07 de Setembro de 2019

22ª Semana Comum Sábado

- por Padre Alexandre Fernandes

SABADO – XXII SEMANA DO TEMPO COMUM

(Verde – ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Tende compaixão de mim, Senhor, clamo por vós o dia inteiro; Senhor, sois bom e clemente, cheio de misericórdia para aqueles que vos invocam

(Sl 85,3.5).

 

Oração do dia

 

– Deus do universo, fonte de todo bem, derramai em nossos corações o vosso amor e estreitai os laços que nos unem convosco para alimentar em nós o que é bom e guardar com solicitude o que nos destes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Cl 1,21-23

 

– Leitura da carta de são Paulo aos Colossenses: Irmãos, 21e vós, que outrora éreis estrangeiros e inimigos pelas manifestas más obras, 22eis que agora Cristo vos reconciliou pela morte que sofreu no seu corpo mortal, para vos apresentar como santos, imaculados, irrepreensíveis diante de si. 23Mas é necessário que permaneçais inabaláveis e firmes na fé, sem vos afastardes da esperança que vos dá o evangelho, que ouvistes, que foi anunciado a toda criatura debaixo do céu e do qual eu, Paulo, me tornei ministro.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 54,3-4.6.8 (R: 6a)

 

– Quem me protege e me ampara é meu Deus.
R: Quem me protege e me ampara é meu Deus.

– Por vosso nome, salvai-me, Senhor; e dai-me a vossa justiça! Ó meu Deus, atendei minha prece e escutai as palavras que eu digo!

R: Quem me protege e me ampara é meu Deus.

– Quem me protege e me ampara é meu Deus; é o Senhor quem sustenta minha vida! Quero ofertar-vos o meu sacrifício de coração e com muita alegria; quero louvar, ó Senhor, vosso nome, quero cantar vosso nome que é bom!

R: Quem me protege e me ampara é meu Deus.

 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Eu sou o caminho, a verdade e a vida: ninguém vem ao Pai, senão por mim (Jo 14,6).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 6,1-5

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

– Glória a vós, Senhor!   

 

1Num sábado, Jesus estava passando através de plantações de trigo. Seus discípulos arrancavam e comiam as espigas, debulhando-as com as mãos. 2Então alguns fariseus disseram: “Por que fazeis o que não é permitido em dia de sábado?” 3Jesus respondeu-lhes: “Acaso vós não lestes o que Davi e seus companheiros fizeram, quando estavam sentindo fome? 4Davi entrou na casa de Deus, pegou dos pães oferecidos a Deus e os comeu, e ainda por cima os deu a seus companheiros. No entanto, só os sacerdotes podem comer desses pães”. 5E Jesus acrescentou: “O Filho do Homem é senhor também do sábado”.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

Beato Vicente de Santo Antônio

- por Padre Alexandre Fernandes

Beato Vicente de Santo Antônio pregou a Boa Nova e administrou os sacramentos

Nasceu em Algarve (Portugal) no Castelo de Albufeira, em 1590. Seus pais, Antônio Simões e Catarina Pereira, educaram-no na piedade e bons costumes e, passada a infância, enviaram-no para Lisboa onde, depois de ter revelado um talento multiforme ao longo da carreira eclesiástica, foi ordenado sacerdote aos 27 anos.

Quatro anos depois, em 1621, já estava no México, onde entrou na Ordem de Santo Agostinho. Feita a profissão, sentiu o desejo de ser missionário em terras japonesas, o que ocorreu em 1923.

Estando no Japão, Vicente mudou de traje e de nome, fazendo-se caixeiro ambulante pelas ruas de Nagasaki para poder entrar nas casas e introduzir-se nas famílias, onde converte os gentis e consola e encoraja os cristãos perseguidos. Durante anos, trabalhou na catequese, pregando a Boa Nova e administrando os Sacramentos.

Em 1629, Vicente foi descoberto e preso. Tentando fazer com que Vicente renegasse sua fé em Cristo e não obtendo êxito, seus algozes o submeteram a cinco banhos consecutivos de água a ferver até ser martirizado pelo tormento do fogo.

Beato Vicente de Santo Antônio, rogai por nós!

 

FONTE: Canção Nova 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Iam colhendo as espigas… (Lc 6,1-5)

 

            Era sábado. O dia da parada. O dia em que o próprio Senhor Yahweh havia descansado. No shabbat, o trabalho era interdito. O infrator estava sujeito à pena da lapidação. Estando em viagem, Jesus e seus discípulos passam por um trigal e debulham espigas maduras, comendo os grãos de trigo. Sua atitude é apontada pelos fariseus como infração da Lei mosaica.

 

            A rigor, não era bem assim. A própria Lei antiga previa que os viajantes pudessem matar sua fome com aquilo que encontrassem pelo caminho (cf. Dt 23,26 – TEB), tal como a Igreja sempre dispensou do jejum obrigatório quem estivesse em viagem. É importante notar que mesmo a Lei antiga manifestava um olhar de misericórdia para com o estrangeiro, os mendigos e os andarilhos que perambulavam pelos campos. Desde os tempos antigos, aos olhos de Deus, a ascese e o sacrifício deviam ceder lugar à misericórdia.

 

            Assim, Jesus de Nazaré poderia ter refutado a solerte acusação dos fariseus citando a Lei. Mas ele vê naquela situação a oportunidade de lhes dar uma lição mais importante: O Filho do Homem (que é o próprio Jesus) é Senhor também do Sábado. Ele – Verbo, Palavra de Deus – é o próprio autor da Lei. Tem, pois, todo o poder de modificá-la e dela dispensar, superando-a pelo amor, pela defesa da vida.

 

            Evidentemente, os formalistas não gostam disso. Apegados à letra das leis, eles querem tudo no papel, muito bem explicadinho, com todas as vírgulas, com os pingos nos iii… e também nos jjj…

 

            Querem saber “até onde” podem ir sem pecar. Querem saber quanto podem contabilizar em boas obras… para depois apresentar a Deus uma fatura e cobrar!!!

 

            Os formalistas querem um código de leis bem detalhado, com todos os artigos e alíneas. Querem saber quantas chicotadas podem dar nos infratores e já carregam no bolso as pedras para lapidar as adúlteras. Se Jesus resolver perdoar uma delas e dar-lhe a oportunidade de recomeçar, certamente hão de ficar furiosos com tanta libertinagem da parte do Juiz…

 

            Os apaixonados, ao contrário, não têm muito tempo para estudar as páginas frias da Lei. Movidos pelo amor, eles atropelam os 613 preceitos dos fariseus e ousam salvar o jumento que caiu no poço em pleno sábado! Ignoram até mesmo o fato de que o bebê nasceu de um estupro e o acolhem com um amor sem medidas. Desconsideram a inutilidade de uma velhinha e insistem em cuidar dela.

 

            Ousados, esses apaixonados!!!

 

Orai sem cessar:Eu quero a misericórdia, e não o sacrifício…” (Os 6,6)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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