06 de Janeiro de 2021

Epifania do Senhor- Quarta-feira

- por Pe. Alexandre

QUARTA FEIRA – DEPOIS DA EPIFANIA
(branco, pref. da Epifania ou do Natal- ofício do dia)

 

Antífona da entrada

– O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; para ao que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu (Is 9, 2).

 

Oração do dia

– Ó Deus, luz de todas as nações, concedei aos povos da terra viver em perene paz e fazei resplandecer em nossos corações aquela luz admirável que vimos despontar no povo da antiga aliança. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: 1 Jo 4, 11-18

– Leitura da primeira carta de são João – 11Caríssimos: se Deus nos amou assim, nós também devemos amar-nos uns aos outros. 12Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece conosco e seu amor é plenamente realizado em nós. 13A prova de que permanecemos com ele, e ele conosco, é que ele nos deu o seu Espírito. 14E nós vimos e damos testemunho, que o Pai enviou seu Filho como Salvador do mundo. 15Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece com ele, e ele com Deus. 16E nós conhecemos o amor que Deus tem para conosco, e acreditamos nele. Deus é amor: quem permanece no amor, permanece com Deus, e Deus permanece com ele. 17Nisto se realiza plenamente o seu amor para conosco: em nós termos plena confiança no dia do julgamento, porque, tal como Jesus, nós somos neste mundo. 18No amor não há temor. Ao contrário, o perfeito amor lança fora o temor, pois o temor implica castigo, e aquele que teme não chegou à perfeição do amor.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 72, 1-2.10-11.12-13 (R: 11)

 

– As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!
R: As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!

– Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres.

R: As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!

 

– Os reis de Társis e das ilhas hão de vir e oferecer-lhe seus presentes e seus dons; e também os reis de Seba e de Sabá hão de trazer-lhe oferendas e tributos. Os reis de toda a terra hão de adorá-lo e de todas as nações hão de servi-lo.

R: As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!

– Libertará o indigente que suplica, e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. Terá pena do indigente e do infeliz, e a vida dos humildes salvará.

R: As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Louvai o Senhor Jesus, todos os povos, aceito pela fé no mundo inteiro!

(1 Tm 3,16).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 6, 45-52

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.

– Glória a vós, Senhor!  


– Depois de saciar os cinco mil homens, 45Jesus obrigou os discípulos a entrarem na barca e irem na frente para Betsaida, na outra margem, enquanto ele despedia a multidão. 46Logo depois de se despedir deles, subiu ao monte para rezar. 47Ao anoitecer, a barca estava no meio do mar e Jesus sozinho em terra. 48Ele viu os discípulos cansados de remar, porque o vento era contrário. Então, pelas três da madrugada, Jesus foi até eles andando sobre as águas, e queria passar na frente deles. 49Quando os discípulos o viram andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e começaram a gritar. 50Com efeito, todos o tinham visto e ficaram assustados. Mas Jesus logo falou: “Coragem, sou eu! Não tenhais medo!” 51Então subiu com eles na barca, e o vento cessou. Mas os discípulos ficaram ainda mais espantados, 52porque não tinham compreendido nada a respeito dos pães. O coração deles estava endurecido.

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

Epifania do Senhor

- por Pe. Alexandre

 

 

Epifania do Senhor

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém

Hoje a Igreja celebra a solenidade da Epifania do Senhor, também chamada na antigüidade Teofania ou Festa da iluminação, nasceu nos primeiros séculos do cristianismo, no Oriente, e chegou a ser universal já no século IV. Desde as suas origens foi celebrada no dia 6 de janeiro. No Brasil, comemora-se no domingo depois de 6 de janeiro.

Epifania significa precisamente manifestação. Nesta festa – uma das mais antigas –, celebramos a universalidade da Redenção. Os habitantes de Jerusalém que neste dia viram os Magos chegarem pela rota do Oriente.

Os Magos, em quem se encontram representadas todas as raças e nações, chegaram ao fim da sua longa caminhada. São homens com sede de Deus, que deixaram de lado a comodidade, os bens terrenos e as satisfações pessoais para adorar a Deus. Deixaram-se guiar por um sinal externo, por uma estrela que talvez brilhasse com um fulgor diferente, uma estrela “mais clara e mais brilhante que as outras, e de tal modo, que atraía os olhos e o coração de todos os que a contemplavam, para mostrar que não podia carecer de significado uma coisa tão maravilhosa”

Eram homens dedicados ao estudo do firmamento, acostumados a contemplá-lo em busca de sinais. Vimos a sua estrela no Oriente, dizem, e viemos adorá-lo. Talvez houvesse chegado até eles a esperança messiânica dos judeus da Diáspora, mas devemos pensar que foram ao mesmo tempo iluminados por uma graça interior que os fez levantar-se e pôr-se a caminho. Quem os guiou – comenta São Bernardo – também os instruiu; e quem os advertiu externamente, por meio de uma estrela, foi o mesmo que os iluminou no íntimo do coração.

