08 de Janeiro de 2020

Epifania do Senhor- Quarta-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

QUARTA FEIRA – SEMANA EPIFANIA
(branco, pref. da Epifania ou do Natal- ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; para ao que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu (Is 9, 2).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, luz de todas as nações, concedei aos povos da terra viver em perene paz e fazei resplandecer em nossos corações aquela luz admirável que vimos despontar no povo da antiga aliança. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: 1 Jo 4, 11-18

 

– Leitura da primeira carta de são João – 11Caríssimos: se Deus nos amou assim, nós também devemos amar-nos uns aos outros. 12Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece conosco e seu amor é plenamente realizado em nós. 13A prova de que permanecemos com ele, e ele conosco, é que ele nos deu o seu Espírito. 14E nós vimos e damos testemunho, que o Pai enviou seu Filho como Salvador do mundo. 15Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece com ele, e ele com Deus. 16E nós conhecemos o amor que Deus tem para conosco, e acreditamos nele. Deus é amor: quem permanece no amor, permanece com Deus, e Deus permanece com ele. 17Nisto se realiza plenamente o seu amor para conosco: em nós termos plena confiança no dia do julgamento, porque, tal como Jesus, nós somos neste mundo. 18No amor não há temor. Ao contrário, o perfeito amor lança fora o temor, pois o temor implica castigo, e aquele que teme não chegou à perfeição do amor.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 72, 1-2.10-11.12-13 (R: 11)

 

– As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!
R: As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!

– Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres.

R: As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!

 

– Os reis de Társis e das ilhas hão de vir e oferecer-lhe seus presentes e seus dons; e também os reis de Seba e de Sabá hão de trazer-lhe oferendas e tributos. Os reis de toda a terra hão de adorá-lo e de todas as nações hão de servi-lo.

R: As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!

– Libertará o indigente que suplica, e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. Terá pena do indigente e do infeliz, e a vida dos humildes salvará.

R: As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!
 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

 – Louvai o Senhor Jesus, todos os povos, aceito pela fé no mundo inteiro!

(1 Tm 3,16).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 6, 45-52

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.

– Glória a vós, Senhor!  

– Depois de saciar os cinco mil homens, 45Jesus obrigou os discípulos a entrarem na barca e irem na frente para Betsaida, na outra margem, enquanto ele despedia a multidão. 46Logo depois de se despedir deles, subiu ao monte para rezar. 47Ao anoitecer, a barca estava no meio do mar e Jesus sozinho em terra. 48Ele viu os discípulos cansados de remar, porque o vento era contrário. Então, pelas três da madrugada, Jesus foi até eles andando sobre as águas, e queria passar na frente deles. 49Quando os discípulos o viram andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e começaram a gritar. 50Com efeito, todos o tinham visto e ficaram assustados. Mas Jesus logo falou: “Coragem, sou eu! Não tenhais medo!” 51Então subiu com eles na barca, e o vento cessou. Mas os discípulos ficaram ainda mais espantados, 52porque não tinham compreendido nada a respeito dos pães. O coração deles estava endurecido.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

São Severino, voz de Deus para o povo

- por Padre Alexandre Fernandes

São Severino, grande influência ele exerceu pela sua vida de virtudes, de oração e penitência

O santo de hoje nasceu e faleceu no século V. Nascido na África, inspirado pelo Espírito Santo, ele foi levado para uma outra região no vale do Danúbio. Isso não quer dizer que o lugar que Deus lhe indicou era o melhor. Pelo contrário, desafios econômicos e políticos, falecimento do rei dos Hunos, Átila; destruição naquele lugar por causa das invasões. Enfim, o povo estava perecendo. Para isso que São Severino foi enviado, para ser sinal desse amor de Deus.

Grande influência ele exerceu pela sua vida de virtudes, de oração e penitência. Fundou vários mosteiros e foi sinal de discernimento para tantas pessoas que queriam se consagrar totalmente a Deus. Ele não fugiu do mundo; pelo contrário, retirou-se por causa do amor de Deus e de toda a humanidade. Quantas vezes, São Severino deixou a sua vida monástica para ir ao encontro de reis, porque, se o rei dos Hunos havia falecido, muitas tribos bárbaras queriam invadir aquelas regiões. Em prol da evangelização, São Severino foi se desdobrando, seus mosteiros se tornaram verdadeiros faróis de uma nova cultura, de uma civilização centrada em Deus. Suas armas: oração e diálogo.

São Severino, voz de Deus nos períodos difíceis do povo. Em 482, faleceu, mas deixou um rastro de santidade para os seus filhos espirituais e para as autoridades.

São Severino, rogai por nós!

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Acharam que fosse um fantasma… Mc 6,45-52

 

            A pessoa de Jesus Cristo continua sendo um enigma para muita gente. Em geral, Jesus passa por um processo de “redução”: apenas um sábio do Oriente, um entre tantos profetas, um taumaturgo como outros curandeiros, nada mais que um contestador do Império Romano, um chefe de seita judaica… Não é fácil ver em Jesus Cristo o Filho de Deus feito homem.

 

            Na cena deste Evangelho, ao ver que Jesus caminha sobre as águas em meio a uma tempestade no lago de Genesaré, os próprios discípulos pensam ver um fantasma. E o Mestre precisa serenar os ânimos deles e dissipar seu terror: “Não tenham medo!”

 

            Jean Valette comenta: “Por certo, existe um elemento de ignorância e de superstição nesse temor, que nos faz confundir Deus com o indeterminado, o fantasmagórico e todas as possibilidades ameaçadoras e imprevisíveis que nos parecem agitar os espaços do desconhecido e do futuro. Mas, sem duvida, é preciso ver mais profundo. Esse temor é também a expressão de uma justa apreciação do mistério e da santidade de Deus. O temor que nos vem da ação divina é aquele dos caminhos abertos a uma liberdade que desperta em nós a vertigem da diversidade dos possíveis e a necessidade de assumir o risco da obediência e das escolhas ligadas à fé”.

 

            Corremos, de fato, o risco de reduzir nossa religião a uma série de práticas e ritos seguros, que não nos exponham a alguma manifestação próxima de Jesus Cristo em nossa vida. Isso poderia ser perigoso. Basta ver como o entusiasmo religioso dos jovens desperta arrepios nos cristãos acomodados. É quando se erguem vozes de alerta e conselhos de moderação.

 

            Os pregadores insistem em “domesticar” Jesus Cristo, tornando-o uma figura mansa, inócua, incapaz de ameaçar. E o Mestre, na contramão, insiste: “Vai, vende tudo o que tens e depois segue-me!” E ainda: “Se alguém me quer seguir, tome sua cruz cada dia e depois me siga!”

 

            Figuras como Francisco de Assis e Teresa de Calcutá, que acolheram sem meias-medidas o chamado de Cristo, acabam assustando os fiéis. Um simples crucifixo na parede das repartições publicas provoca alergias e clamores pelo Estado laico. É o medo… É o medo…

 

            O mesmo medo que aterrorizava os inimigos de Deus ao verem a coragem dos mártires diante de seus carrascos e torturadores.

 

Orai sem cessar: “De todo temor o Senhor me livrou!” (Sl 34,5)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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