07 de Junho de 2020

10a Semana comum Domingo

- por Pe. Alexandre

DOMINGO – SANTÍSSIMA TRINDADE
(Branco, glória creio, prefácio próprio – Ofício da solenidade)

 

Antífona da entrada

– Bendito seja Deus Pai, bendito o Filho unigênito e bendito o Espírito Santo. Deus foi misericordioso para conosco.

 

Oração do dia

– Ó Deus, nosso Pai, enviando ao mundo a palavra da verdade e o Espírito santificador, revelastes o vosso inefável mistério. Fazei que professando a verdadeira fé, reconheçamos a glória da trindade e adoremos a Unidade onipotente. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Ex 34,4b-6.8-9

 

– Leitura do livro do Êxodo: Naqueles dias: 4bMoisés levantou-se, quando ainda era noite, e subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe havia mandado, levando consigo as duas tábuas de pedra. 5O Senhor desceu na nuvem e permaneceu com Moisés, e este invocou o nome do Senhor. 6Enquanto o Senhor passava diante dele, Moisés gritou: “Senhor, Senhor! Deus misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel”.8Imediatamente, Moisés curvou-se até o chão 9e, prostrado por terra, disse: “Senhor, se é verdade que gozo de teu favor, peço-te, caminha conosco; embora este seja um povo de cabeça dura, perdoa nossas culpas e nossos pecados e acolhe-nos como propriedade tua”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl (Dn) 3,52-53.54.55-56 (R: 52b)

 

– A vós louvor, honra e glória eternamente!
R: A vós louvor, honra e glória eternamente!

– Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais.
R: A vós louvor, honra e glória eternamente!

– Sede bendito, nome santo e glorioso.
R: A vós louvor, honra e glória eternamente!

– No templo santo onde refulge a vossa glória.
R: A vós louvor, honra e glória eternamente!

– E em vosso trono de poder vitorioso.
R: A vós louvor, honra e glória eternamente!

– Sede bendito, que sondais as profundezas
R: A vós louvor, honra e glória eternamente!

– E superior aos querubins vos assentais.
R: A vós louvor, honra e glória eternamente!

– Sede bendito no celeste firmamento.
R: A vós louvor, honra e glória eternamente!

2ª Leitura: 2Cor 13,11-13

– Leitura da segunda carta de são Paulo aos Coríntios: 11Irmãos: Alegrai-vos, trabalhai no vosso aperfeiçoamento, encorajai-vos, cultivai a concórdia, vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco. 12Saudai-vos uns aos outros com o beijo santo. Todos os santos vos saúdam. 13A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

– Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito divino, ao Deus que é, que era e que vem, pelos séculos. Amém (Ap 1,8)

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 3,16-18

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João

– Glória a vós, Senhor!   

 

16Deus tanto amou o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18Quem nele crê, não é condenado, mas quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito.

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

 

Santo Antônio Maria Gianelli

- por Pe. Alexandre

Antônio Maria Gianelli nasceu, no dia 12 de abril de 1789, em Cereta, Itália. Seus pais eram pobres agricultores e não tinham meios para que o filho continuasse seus estudos. Todavia, uma senhora chamada Nicoletta Assereto, dona das terras que eles cultivavam, custeou os estudos do jovem, que pôde frequentar como aluno externo as aulas do seminário e, depois, entrar e ordenar-se em 1812.

Nomeado vigário de São Mateus em Gênova, inscreveu-se na Congregação dos Missionários Suburbanos, fundada em 1773, para se dedicar às pregações populares. Além disso, ensinou retórica, por uma dezena de anos, no colégio de Carcare e, depois, no seminário de Gênova.

Era membro da diretoria da sociedade econômica, que mantinha um asilo de caridade e trabalho para órfãos, por isso, convidou um grupo de senhoras para ajudar neste asilo e, assim, nasceu o Instituto das Filhas de Maria do Horto.

Desempenhou as funções episcopais com muito zelo apostólico, visitando todas as paróquias da diocese. Morreu, em Piacenza, em 7 de junho de 1846. Foi beatificado por Pio XI, em 1925, e canonizado por Pio XII 1951.

Santo Antônio Maria Gianelli, rogai por nós!

Meditação

- por Pe. Alexandre

Tanto Deus amou… (Jo 3,16-18)

            É na escuridão da noite que Jesus acende um facho luminoso no coração de Nicodemos. Este já ultrapassou a fase das perguntas e apenas escuta. Vai receber a suprema revelação do amor de Deus pelos homens: um amor que chegou ao ponto extremo de “entregar” seu Unigênito ao mundo…

Comenta Claude Rault: “Jesus nos faz entrar em sua intimidade com Deus Pai e nos revela que Deus Pai tudo doou por amor. Nosso Deus não é um Deus que toma. Ele é um Deus que doa. Que se doa através de Jesus”.

Quem ainda não fez esta descoberta continuará tentando “comprar” de Deus migalhas de um amor que ele mesmo faz questão de distribuir grátis, por graça. Insistirá em lançar “iscas” para atrair a condescendência divina. E permanecerá vivendo uma religião de escravo e patrão, em vez de uma relação de filho e Pai.

Se o próprio Filho se despoja voluntariamente para assumir nossa carne, é para quebrar em definitivo a última barreira que mantivesse à distância o amor do Pai. Homem entre humanos, Jesus se faz ponte, contato, carne de nossa carne.

Reflete Jean d’Ormesson: “O golpe de gênio do cristianismo, o que o distingue de todas as outras religiões, é a Encarnação. Deus se faz homem. O Filho do Homem é Deus e, de certa maneira, o homem torna-se Deus… Deus não pode ser conhecido, mas Jesus pode ser amado. O saber impossível mudou-se em amor”.

Quando as múltiplas expressões do mal ou os desastres naturais agridem homens e mulheres, sempre surge alguém para perguntar por que Deus permite tanto sofrimento. E não percebem que Deus se fez frágil e sofre conosco, em nossa própria carne, desde a cruz do Calvário. Após a Encarnação, nada de humano é estranho a Deus.

Marthe Robin fez essa descoberta: “Depois de anos de angústias, de pecado, de profundos desânimos, depois de tantas provações psíquicas e morais, eu ousei, eu escolhi como Senhor, como modelo único e perfeito, o Cristo Jesus, Ele, o Verbo encarnado, o Cordeiro Salvador do mundo. […] Antes desse dia, eu não sabia o que era a comunhão espiritual, mas nesse dia abençoado tive o conhecimento dessa imensa e infinita doçura: o coração de Jesus palpitou em meu coração”.

 

26ª Semana do Tempo Comum