05 de Dezembro de 2020

2a semana do Advento - Ano B Sábado

- por Pe. Alexandre

SABADO DA I SEMANA DO ADVENTO ANO B
(roxo, pref. do Advento I – ofício do dia)

 

Antífona da entrada

– Vinde, Senhor que estais acima dos querubins; mostrai-nos a vossa face e seremos salvos (Sl 79,4.2)

 

Oração do dia

– Ó Deus, que enviastes a este mundo o vosso unigênito para libertar da antiga escravidão o gênero humano, concedei aos que esperam vossa misericórdia chegar a verdadeira liberdade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Is 30, 19-21.23-26

– Leitura do livro do profeta Isaías: Assim fala o Senhor, o santo de Israel: 19Povo de Sião, que habitas em Jerusalém, não terás motivo algum para chorar: ele se comoverá à voz do teu clamor; logo que te ouvir, ele atenderá. 20O Senhor decerto dará a todos o pão da angústia e a água da aflição, não se apartará mais de ti o teu mestre; teus olhos poderão vê-lo 21e teus ouvidos poderão ouvir a palavra de aviso atrás de ti: “o caminho é este para todos, segui por ele”, sem desviar-vos à direita ou à esquerda. 23Ele te dará chuva para a semente que tiveres semeado na terra, e o fruto da terra será abundante e rico; nesse dia, o teu rebanho pastará em vastas pastagens, 24teus bois e os animais que lavram a terra comerão forragem salgada, limpa com pá e peneira. 25Haverá em toda montanha alta e em toda colina elevada arroio de água corrente, num dia em que muitos serão mortos com o desabamento de seus torreões. 26A lua brilhará como a luz do sol e o sol brilhará sete vezes mais, como a luz de sete dias, no dia em que o Senhor curar a ferida de seu povo e fizer sarar a lesão de sua chaga.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 147A, 1-2.3-4.5-6. (R: Is 30,18)

 

– Felizes são aqueles que esperam no Senhor!
R: Felizes são aqueles que esperam no Senhor!

– Louvai o Senhor Deus, porque ele é bom, cantai ao nosso Deus, porque é suave: ele é digno de louvor, ele o merece! O Senhor reconstruiu Jerusalém, e os dis­persos de Israel juntou de novo;

R: Felizes são aqueles que esperam no Senhor!

– Ele conforta os corações despedaçados, ele enfaixa suas feridas e as cura; fixa o número de todas as estrelas e chama a cada uma por seu nome.

R: Felizes são aqueles que esperam no Senhor!

– É grande e onipotente o nosso Deus, seu saber não tem medida nem limites. O Senhor Deus é o amparo dos humildes, mas dobra até o chão os que são ímpios.

R: Felizes são aqueles que esperam no Senhor!

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– É o Senhor o nosso juiz e nosso rei. O Senhor legislador nos salvará

(Is 33,22)

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 9, 35-10, 1.6-8

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.

– Glória a vós, Senhor!

 

– Naquele tempo, 35Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o evangelho do Reino, e curando todo tipo de doença e enfermidade. 36Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: 37“A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!” 10,1E, chamando os seus doze discípulos deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade. Enviou-os com as seguintes recomendações: 6“Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! 7Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. 8Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!”

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

São Sabas

- por Pe. Alexandre

 

 

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

Hoje a Igreja celebra a memória de São Sabas. São Sabas nasceu no ano 439, em Mutalasca, perto de Cesaréia da Capadócia, atual Turquia. Passou alguns anos num mosteiro existente em sua cidade e, em 457, foi para o mosteiro de Passarião, em Jerusalém. Achando que o tipo de vida que levava, não correspondia ao seu desejo de total e absoluta solidão, pediu e obteve permissão para ir viver numa gruta, afastado de tudo, porém com o compromisso de voltar ao mosteiro aos sábados e domingos para o encontro com a comunidade.

Depois de cinco anos fixou-se no vale de Cedron, numa gruta praticamente inacessível onde só se chegava, através de uma escada de cordas. Tudo faz crer que foi exatamente essa escadinha de cordas que revelou seu esconderijo.

Não demorou muito e outros monges, igualmente desejosos dessa experiência de vida, passaram a habitar em grutas semelhantes existentes na região. Foi assim, no vale do Cedron, às portas de Jerusalém, que nasceu a “Grande Laura”, um dos mais originais mosteiros da antigüidade cristã.

