05 de Fevereiro de 2021

Quarta semana do tempo Comum Sexta-feira

- por Pe. Alexandre

SEXTA FEIRA – SANTA ÁGUEDA VIRGEM E MÁRTIR
(vermelho, pref. Comum ou dos santos, ofício da memória)

 

Antífona da entrada

 

– Vem esposa de Cristo, receber a coroa que o Senhor te preparou para a eternidade.

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, que santa Águeda, virgem e mártir, agradável ao vosso coração pelo mérito da caridade e pela força no martírio, implore vosso perdão em nosso favor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Hb 13,1-8

 

Leitura da carta aos Hebreus: Irmãos, 1perseverai no amor fraterno. 2Não esqueçais a hospitalidade; pois, graças a ela, alguns hospedaram anjos, sem o perceber. 3Lembrai-vos dos prisioneiros, como se estivésseis presos com eles, e dos que são maltratados, pois também vós tendes um corpo! 4O matrimônio seja honrado por todos e o leito conjugal, sem mancha; porque Deus julgará os imorais e adúlteros. 5Que o amor ao dinheiro não inspire a vossa conduta. Con­tentai-vos com o que tendes, porque ele próprio disse: “Eu nunca te deixarei, jamais te abandonarei”. 6De modo que podemos dizer, com ousadia: “O Senhor é meu auxílio, jamais temerei; que poderá fazer-me o homem?” 7Lembrai-vos de vossos dirigentes, que vos pregaram a palavra de Deus, e considerando o fim de sua vida, imitai-lhes a fé. 8Jesus Cristo é o mesmo, ontem e hoje e por toda a eternidade.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 27,1.3.5.8b-9abc (R: 1a)

 

O Senhor é minha luz e salvação!
R: O Senhor é minha luz e salvação!

– O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a Proteção da minha vida; perante quem eu tremerei?

R: O Senhor é minha luz e salvação!

– Se contra mim um exército se armar, não temerá meu coração; se contra mim uma batalha estourar, mesmo assim confiarei.

R: O Senhor é minha luz e salvação!

– Pois um abrigo me dará sob o seu teto nos dias da desgraça; no interior de sua tenda há de esconder-me e proteger-me sobre a rocha.

R: O Senhor é minha luz e salvação!

– Senhor, é vossa face que eu procuro; não me escondais a vossa face! Não afasteis em vossa ira o vosso servo, sois vós o meu auxílio! Não me esqueçais nem me deixeis abandonado.

R: O Senhor é minha luz e salvação!

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Felizes os que observam a palavra do Senhor de reto coração e que produzem muitos frutos, até o fim perseverantes!  (Lc 8,15).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 6, 14-29

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos

– Glória a vós, Senhor!  

 

Naquele tempo, 14o rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome se tinha tornado muito conhecido. Alguns diziam: “João Batista ressuscitou dos mortos. Por isso os poderes agem nesse homem”. 15Outros diziam: “É Elias”. Outros ainda diziam: “É um profeta como um dos profetas”. 16Ouvindo isto, Herodes disse: “Ele é João Batista. Eu mandei cortar a cabeça dele, mas ele ressuscitou!” 17Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher do seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. 18João dizia a Herodes: “Não te é lícito ficar com a mulher do teu irmão”. 19Por isso Hero­díades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. 20Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava. 21Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. 22A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu te darei”. 23E lhe jurou dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. 24Ela saiu e perguntou à mãe: “Que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. 25E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. 26O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. 27Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, 28trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. 29Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

Santa Águeda

- por Pe. Alexandre

Virgem e mártir, Santa Águeda nasceu no século III numa família muito conhecida, em Catânia, na Sicília. Muito cedo, ela discerniu um chamado a Deus consagrando a sua virgindade ao Senhor, seu amado e esposo. A grande santa italiana foi uma jovem de muita coragem vivendo o Santo Evangelho na radicalidade num tempo em que o imperador Décio levantou contra o Cristianismo uma forte perseguição. Aqueles que não renunciassem ao senhorio de Cristo e não O desprezassem eram punidos com muitos sofrimentos até a morte.

