jerusalém, e grande multidão de sacerdotes judeus aceitava a fé.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 33,1-2.4-5.18-19 (R: 22)

 

– Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos!
R: Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos!

– Ó justos, alegrai-vos no Senhor! Aos retos fica bem glorificá-lo. Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de dez cordas celebrai-o!

R: Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos!

– Pois reta é a palavra do Senhor, e tudo o que ele faz merece fé. Deus ama o direito e a justiça, transborda em toda a terra a sua graça.

R: Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos!

– O Senhor pousa o olhar sobre os que o temem, e que confiam esperando em seu amor, para da morte libertar as suas vidas e alimentá-los quando é tempo de penúria.

R: Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos!
 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Ressurgiu Cristo, ó Senhor, que criou tudo; ele teve compaixão da humanidade.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 6,16-21

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João

– Glória a vós, Senhor!  

 

16Ao cair da tarde, os discípulos desceram ao mar. 17Entraram na barca e foram em direção a Cafarnaum, do outro lado do mar. Já estava escuro, e Jesus ainda não tinha vindo ao encontro deles. 18Soprava um vento forte e o mar estava agitado. 19Os discípulos tinham remado mais ou menos cinco quilômetros, quando enxergaram Jesus, andando sobre as águas e aproximando-se da barca. E ficaram com medo. 20Mas Jesus disse: “Sou eu. Não tenhais medo”. 21Quiseram, então, recolher Jesus na barca, mas imediatamente a barca chegou à margem para onde estavam indo.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

São Floriano

- por Padre Alexandre Fernandes

O mais antigo registro sobre Floriano foi encontrado num documento de doação datado do século VIII, através do qual o presbítero Reginolfo oferecia para a Igreja algumas propriedades de terras, dentre as quais, "as do lugar aonde foi enterrado o precioso mártir Floriano".

 

Floriano viveu na cidade de Mantem, próxima de Kems, Alemanha. Na época, Diocleciano era o imperador e Aquilino, o comandante do exército romano na região do Danúbio, atual Áustria, onde existiam numerosas colônias do Império e vários batalhões de soldados que faziam sua defesa. Floriano era militar em um desses batalhões. 
 

Os legionários romanos cristãos foram muito importantes, porque levaram a fé de Cristo às regiões mais remotas do Império Romano, pagando por essa difusão com a própria vida. Famosos e numerosos foram os mártires que pertenceram a essas legiões, mortos sob a perseguição do imperador Diocleciano no início do século IV. Entre eles encontramos Floriano e seus companheiros. 
 

Diocleciano foi imperador de grande energia, estadista de rara habilidade e inteligência, mas se tornou um fanático inimigo da Igreja. Desencadeou a mais longa e duradoura perseguição contra ela, na intenção de varrer todos os vestígios do cristianismo. Contava, para isso, com a ajuda de seu genro Galério, colega nas armas e no domínio do Império. 
 

Foi dele o decreto que proibia qualquer tipo de culto cristão. Exigia que todos os livros religiosos, começando pela Bíblia Sagrada, fossem queimados e ampliou a perseguição para dentro do seu próprio exército. Os soldados eram obrigados a prestar juramento de fidelidade ao imperador e levar oferendas aos ídolos, sob pena de morte. 
 

Muitos militares recusaram obedecer à ordem do imperador e foram executados. Um deles foi Floriano, acompanhado por mais quarenta companheiros.Eles se apresentaram ao comandante Aquilino, do acampamento de Lorch, Áustria, para comunicar que eram cristãos e que não poderiam servir ao exército do imperador. Por esse motivo foram presos. 
 

Durante o processo de julgamento, nenhum deles renunciou à fé em Cristo. Foram condenados a serem jogados no rio Ens, com uma pedra amarrada no pescoço. A sentença foi executada no dia 4 de maio de 304.

 

O corpo de Floriano foi recolhido por uma senhora cristã, que o sepultou.

No século VIII, sua veneração foi oficialmente introduzida na Igreja pelo Martirológio Romano, que manteve esta data para a festa litúrgica. 
 

No local da sua sepultura construíram um convento beneditino. Mais tarde, passou para os agostinianos, que difundiram a sua memória e a de seus companheiros.

O seu culto se popularizou rapidamente na Áustria e na Alemanha, onde os fiéis recorrem a ele pedindo proteção contra as inundações. Por essa sua tradição com a água, ao longo do tempo são Floriano se tornou o protetor contra os incêndios e padroeiro dos bombeiros.

FONTE: DERRADEIRAS GRAÇAS 

 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Sou eu. Não tenham medo! (Jo 6,16-21)

 

            O discípulo amado escreveu: “No amor não há temor. Antes, o perfeito amor lança fora o temor, porque o temor envolve castigo, e quem teme não é perfeito no amor”. (1Jo 4,18.) Tendo experimentado a presença amorosa de Jesus, João libertou-se do medo; agora, sim, pode dedicar-se ousadamente à sua missão, que envolverá o extremo martírio.

 

            O medo paralisa. É bem verdade que o cenário “ajudava”: noite fechada, a tempestade uivante, as águas revoltas do lago. Quando Jesus se aproxima, caminhando sobre as águas, os discípulos o confundem com um fantasma. São Mateus registra que eles soltavam gritos de terror (cf. Mt 14,26).

 

            Bem, pode acontecer conosco. Podemos ter medo de Deus. Medo de sua presença, de sua “entrada” em nossa vida. Medo de sua Lei. Medo de suas propostas, seu chamados. Medo de ter prejuízos por causa dele. Medo de ter de abrir mão de nossas canoas furadas para subir em sua barca… Medos que só acabarão com a experiência de que somos amados…

 

            Para você, que sente medo, dedico este meu soneto: NA TENDA

 

Esconde-me do mal, Senhor, na palma

Da tua mão direita sempre aberta

A me acolher na hora mais incerta,

Devolvendo o sossego a minha alma!

 

Quando o teu braço poderoso espalma

A destra paternal, tudo se acerta:

Vai-se a angústia mortal que a mente aperta

E a tempestade abrupta já se acalma…

 

Se a dor me vem moer em sua moenda,

Eu corro para o abrigo de tua tenda

E, ali, repouso em paz, sereno e manso…

 

Pode rugir o inferno em fogo e lava,

Pois quanto mais o estrépito se agrava,

À sombra de tuas asas eu descanso!

 

Orai sem cessar: “Salva-nos, Senhor, que perecemos!”

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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