05 de Setembro de 2019

22ª Semana Comum Quinta-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

QUINTA FEIRA – XXII SEMANA DO TEMPO COMUM

(Verde – ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Tende compaixão de mim, Senhor, clamo por vós o dia inteiro; Senhor, sois bom e clemente, cheio de misericórdia para aqueles que vos invocam

(Sl 85,3.5).

 

Oração do dia

 

– Deus do universo, fonte de todo bem, derramai em nossos corações o vosso amor e estreitai os laços que nos unem convosco para alimentar em nós o que é bom e guardar com solicitude o que nos destes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Cl 1,9-14

 

– Leitura da carta de são Paulo aos Colossenses: Irmãos, 9desde que recebemos essas notícias, não deixamos de rezar insistentemente por vós, para que chegueis a conhecer plenamente a vontade de Deus, com toda a sabedoria e com o discer­ni­mento da luz do Espírito. 10Pois deveis levar uma vida digna do Senhor, para lhe serdes agradáveis em tudo. Deveis produzir frutos em toda boa obra e crescer no conhecimento de Deus, 11animados de muita força, pelo poder de sua glória, de muita paciência e constância. 12Com alegria, dai graças ao Pai, que vos tornou capazes de participar da luz, que é a herança dos santos. 13Ele nos libertou do poder das trevas e nos recebeu no reino de seu Filho amado, 14por quem temos a redenção, o perdão dos pecados.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 98,2-3ab.3cd-4.5-6 (R: 2a)

 

– O Senhor fez conhecer seu poder salvador, perante as nações.
R: O Senhor fez conhecer seu poder salvador, perante as nações.

– O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel.

R: O Senhor fez conhecer seu poder salvador, perante as nações.

– Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!

R: O Senhor fez conhecer seu poder salvador, perante as nações.

– Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa e da cítara suave! Aclamai, com os clarins e as trombetas, ao Senhor, o nosso Rei!

R: O Senhor fez conhecer seu poder salvador, perante as nações.

 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Vinde após mim, diz o Senhor, e eu ensinarei a pescar gente (Mt 4,19).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 5,1-11

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

– Glória a vós, Senhor!   

 

– Naqueles tempo, 1Jesus estava na margem do lago de Ge­nesaré, e a multidão apertava-se a seu redor para ouvir a palavra de Deus. 2Jesus viu duas barcas paradas na margem do lago. Os pescadores haviam desembarcado e lavavam as redes. 3Subindo numa das barcas, que era de Simão, pediu que se afastasse um pouco da margem. Depois sentou-se e, da barca, ensinava as multidões. 4Quando acabou de falar, disse a Simão: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca”. 5Simão respondeu: “Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes”. 6Assim fizeram, e apanharam tamanha quantidade de peixes que as redes se rompiam. 7Então fizeram sinal aos companheiros da outra barca, para que viessem ajudá-los. Eles vieram, e encheram as duas barcas, a ponto de quase afundarem. 8Ao ver aquilo, Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador!” 9É que o espanto se apoderara de Simão e de todos os seus companheiros, por causa da pesca que acabavam de fazer. 10Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão, também ficaram espantados. Jesus, porém, disse a Simão: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens”. 11Então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo e seguiram a Jesus.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

Santa Teresa de Calcutá

- por Padre Alexandre Fernandes

Santa Teresa de Calcutá dedicou toda sua vida aos mais pobres dos pobres

“Qualquer ato de amor, por menor que seja, é um trabalho pela paz”.  Mais do que falar e escrever, Santa Teresa de Calcutá viveu este seu pensamento.

Nascida no dia 27 de agosto de 1910 em Skopje, na Albânia, foi batizada um dia depois de nascer. A sua família pertencia à minoria albanesa que vivia no sul da antiga Iugoslávia. Seu verdadeiro nome era Agnes Gonxha Bojaxhiu.

Pouco se sabe sobre sua infância, adolescência e juventude, porque ela não gostava de falar de si mesma. Aos dezoito anos, sentiu o chamado de consagrar-se totalmente a Deus na vida religiosa. Obtido o consentimento dos pais, e por indicação do sacerdote que a orientava, no dia 29 de setembro de 1928, ingressou na Casa Mãe das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, situada na Irlanda.

O seu sonho, no entanto, era o trabalho missionário com os pobres na Índia. Cientes disso, suas superioras a enviaram para fazer o noviciado já no campo do apostolado. Agnes então partiu para a Índia e, no dia 24 de maio de 1931, fez a profissão religiosa tomando o nome de Teresa. Houve na escolha deste nome uma intenção, como ela própria dissera: a de se parecer com Teresa de Jesus, a humilde carmelita de Lisieux.

Foi transferida para Calcutá, onde seguiu a carreira docente e, embora vivesse cercada de meninas filhas das famílias mais tradicionais de Calcutá, impressionava-se com o que via ao sair às ruas: os bairros pobres da cidade cheios de crianças, mulheres e idosos cercados pela miséria, pela fome e por inúmeras doenças.

