08 de Fevereiro de 2019

4ª Semana do Tempo Comum - Sexta-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

SEXTA FEIRA DA IV SEMANA DO TEMPO COMUM

(verde, ofício do dia da IV semana)

 

Antífona da entrada

 

Salvai-nos, Senhor nosso Deus, reuni vossos filhos dispersos pelo mundo, para que celebremos o vosso santo nome e nos gloriemos em vosso louvor

 (Sl 105, 47).

 

Oração do dia

 

– Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo coração e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Hb 13,1-8

 

– Leitura da carta aos Hebreus: Irmãos, 1perseverai no amor fraterno. 2Não esqueçais a hospitalidade; pois, graças a ela, alguns hospedaram anjos, sem o perceber. 3Lembrai-vos dos prisioneiros, como se estivésseis presos com eles, e dos que são maltratados, pois também vós tendes um corpo! 4O matrimônio seja honrado por todos e o leito conjugal, sem mancha; porque Deus julgará os imorais e adúlteros. 5Que o amor ao dinheiro não inspire a vossa conduta. Con­tentai-vos com o que tendes, porque ele próprio disse: “Eu nunca te deixarei, jamais te abandonarei”. 6De modo que podemos dizer, com ousadia: “O Senhor é meu auxílio, jamais temerei; que poderá fazer-me o homem?” 7Lembrai-vos de vossos dirigentes, que vos pregaram a palavra de Deus, e considerando o fim de sua vida, imitai-lhes a fé. 8Jesus Cristo é o mesmo, ontem e hoje e por toda a eternidade.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 27,1.3.5;8b-9abc (R: 1a)

 

– O Senhor é minha luz e salvação!
R: O Senhor é minha luz e salvação!

– O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a Proteção da minha vida; perante quem eu tremerei?

R: O Senhor é minha luz e salvação!

– Se contra mim um exército se armar, não temerá meu coração; se contra mim uma batalha estourar, mesmo assim confiarei.

R: O Senhor é minha luz e salvação!

– Pois um abrigo me dará sob o seu teto nos dias da desgraça; no interior de sua tenda há de esconder-me e proteger-me sobre a rocha.

R: O Senhor é minha luz e salvação!

– Senhor, é vossa face que eu procuro; não me escondais a vossa face! Não afasteis em vossa ira o vosso servo, sois vós o meu auxílio! Não me esqueçais nem me deixeis abandonado.

R: O Senhor é minha luz e salvação!
 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

 – Felizes os que observam a palavra do Senhor de reto coração e que produzem muitos frutos, até o fim perseverantes!  (Lc 8,15).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 6,14-29.

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos

– Glória a vós, Senhor!   

 

– Naquele tempo, 14o rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome se tinha tornado muito conhecido. Alguns diziam: “João Batista ressuscitou dos mortos. Por isso os poderes agem nesse homem”. 15Outros diziam: “É Elias”. Outros ainda diziam: “É um profeta como um dos profetas”. 16Ouvindo isto, Herodes disse: “Ele é João Batista. Eu mandei cortar a cabeça dele, mas ele ressuscitou!” 17Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher do seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. 18João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. 19Por isso Hero­díades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. 20Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava. 21Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. 22A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu te darei”. 23E lhe jurou dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. 24Ela saiu e perguntou à mãe: “Que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. 25E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. 26O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. 27Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, 28trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. 29Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

São Jerônimo

- por Padre Alexandre Fernandes

São Jerônimo, declarado pela Igreja como o padroeiro de todos os que se dedicam ao estudo da Bíblia

Neste último dia do mês da Bíblia, celebramos a memória do grande “tradutor e exegeta das Sagradas Escrituras”: São Jerônimo, presbítero e doutor da Igreja. Ele nasceu na Dalmácia em 340, e ficou conhecido como escritor, filósofo, teólogo, retórico, gramático, dialético, historiador, exegeta e doutor da Igreja. É de São Jerônimo a célebre frase: “Ignorar as Escrituras é ignorar a Cristo”.

