05 de Março de 2021

2a semana da Quaresma Sexta-feira

- por Pe. Alexandre

SEXTA-FEIRA DA II SEMANA DA QUARESMA
(roxo – ofício do dia)

 

Antífona da entrada

– Senhor, a vós recorro, que eu não seja confundido para sempre. Vós me tirais do laço que me armaram, vós sois meu protetor (Sl 30,2.5).

 

Oração do dia

– Concedei-nos, ó Deus todo-poderoso, que, purificados pelo esforço da penitência, cheguemos de coração sincero às festas da Páscoa que se aproximam. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Gn 37, 3-4.12-13.17-28

– Leitura do livro do Gênesis – 3Israel amava mais a José do que a todos os outros filhos, porque lhe tinha nascido na velhice. E por isso mandou fazer para ele uma túnica de mangas longas. 4Vendo os irmãos que o pai o amava mais do que a todos eles, odiavam-no e já não lhe podiam falar pacificamente. 12Ora, como os irmãos de José tinham ido apascentar o rebanho do pai em Siquém, 13adisse Israel a José: “Teus irmãos devem estar com os rebanhos em Siquém. Vem, vou enviar-te a eles”. 17bPartiu, pois, José atrás de seus irmãos e encontrou-os em Dotaim. 18Eles, porém, tendo-o visto ao longe, antes que se aproximasse, tramaram a sua morte. 19Disseram entre si: “Aí vem o sonhador! 20Vamos matá-lo e lançá-lo numa cisterna, depois diremos que um animal feroz o devorou. Assim veremos de que lhe servem os sonhos”. 21Rúben, porém, ouvindo isto, disse-lhes: 22“Não lhe tiremos a vida”! E acrescentou: “Não derrameis sangue, mas lançai-o naquela cisterna do deserto, e não o toqueis com as vossas mãos”. Dizia isto, porque queria livrá-lo das mãos deles e devolvê-lo ao pai. 23Assim que José chegou perto dos irmãos, estes despojaram-no da túnica de mangas longas, pegaram nele 24e lançaram-no numa cisterna que não tinha água. 25Depois, sentaram-se para comer. Levantando os olhos, avistaram uma caravana de ismaelitas, que se aproximava, proveniente de Galaad. Os camelos iam carregados de especiarias, bálsamo e resina, que transportavam para o Egito. 26E Judá disse aos irmãos: “Que proveito teríamos em matar nosso irmão e ocultar o seu sangue? 27É melhor vendê-lo a esses ismaelitas e não manchar nossas mãos, pois ele é nosso irmão e nossa carne”. Concordaram os irmãos com o que dizia. 28Ao passarem os comerciantes madianitas, tiraram José da cisterna, e por vinte moedas de prata o venderam aos ismaelitas: e estes o levaram para o Egito.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 105, 16-17.18-19.20-21 (R: 5a)

 

– Lembrai sempre as maravilhas do Senhor!

R: Lembrai sempre as maravilhas do Senhor!

 

– Mandou vir, então, a fome sobre a terra e os privou de todo pão que os sustentava; um homem enviara à sua frente, José que foi vendido como escravo.

R: Lembrai sempre as maravilhas do Senhor!

 

– Apertaram os seus pés entre grilhões e amarraram seu pescoço com correntes, até que se cumprisse o que previra, e a palavra do Senhor lhe deu razão.

R: Lembrai sempre as maravilhas do Senhor!

 

– Ordenou, então, o rei que o libertassem, o soberano das nações mandou soltá-lo; fez dele o senhor de sua casa, e de todos os seus bens o despenseiro.

R: Lembrai sempre as maravilhas do Senhor!

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 21, 33-43.45-46

 

Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai!

Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai!

 

– Deus o mundo tanto amou, que lhe deu seu próprio Filho, para que todo o que nele crer encontre a vida eterna (Jo 3,16)

 

Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai!

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.

– Glória a vós, Senhor!