No dia 10 de setembro de 1946, dia que ficou marcado na história das Missionárias da Caridade – congregação fundada por Madre Teresa – como o “Dia da Inspiração”, durante uma viagem de trem ao noviciado do Himalaia, Madre Teresa deparou com um irmão pobre de rua que lhe disse: “Tenho sede!”. A partir disso, ela afirmou ter tido a clareza de sua missão: dedicar toda sua vida aos mais pobres dos pobres.

Após um tempo de discernimento, com o auxílio do Arcebispo de Calcutá e de sua madre superiora, ela saiu de sua antiga congregação para dar início ao trabalho missionário nas ruas de Calcutá. Começou por reunir um grupo de cinco crianças, num bairro pobre, aos quais começou a ensinar numa escola improvisada. Pouco a pouco, o grupo foi crescendo. Dez dias depois, eram cerca de cinquenta crianças.

O início foi muito desafiador e exigente, mas Deus foi abençoando sua obra e as vocações começaram a surgir entre suas antigas alunas. Em 1949, Madre Teresa começou a escrever as constituições das Missionárias da Caridade e, no dia 7 de outubro de 1950, a congregação fundada por ela foi aprovada pela Santa Sé, expandindo-se por toda a Índia e pelo mundo inteiro anos mais tarde.

No ano de 1979 recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Neste mesmo ano, o Papa João Paulo II a recebeu em audiência privada e a tornou sua melhor “embaixadora” em todas as nações, fóruns e assembléias de todo o mundo.

Com saúde debilitada e após uma vida inteira de amor e doação aos excluídos e abandonados – reconhecida e admirada por líderes de outras religiões, presidentes, universidades e até mesmo por alguns países submetidos ao marxismo – Madre Teresa foi encontrar-se com o Senhor de sua vida e missão no dia 5 de setembro de 1997. Sua despedida atraiu e comoveu milhares de pessoas de todo o mundo durante vários dias.

Foi beatificada pelo Papa João Paulo II no dia 19 de outubro de 2003, Dia Mundial das Missões.

No dia 04 de setembro de 2016, foi canonizada pelo Papa Francisco. A canonização da missionária foi decidida após a Igreja Católica ter aprovado seu segundo milagre, a “cura extraordinária” de um brasileiro.

Santa Teresa de Calcutá, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova 

 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

E não pegamos nada… (Lc 5,1-11)

 

            Uma cena à beira do Lago de Genesaré, naquela terra tão árida onde um lago é chamado de mar: o Mar da Galileia. Era de manhã, os pescadores lavavam as redes. Haviam passado a noite escura sem nada pescar. Eles têm a barca vazia, as redes vazias, as mãos vazias… Fracasso total!

 

            Ora, não é assim que Deus vê os nossos fracassos. Ele acha no fracasso a oportunidade da grande virada em nossa vida. Se a pesca noturna tivesse sido abundante, Simão Pedro e seus companheiros estariam muito ocupados naquela manhã. Deviam separar os peixes por espécie, encher os cestos, levá-los ao mercado, buscar pelos fregueses. Como nada pescaram, estavam livres. Disponíveis. Abertos ao convite. E veio o convite. Ou melhor: um imperativo: “Avança mais para o fundo… Lançai vossas redes!”

 

            Claro, antes da ordem que o carpinteiro dirige aos pescadores, Jesus subira na barca e ensinara o povo ali reunido. Podemos imaginar a sonoridade de suas palavras com o grito das gaivotas ao fundo? Podemos notar os olhos e ouvidos atentos às lições do Mestre? Podemos perceber como os pescadores se sentem fisgados pelas palavras de Jesus?

 

            Pois foi assim, previamente apanhados nas redes da Boa Nova, que os futuros apóstolos apostaram na ordem de Jesus. E lançaram as redes. E a inédita quantidade de peixes assombrou os donos das duas barcas que ameaçavam afundar com o peso.

 

            Não admira que Simão Pedro se ajoelhe: “Afasta-te de mim, Senhor, que eu sou um homem pecador!” Ele sabe agora que está na presença de um poder que os humanos desconhecem. É a reação do humano diante do sagrado. Depois deste momento de assombro, nada mais deve espantar o velho pescador… Afinal, ele está diante daquele “que fez os mares” (Sl 94,5).

 

            Os discípulos deverão enfrentar outros mares. Há outras pescarias à espera deles. Nem sempre a rede subirá com peixes, mas eles descobriram em Jesus um oceano sem fundo, sem margens, sem fim. E nele decidem se afogar…

 

            Os tempos passaram, mas Jesus permanece o mesmo. Ainda é ele quem se aproxima de nossas praias – de nosso escritório, de nossa sala de aula, de nossa oficina – para dizer: “Vai mais fundo!” Ele não quer que nos contentemos com águas rasas, onde a colheita é pobre. Ele sabe que podemos conseguir muito mais.

 

            Seríamos capazes de repetir com Pedro? – “Senhor, trabalhamos a noite inteira e não pegamos nada; mas por causa de tua Palavra lançarei a rede!”

 

Orai sem cessar: “Entrega ao Senhor o teu futuro, confia nele!” (Sl 37,5)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

18ª Semana do Tempo Comum