08 de Junho de 2019

7ª semana da Páscoa -Sábado

- por Padre Alexandre Fernandes

MISSA DA VIGÍLIA

 

PENTECOSTES

(vermelho, glória, sequência na missa do dia, creio, pref. próprio – ofício da solenidade)

 

Antífona da entrada

 

– O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo seu Espírito que habita em nós, aleluia! (Rm 5,5; 10,11)

 

Oração do dia

 

– Deus eterno e todo-poderoso, quisestes que o mistério pascal se completasse durante cinqüenta dias, até a vinda do Espírito Santo. Fazei que todas as nações dispersas pela terra, na diversidade de suas línguas se unam no louvor do vosso nome. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Gn 11, 1-9

 

– Leitura do Livro do Gênesis  – 1Toda a terra tinha uma só linguagem, e servia-se das mesmas palavras. 2Alguns homens, partindo para o oriente, encontraram na terra de Senaar uma planície onde se estabeleceram. 3E disseram uns aos outros: "Vamos, façamos tijolos e cozamo-los no fogo." Serviram-se de tijolos em vez de pedras, e de betume em lugar de argamassa. 4Depois disseram: "Vamos, façamos para nós uma cidade e uma torre cujo cimo atinja os céus. Tornemos assim célebre o nosso nome, para que não sejamos dispersos pela face de toda a terra." 5Mas o senhor desceu para ver a cidade e a torre que construíram os filhos dos homens. 6"Eis que são um só povo, disse ele, e falam uma só língua: se começam assim, nada futuramente os impedirá de executarem todos os seus empreendimentos. 7Vamos: desçamos para lhes confundir a linguagem, de sorte que já não se compreendam um ao outro." 8Foi dali que o Senhor os dispersou daquele lugar pela face de toda a terra, e cessaram a construção da cidade. 9Por isso deram-lhe o nome de Babel, porque ali que o Senhor confundiu a linguagem de todo o mundo, e daí os dispersou os homens por toda a terra.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 104,1ab.24ac.29bc-30.31.34 (R: 30)

 

– Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai!
R: Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai!

– Bendize, ó minha alma, ao Senhor! Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande! Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras! Encheu-se a terra com as vossas criaturas!

R: Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai!

– Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras, e que sabedoria em todas elas. Encheu-se a terra com vossas criaturas. Bendize, ó minha alma, ao Senhor!

R: Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai!
 

– Todos eles, ó Senhor, de vos esperam que a seu tempo vós lhes deis o alimento; vós lhes dai o que comer, e eles recolhem, vós abris a vossa mão, e eles se fartam.

R: Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai!
 

– Se tirais o seu respiro, eles perecem/ e voltam para o pó de onde vieram./ Enviais o vosso espírito e renascem/ e da terra toda a face renovais.

R: Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai!

2ª Leitura: Rm 8, 22-27

– Leitura da carta de São Paulo aos Romanos – Irmãos 22 sabemos que toda a criação, até o tempo presente, está gemendo como que em dores de parto.23   E não somente ela, mas nós também, que temos os primeiros frutos do Espírito, estamos interiormente gemendo, aguardando a adoção filial e a libertação para o nosso corpo. 24Porque pela esperança é que fomos salvos. Ora, ver o objeto da esperança já não é esperança; porque o que alguém vê, como é que ainda o espera? 25Nós que esperamos o que não vemos, é em paciência que o aguardamos. 26Outrossim, o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza; porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis. 27E aquele que perscruta os corações sabe o que deseja o Espírito, o qual intercede pelos santos, segundo Deus.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Vinde, Espírito divino, e enchei com vossos dons os corações dos fiéis; e acendei neles o amor como um fogo abrasador! 

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 7, 37-39

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.

– Glória a vós, Senhor!

 

37No último dia da festa, o dia mais solene, estava Jesus de pé e clamava: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. 38Quem crê em mim, conforme diz a Escritura, rios de água viva jorraram do seu interior(Zc 14,8; Is 58,11). 39Jesus falava do Espírito, que deviam de receber os que tivessem fé nele, pois ainda não tinha sido dado o Espírito, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

 

Sagrado Coração de Jesus

- por Padre Alexandre Fernandes

A devoção ao Coração de Cristo foi um antídoto para suscitar nos fiéis o amor ao Senhor

Hoje, a Igreja Católica celebra a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Além da celebração litúrgica, muitas outras expressões de piedade têm por objeto o Coração de Cristo. Não há dúvida de que a devoção ao Coração do Salvador tem sido, e continua a ser, uma das expressões mais difundidas e amadas da piedade eclesiástica. Entendida à luz da Sagrada Escritura, a expressão “Coração de Cristo” designa o mesmo mistério de Cristo, a totalidade do Seu ser, a Sua Pessoa considerada no Seu núcleo mais íntimo e essencial.