A SOLENIDADE DA EPIFANIA anima-nos a renovar o espírito apostólico que o Senhor semeou no nosso coração. Esta festa foi considerada desde o princípio como a primeira manifestação de Cristo a todos os povos.

Não nos aproximemos hoje de Jesus de mãos vazias. Ele não precisa dos nossos dons, pois é Dono de tudo o que existe, mas pede-nos um coração generoso. Hoje pomos à sua disposição o ouro puro da caridade: ao menos o desejo de amá-lo mais e de tratar melhor a todos; o incenso das orações e das boas obras convertidas em oração; a mirra dos nossos sacrifícios que, unidos ao Sacrifício da Cruz, nos convertem em corredentores com Ele.

É hora também de pedirmos alguma coisa aos Reis Magos – porque são santos e podem, portanto, interceder por nós no Céu –, não lhes pediremos ouro, incenso e mirra, mas que nos ensinem o caminho que leva a Jesus, e forças e humildade para não desfalecermos neste propósito de vida, que é o que mais importa.

Abençoe-vos Deus todo poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Meditação

- por Pe. Alexandre

Caminhando sobre as águas… (Mc 6,45-52)

 

Sobre o lago, noite escura, apenas os Doze Apóstolos são testemunhas de que Jesus caminhou sobre as águas. Ninguém mais viu sua caminhada. Jean Valette, pastor da Igreja Reformada na França, fala sobre esta marcha:

“Ela não aconteceu diante dos fariseus que esperavam este gênero de demonstração para crerem, ou seja, para serem dispensado da fé. Ela ocorreu diante dos discípulos que, ao seguirem Jesus, deram o primeiro passo da fé sem nenhuma garantia. Esta caminhada interpela homens cuja fé ainda está quase toda reduzida ao amor que eles têm pelo Mestre, no qual essa fé precisa ser iluminada. Eles ainda não sabem a Quem estão seguindo. E como o amor é essencial, Jesus procura esclarecer sua fé dando-lhes sinais.”

Os racionalistas exigem provas. Não vão entrar no barco antes de terem comprovações palpáveis. Mas Jesus não dá provas a ninguém. Apenas sinaliza… Valette prossegue:

 

“Sinais, e não provas. A prova logo convence, pois obriga o homem a um gênero de fé que é apenas a submissão a uma evidência exterior. Porém, como ela não exige nenhuma participação do homem, nada saberia modificar nele a não ser suas crenças. Já o sinal é mais lento para penetrar, pois exige uma adesão pela qual o homem se acha interiormente transformado. Essa lentidão se manifesta nas dificuldades que os discípulos têm para crer.”

Basta o milagre para nós creiamos? Seria a “prova” definitiva? Judas também estava na barca e…

Eis que as potências do mar se dobram diante da palavra e do gesto de Jesus Cristo. Ele domina os poderes demoníacos que habitam o oceano, sempre dispostas a reconduzir o caos inicial, anterior à ordem da Criação. E aqui temos o sinal da chegada do Reino de Deus: “é simultaneamente a vitória de Deus sobre as forças hostis desencadeadas na Criação e a utilização das realidades criadas para a salvação do homem”.

Juntamente com o sinal, o Mestre orienta seus seguidores aterrorizados pelo espetáculo da natureza hostil: “Não tenham medo!” Desde as origens o homem teve medo diante do fragor da tempestade, da fúria do vento, da voracidade das enchentes, do segredo da floresta, do mistério das cavernas. O mesmo medo que o levou a inventar rituais para dominar os “espíritos” da natureza, a pintar animais nas grutas, a sacrificar crianças aos deuses sangrentos.

E Jesus, que domina a natureza e a pacifica, vem repetir: “Não tenham medo!” A ignorância e a superstição podem elevar o homem a confundir Deus com o misterioso, o indeterminado. Deus pode ser associado a um fantasma e às imagens ameaçadoras do próprio inconsciente. Mais dia, menos dia, seremos chamados a caminhar sobre as águas. O medo tentará impedir-nos. A fé nos mostrará o caminho…

 

29ª Semana do Tempo Comum

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