 

– Naquele tempo, dirigindo-se Jesus aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo, disse-lhes: 33“Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro. 34Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. 35Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram.36O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma orma. 37Finalmente, o proprietário, enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’. 38Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!’ 39Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram. 40Pois bem, quando o dono da vinha voltar, que fará com esses vinhateiros?” 41Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”. 42Então Jesus lhes disse: “Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?” 43Por isso eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos. 45Os sumos sacerdotes e fariseus ouviram as parábolas de Jesus, e compreenderam que estava falando deles.46Procuraram prendê-lo, mas ficaram com medo das multidões, pois elas consideravam Jesus um profeta.

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

São João José da Cruz

- por Pe. Alexandre

O santo de hoje nasceu no século XVII, e muito cedo descobriu seu chamado a uma consagração total. Pensou na vida sacerdotal, mas percebeu que muitos buscavam o sacerdócio somente para obter honras e dignidades.

João José discerniu melhor, e descobriu que Deus o queria um religioso. Assim, partiu para a vida eremítica, segundo a Ordem de São Pedro de Alcântara. Ele viveu uma vida de oração profunda, se alimentando e dormindo somente o necessário. Recebendo a confiança de seus superiores, foi enviado para Piemonte, em Ávila, para começar um novo mosteiro. E de maneira braçal, iniciou a construção.

Com sua perseverança, a Providência Divina e a ajuda do povo, construiu o mosteiro. Recebeu de Deus o dom dos milagres, e muitos o buscavam. João José da Cruz sempre apresentava o Senhor Jesus e levava o povo à oração.

São João José da Cruz, rogai por nós!

Meditação

- por Pe. Alexandre

A época das colheitas… (Mt 21,33-43.45-46)

 

Nós vivemos no tempo. Humanos, somos seres “históricos”. Depois, além do tempo, virá a eternidade. Por ora, nós ainda temos um tempo (ninguém sabe quanto!) para viver e cumprir a tarefa que nos foi confiada…

Esta duração a que chamamos “tempo” se manifesta em ciclos sucessivos. Assim sobrevêm as estações do ano: primavera, verão, outono, inverno. Chuvas e neves, frio e calor, flores e frutos. Nossos poetas (essa estranha raça movida a lirismo!) não se cansam de recorrer ao ciclo das estações como imagem da própria vida humana: infância, juventude, maturidade, velhice.

Desde que nós inventamos os medidores de tempo, cada vez mais sofisticados – o quadrante solar, a ampulheta, a clepsidra, o relógio mecânico, o atômico – estamos atentos à passagem do tempo e à sucessão das horas. Até mesmo a vida monástica se organizou em torno das “Horas”: matinas e laudes, prima, terça, sexta e noa, vésperas e completas. Toca o sino, cortando o dia e a noite em fatias de orar e laborar. Ora et labora. Enquanto os monges rezam, a vida passa…

É assim também a vida no campo: preparar a terra, semear, deixar crescer e, enfim, colher. Quem não semeia, não colhe. O futuro é feito do passado. “Quem semeia entre lágrimas, há de colher com alegria”, diz o salmista. (Sl 126,5.) E “o que semeia pouco, pouco há de ceifar” (cf. 2Cor 9,6). Mas virá a hora da colheita – diz a parábola de hoje -, quando o Senhor da Terra há de verificar o trabalho que fizemos, à espera de algum retorno para seu investimento em nós.

Nesta expressiva parábola do Evangelho, o fruto do trabalho humano não só é negado ao legítimo Dono, mas até mesmo seu Filho único é morto pelos vinhateiros. Os lavradores da vinha agem como se fossem os senhores da terra. Cometem uma usurpação sem limites. Um gesto de arrogância que clama aos céus. Um misto de rebeldia e rejeição que não ficará sem castigo…

Claro que Jesus Cristo – por acaso o narrador da história e, ao mesmo tempo, o Filho assassinado! – se refere pontualmente à história de seu próprio povo, a quem Deus já se dirigira primeiramente através dos profetas e, na plenitude dos tempos (isto é, na hora da colheita!) através de seu próprio Filho. História de um povo amado, escolhido, privilegiado. Assim como nós…

Estamos diante do terrível mistério da recusa de Deus. Ele se mostra, se oferece, se entrega… e nós o recusamos? Qual será a nossa colheita?

 

29ª Semana do Tempo Comum

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