Como o têm lembrado frequentemente os Romanos Pontífices, a devoção ao Coração de Cristo tem um sólido fundamento na Escritura. Jesus apresenta-se a si mesmo como Mestre “manso e humilde de Coração” (Mt. 11,29). Pode-se dizer que a devoção ao Coração de Jesus é a tradução em termos cultuais do reparo que, segundo as palavras proféticas e evangélicas, todas as gerações cristãs voltaram para Aquele que foi atravessado (cf. Jo 19,27; Zc 12,10), isto é, o costado de Cristo atravessado pela lança, do qual brotou sangue e água, símbolo do “sacramento admirável de toda a Igreja”.

A Idade Média foi uma época especialmente fecunda para o desenvolvimento da devoção ao Coração do Salvador. Homens insignes pela sua doutrina e santidade, como São Bernardo (+1153), São Boaventura (+1274), Santa Lutgarda (+1246), Santa Matilde de Magdeburgo (+1282), as Santas Irmãs Matilde (+1299) e Gertrudes (+1302), Ludolfo de Saxónia (+1378) e Santa Catarina de Sena (+1380) aprofundaram o mistério do Coração de Cristo no qual percebiam o “refúgio” onde acolher-se.

As formas de devoção ao Coração do Salvador são numerosas; algumas têm sido explicitamente aprovadas e recomendadas pela Santa Sé. Entre elas devem ser lembradas: a Consagração pessoal; a Consagração da família; as Ladainhas do Sagrado Coração de Jesus; o Ato de Reparação e a prática das Nove Primeiras Sextas-feiras.

A devoção ao Coração de Cristo foi um antídoto para suscitar nos fiéis o amor ao Senhor e a confiança na Sua infinita misericórdia, da qual o Coração é prenda e símbolo.

Sagrado Coração de Jesus, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Se alguém tem sede… (Jo 7, 37-39)

 

            Jesus Cristo é a fonte de onde mana para a humanidade o amor do Pai: um amor eterno, incondicional, infinito, imerecido, puro dom. Quando a lança do centurião rasgou o Lado de Cristo, na cruz do Calvário, toda a humanidade passou a te acesso à fonte do Amor.

 

            Ao contrário do que afirmavam os gnósticos, não é um saber especial das coisas ocultas que nos aproxima de Deus. Ao contrário da filosofia espírita, não são nossas boas obras que nos dão direito à salvação. A única condição para beber da fonte da Vida é… ter sede! Por isso mesmo, Jesus clama em alta voz, no Evangelho de hoje: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba, e de seu interior brotarão rios de água viva.”

 

            Além de saciar a própria sede – uma sede que nenhum bem deste mundo, nem ouro nem prata, nem glória nem poder, nem sexo nem outros prazeres podem saciar! -, quem bebe da fonte da vida acaba, por sua vez, por se transformar igualmente em fonte, onde os outros possam beber da mesma torrente vital.

 

            Este é o segredo dos santos: sorvendo de Cristo a vida do Espírito, tornam-se, a seguir, capazes de transmitir a mesma vida, o mesmo dinamismo espiritual àqueles que cruzam o seu caminho. Só isto pode explicar a irradiação espiritual de pessoas que conhecemos em pleno Séc. XX, como Madre Teresa de Calcutá, o Papa João Paulo II, São Pio de Pietrelcina e Santa Faustina Kowalska.

 

            Comentando o versículo 37, S. Afonso de Ligório encontrava em Jesus nada menos que “três fontes”: a) a fonte de misericórdia que perdoa e lava nossos pecados; b) a fonte de amor que abrasa o coração de quem medita na Paixão de Cristo; c) a fonte de paz para quem se aproxima de Jesus.

 

            Obviamente, as torrentes que brotam do Senhor Jesus são uma figura para falar do Espírito Santo, o precioso dom pascal do Ressuscitado que sopra sobre seus discípulos. Misericórdia, amor e paz são fruto do Espírito, educador das almas, essencial como nunca em tempos de ódio com este início de milênio.

           

E nós? Temos sede?

 

Orai sem cessar: “Inunda-me, Senhor, com teu Espírito!”

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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