Santa Águeda era consagrada ao Senhor, amava a Deus, mas foi pedida em casamento por um outro jovem. Claro, por coerência e por vocação, ela disse ‘não’. Esse jovem, que dizia amá-la, a denunciou às autoridades. Ela foi presa e injustamente condenada. Que terríveis sofrimentos e humilhações!

Ela sempre se expressava com muita transparência e dizia que pertencia a uma família nobre, rica, conhecida, mas tinha honra de servir a Nosso Senhor, o seu Deus. De fato, para os santos, a maior honra e a maior glória é servir ao Senhor.

Entregaram-na a uma mulher tomada pelo pecado, uma velha prostituta para pervertê-la, mas esta não conseguiu, pois o reinado de Cristo se dava no coração de Águeda antes de tudo. Então, novamente, como num gesto de falsa misericórdia, perguntaram-lhe: “Então, o que você escolheu, Águeda, para a salvação?”. “A minha salvação é Cristo”, ela respondeu.

Os santos passaram por muitas dificuldades, mas, em tudo, demonstraram para nós que é possível glorificar a Deus na alegria, na tristeza, na saúde, na dor.

Em 254 foi martirizada e se encontra na eternidade, com seu esposo, Jesus Cristo, a interceder por nós.

Santa Águeda, rogai por nós!

Meditação

- por Pe. Alexandre

Era um homem justo… (Mc 6,14-29)

 

O profeta que apontou o Cordeiro de Deus também morreu como um cordeiro. Vítima inocente, seu martírio parece pouco valorizado entre nós. Talvez por não ser um “despachante” especializado, como aquele santo casamenteiro ou a santa das causas impossíveis. Ele apenas anunciou, denunciou e morreu.

De fato, a justiça incomoda. Não a justiça distributiva propalada pelas democracias, mas aquela Justiça maiúscula que revela a santidade de Deus encarnada em uma pessoa humana. É o caso de João Batista. Sobre ele, reflete Beda, o Venerável [673-735 d.C]:

“O santo precursor do nascimento, da pregação e da morte do Senhor demonstrou, no momento de sua morte, uma coragem digna de atrair os olhares de Deus. Como diz a Escritura, “se ele, aos olhos dos homens, sofreu um castigo, sua esperança era portadora da imortalidade”. (Sb 3,4)

Nós temos razão de celebrar com alegria o nascimento para o céu daquele que fez deste dia um dia solene por sua própria paixão, ilustrando-o com a púrpura de seu sangue. E nós veneramos na alegria espiritual a memória desse homem que selou com o selo de seu martírio o testemunho que ele prestava ao Senhor.

De fato, sem nenhuma dúvida, João Batista sofreu a prisão por nosso Redentor, a quem ele precedia por seu testemunho, e foi por ele que deu sua vida. Se seu perseguidor não lhe pediu para negar o Cristo, mas para calar a verdade, mesmo assim é pelo Cristo que ele morreu.

O próprio Cristo disse: “Eu sou a Verdade”. (Jo 14,6) E como foi pela verdade que João derramou seu sangue, foi também por Cristo. Ao nascer, João testemunhara que Cristo iria nascer; ao pregar, João testemunhava que Cristo iria pregar; ao batizar, que ele iria batizar. E ao sofrer primeiro a paixão, João significava que também Cristo deveria sofrê-la.”

Admiremos ainda mais a figura de João Batista. Todos os santos vieram DEPOIS de Cristo, pisando suas pegadas. João veio ANTES, deixando na areia do tempo as marcas que Jesus Cristo pisaria a seguir. Como precursor (aquele que corre na frente), o Batista aponta e aposta naquele que ainda não havia ressuscitado, em um ato de fé que se antecipa à fé de toda a Igreja.

 

Aquele que batizava com água foi batizado em seu próprio sangue

29ª Semana do Tempo Comum

Utilizamos seus dados para analisar e personalizar nossos conteúdos e anúncios durante a sua navegação em nossa plataforma e em serviços de terceiros parceiros. Ao navegar pelo nosso site, você nos autoriza a coletar tais informações e utilizá-las para estas finalidades. Em caso de dúvidas, acesse nossa Política de Privacidade.