Com autoridade e muita paciência, São Sabas governou aquela crescente comunidade de monges, organizando-a segundo as regras da vida monacal fixadas 100 anos antes por São Pacômio. Para que sua autoridade como abade tivesse um ponto de referência na autoridade do bispo, o Patriarca de Jerusalém ordenou-o sacerdote. Apesar de sua preferência pela vida de solidão, São Sabas cumpriu suas funções sacerdotais com desvelo, fundou mosteiros e tomou parte ativa na luta contra o monofisismo, heresia que afirmava que em Cristo só havia a natureza divina.

Sensível ao sofrimento dos menos favorecidos, São Sabas interveio junto ao imperador do Oriente em favor do povo palestino e, em especial em favor dos pequenos comerciantes que viviam oprimidos por pesados impostos. Quando ele morreu, em cinco de dezembro de 532, toda a região quis honrá-lo com esplêndidos funerais. Em Roma, monges gregos dedicaram a ele um mosteiro e uma basílica.

A vida monástica alimenta a Igreja desde tenra idade. Muitos monges e monjas santas ofereceram sua vida para o crescimento da fé. A vida comunitária dos monges era um reflexo da vida dos primeiros cristãos, que tudo deixavam para estar integralmente ao lado de Jesus. Rezemos hoje pelos monges e mojas espalhados pelo mundo afora.

Oremos: Deus de Amor, cuja Providência conduz a história humana, dai-nos receber de Santo Sabas a coragem e a caridade necessárias para levar as pessoas a Boa Nova do Vosso Filho Jesus. Criai em nós um coração puro e um espírito missionário, que responda com fidelidade ao seu chamado de amor.

São Sabas, rogai por nós.
Abençoe-vos o Deus todo Poderoso, Pai, e Filho e Espírito Santo. Amém

Meditação

- por Pe. Alexandre

No dia de curar suas feridas… (Is 30,19-21.23-26)

 

Nós somos uma raça ferida. Desde o Gênesis, quando um arroubo de autossuficiência e soberba levou os primeiros pais à pretensão de “serem como deuses” (cf. Gn 3,5), uma ferida mortal se instalou profundamente no coração do homem. Foi exatamente para curar esta ferida que o Filho de Deus encarnado, nascido de Mulher, aceitou todas as feridas do Calvário. Nosso Deus é um Deus que cura…

O batismo cristão é o primeiro passo para a “terapia” de Deus, ao nos mergulhar no Jordão de sua Vida divina. Tal processo de cura não é automático, mas depende em boa parte da aceitação do próprio paciente, que carrega vida a fora as sequelas dolorosas da primeira vulneração. São as ásperas sequelas do egoísmo, do ódio, do orgulho, do desespero, da avidez sem limites, do hedonismo insaciável.

Piedoso, pacífico, todo misericórdia – em uma palavra: PAI! -, Deus nos dá de presente (o máximo dom!) seu próprio Filho, Jesus Cristo, como nosso médico pessoal. E não o faz de fora para dentro, como os médicos que conhecemos: o Filho entra em nossa carne, tecido célula por célula no ventre sagrado da Virgem Mãe.

Desde então, Ele é um dos nossos: mesma carne, mesmo sangue, mesmas emoções, mesmos sentimentos. Deus e homem verdadeiro. Aquela criança que veremos no Natal, sobre a palha do trigo, estendida no cocho onde os animais lambem o sal, humildemente envolta em faixas, aquela criança é nossa e é de Deus. Ela nos faz entrar na família do Pai, que nos adota para sempre.

Assim, para ser completo, nosso Natal deve ser um verdadeiro tempo de cura. O primeiro passo dessa terapia consiste em acolher amorosamente o dom que o Pai nos faz de seu Filho. Acalentando intimamente o pensamento de que somos filhos, seremos curados do sentimento de solidão, da impressão de abandono, da ilusão de lutar apenas com nossas próprias forças.

O segundo passo desse processo terapêutico significa acolher com idêntico amor os irmãos que – também eles – necessitam de cura e de cuidados. Ao longo da história, muitos já descobriram que só serão curados quando participarem da cura de outros. Perceberam também que nossa filiação divina é a única justificativa para a fraternidade humana. Sem a consciência desta filiação, somos lobos contra lobos.

Afinal, ninguém será curado enquanto não se sentir amado…

29ª Semana do Tempo Comum

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