07 de Fevereiro de 2019

4ª Semana do Tempo Comum - Quinta-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

QUINTA FEIRA DA IV SEMANA DO TEMPO COMUM

(verde, ofício do dia)

                            

Antífona da entrada

 

Salvai-nos, Senhor nosso Deus, reuni vossos filhos dispersos pelo mundo, para que celebremos o vosso santo nome e nos gloriemos em vosso louvor

 (Sl 105, 47).

 

Oração do dia

– Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo coração e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura: Hb 12,18-19.21-24

 

– Leitura da carta aos Hebreus: Irmãos, 18vós não vos aproxi­mastes de uma realidade palpável: “fogo ardente e escuridão, trevas e tempestade, 19som da trombeta e voz poderosa”, que os ouvintes suplicaram não continuasse. 21Eles ficaram tão espantados com esse espetáculo, que Moisés disse: “Estou apavorado e com medo”. 22Mas vós vos aproximastes do monte Sião e da cidade do Deus vivo, a Jerusalém celeste; da reunião festiva de milhões de anjos; 23da assembleia dos primo­gênitos, cujos nomes estão escritos nos céus; de Deus, o juiz de todos; dos espíritos dos justos, que chegaram à perfeição; 24de Jesus, mediador da nova aliança, e da aspersão do sangue mais eloquente que o de Abel.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 48,2-3a.3b-4.9.10-11 (R: 10)

 

– Recordamos, ó Senhor, vossa bondade em meio ao vosso templo.
R: Recordamos, ó Senhor, vossa bondade em meio ao vosso templo.

– Grande é o Senhor e muito digno de louvores na cidade onde ele mora; seu Monte santo, esta colina encantadora, é a alegria do universo.

R: Recordamos, ó Senhor, vossa bondade em meio ao vosso templo.

– Monte Sião, no extremo norte situado, és a mansão do grande Rei! Deus revelou-se em suas fortes cidadelas um refúgio poderoso.

R: Recordamos, ó Senhor, vossa bondade em meio ao vosso templo.

– Como ouvimos dos antigos, contemplamos: Deus habita esta cidade, a cidade do Senhor onipotente, que ele a guarde eternamente!

R: Recordamos, ó Senhor, vossa bondade em meio ao vosso templo.

– Recordamos, Senhor Deus, vossa bondade em meio ao vosso templo; com vosso nome vai também vosso louvor aos confins de toda a terra.

R: Recordamos, ó Senhor, vossa bondade em meio ao vosso templo.

 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

 – Convertei-vos e crede no evangelho, pois o reino de Deus está chegando! (Mc 1,15)

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 6, 7-13

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos

– Glória a vós, Senhor!   

 

– Naquele tempo, 7Jesus chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. 8Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. 9Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. 10E Jesus disse ainda: “Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. 11Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!” 12Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. 13Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

São Ricardo

- por Padre Alexandre Fernandes

São Ricardo, exemplo de santidade para todos que estavam a sua volta

Nasceu na Inglaterra, no século VII e teve três filhos que também foram reconhecidos pela Igreja como santos. Ao descobrir a sua vocação para a vida matrimonial, quis ser santo, mas também quis que seus filhos o fossem, formando uma família santa para Deus. Ele fez, diariamente, a sua opção, porque a santidade passa pela adesão da nossa liberdade. Somos livres, somos todos chamados a canalizar a nossa liberdade para Deus, o autor da verdadeira liberdade.

O santo inglês quis fazer uma peregrinação juntamente com os seus filhos chamados Winebaldo, Wilibaldo e Walberga. Mas, ao saírem da Inglaterra rumo à Terra Santa, passaram por Luca, norte da África, onde São Ricardo adoeceu gravemente e faleceu no ano de 722. Para os filhos, ficou o testemunho, a alegria do pai, a doação, o homem que em tudo buscou a santidade; não apenas para si, mas para os outros e para seus filhos. São Bonifácio, parente muito próximo, convocou os filhos de São Ricardo para a evangelização na Germânia. Que linda contribuição! Walberga tornou-se abadessa; Wilibaldo, Bispo e Winebaldo fundou um mosteiro. Todos eles, como o pai, viveram a santidade.

São Ricardo foi santo no seu tempo. De família nobre, viveu uma nobreza interior, que precisa ser a de todos os cristãos; aquela que muitos podem nem perceber, mas que Deus está vendo. Os frutos mais próximos que podemos perceber na vida desse santo são seus filhos que, assim como o pai, também foram santos. Ele quis ser santo e batalhou para sê-lo como Nosso Senhor Jesus Cristo foi, é e continuará sendo. Sejamos santos.

São Ricardo, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Poder sobre os espíritos imundos… (Mc 6,7-13)

 

            O caráter agônico da missão de Jesus transparece em seus combates contra a doença (lepra, paralisia), contra males congênitos (surdez, cegueira), contra a própria morte (ver a reanimação de Lázaro), mas acima de tudo se manifesta na libertação das pessoas que estavam sob a opressão do Maligno.

 

            O próprio Jesus combateu diretamente os demônios que tentavam desviá-lo de sua missão, como na tentação no deserto e em sua agonia, no Getsêmani (cf. Lc 4,1-13; Mc 14,32-42). A esse respeito, a Bíblia de Navarra comenta: “A vitória sobre o espírito imundo, nome que se dava correntemente ao demônio, é um sinal claro de que chegou a salvação divina: Jesus, ao vencer o Maligno, revela-se como o Messias, o Salvador, com um poder superior ao dos demônios.”

 

            Inimigo de Deus, o demônio tenta atingi-lo indiretamente, afastando de sua amizade as suas criaturas humanas. Ao lado da sociedade ímpia e da natureza humana decaída, a ação demoníaca constitui-se em obstáculo à nossa salvação. O dom do discernimento dos espíritos permite reconhecer as moções e iniciativas do Maligno contra nossa santificação.

 

            A mentalidade racionalista pretende negar a existência do demônio, sob a alegação de superstição e empréstimo de antigas mitologias, ou reduz o Inimigo a uma simples “ausência do bem”, uma ineficiência. O magistério da Igreja, porém, com base na própria Escritura, reconhece sua existência. Paulo VI foi muito explícito neste ponto, falando do Maligno como uma “eficiência”, um “ser pessoal”.

 

            Há dois erros graves neste particular. E ambos facilitam a ação destrutiva do Maligno: 1) negar sua existência; 2) ver sua presença em tudo, elevando-o à categoria de autêntico “deus do mal”, em clima de evidente maniqueísmo. Certos grupos de cristãos vivem em clima de demonismo, como se o poder de Deus não lhe fosse infinitamente superior.

 

            No Evangelho de hoje, os Apóstolos são enviados em missão e dotados do mesmo poder que Jesus manifestava, sujeitando os espíritos imundos ao Nome de Jesus. Aprendemos, assim, que Deus é fiel e nunca nos confiará qualquer missão sem nos dar a assistência do Espírito Santo. E, sinergia com Ele, seremos vitoriosos contra o Mal.

 

Orai sem cessar: “Senhor, tu és o meu refúgio!” (Sl 91,9)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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