Com posse da herança dos pais, foi realizar sua vocação de ardoroso estudioso em Roma. Estando na “Cidade Eterna”, Jerônimo aproveitou para visitar as Catacumbas, onde contemplava as capelas e se esforçava para decifrar os escritos nos túmulos dos mártires. Nessa cidade, ele teve um sonho que foi determinante para sua conversão: neste sonho, ele se apresentava como cristão e era repreendido pelo próprio Cristo por estar faltando com a verdade (pois ainda não havia abraçado as Sagradas Escrituras, mas somente escritos pagãos). No fim da permanência em Roma, ele foi batizado.

Após isso, iniciou os estudos teológicos e decidiu lançar-se numa peregrinação à Terra Santa, mas uma prolongada doença obrigou-o a permanecer em Antioquia. Enfastiado do mundo e desejoso de quietude e penitência, retirou-se para o deserto de Cálcida, com o propósito de seguir na vida eremítica. Ordenado sacerdote em 379, retirou-se para estudar, a fim de responder com a ajuda da literatura às necessidades da época. Tendo estudado as línguas originais para melhor compreender as Escrituras, Jerônimo pôde, a pedido do Papa Dâmaso, traduzir com precisão a Bíblia para o latim (língua oficial da Igreja na época). Esta tradução recebeu o nome de Vulgata. Assim, com alegria, dedicação sem igual e prazer se empenhou para enriquecer a Igreja universal.

Saiu de Roma e foi viver definitivamente em Belém no ano de 386, onde permaneceu como monge penitente e estudioso, continuando as traduções bíblicas, até falecer em 420, aos 30 de setembro com, praticamente, 80 anos de idade. A Igreja declarou-o padroeiro de todos os que se dedicam ao estudo da Bíblia e fixou o “Dia da Bíblia” no mês do seu aniversário de morte, ou ainda, dia da posse da grande promessa bíblica: a Vida Eterna.

São Jerônimo, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Era um homem justo… (Mc 6,14-29)

 

            O profeta que apontou o Cordeiro de Deus também morreu como um cordeiro. Vítima inocente, seu martírio parece pouco valorizado entre nós. Talvez por não ser um “despachante” especializado, como aquele santo casamenteiro ou a santa das causas impossíveis. Ele apenas anunciou, denunciou e morreu.

 

            De fato, a justiça incomoda. Não a justiça distributiva propalada pelas democracias, mas aquela Justiça maiúscula que revela a santidade de Deus encarnada em uma pessoa humana. É o caso de João Batista. Sobre ele, reflete Beda, o Venerável [673-735 d.C]:

 

            “O santo precursor do nascimento, da pregação e da morte do Senhor demonstrou, no momento de sua morte, uma coragem digna de atrair os olhares de Deus”. Como diz a Escritura, “se ele, aos olhos dos homens, sofreu um castigo, sua esperança era portadora da imortalidade”. (Sb 3,4)

 

            Nós temos razão de celebrar com alegria o nascimento para o céu daquele que fez deste dia um dia solene por sua própria paixão, ilustrando-o com a púrpura de seu sangue. E nós veneramos na alegria espiritual a memória desse homem que selou com o selo de seu martírio o testemunho que ele prestava ao Senhor.

 

            De fato, sem nenhuma dúvida, João Batista sofreu a prisão por nosso Redentor, a quem ele precedia por seu testemunho, e foi por ele que deu sua vida. Se seu perseguidor não lhe pediu para negar o Cristo, mas para calar a verdade, mesmo assim é pelo Cristo que ele morreu.

 

            O próprio Cristo disse: “Eu sou a Verdade”. (Jo 14,6) E como foi pela verdade que João derramou seu sangue, foi também por Cristo. Ao nascer, João testemunhara que Cristo iria nascer; ao pregar, João testemunhava que Cristo iria pregar; ao batizar, que ele iria batizar. “E ao sofrer primeiro a paixão, João significava que também Cristo deveria sofrê-la.”

 

            Admiremos ainda mais a figura de João Batista. Todos os santos vieram DEPOIS de Cristo, pisando suas pegadas. João veio ANTES, deixando na areia do tempo as marcas que Jesus Cristo pisaria a seguir. Como precursor (aquele que corre na frente), o Batista aponta e aposta naquele que ainda não havia ressuscitado, em um ato de fé que se antecipa à fé de toda a Igreja.

 

            Aquele que batizava com água foi batizado em seu próprio sangue.

 

Orai sem cessar: “Fala e não te cales. Porque estou contigo…”(At 18,9b-10a)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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