08 de Maio de 2019

3ª Semana da Páscoa - Quarta-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

QUARTA FEIRA – III SEMANA DA PÁSCOA

(Branco, ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Que o vosso louvor transborde de minha boca; meus lábios exultarão de alegria, aleluia!  (Sl 70,8.23).

 

Oração do dia

 

– Permanecei, ó Pai, com vossa família e, na vossa bondade, fazei que participem eternamente da ressurreição do vosso Filho aqueles a quem destes a graça da fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: At 8,1b-8

 

– Leitura dos Atos dos Apóstolos: 1bNaquele dia, começou uma grande perseguição contra a Igreja de Jerusalém. E todos, com exceção dos apóstolos, se dispersaram pelas regiões da Judeia e da Samaria. 2Algumas pessoas piedosas sepultaram Estêvão e observaram grande luto por causa dele. 3Saulo, porém, devastava a Igreja: entrava nas casas e arrastava para fora homens e mulheres, para atirá-los na prisão. 4Entretanto, aqueles que se tinham dispersado iam por toda a parte, pregando a Palavra. 5Filipe desceu a uma cidade da Samaria e anunciou-lhes o Cristo. 6As multidões seguiam com atenção as coisas que Filipe dizia. E todos unânimes o escutavam, pois viam os milagres que ele fazia. 7De muitos possessos saíam os espíritos maus, dando grandes gritos. Numerosos paralíticos e aleijados também foram curados. 8Era grande a alegria naquela cidade.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 66,1-3a.4-5.6-7a (R: 1)

 

– Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira.
R: Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira.

– Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, cantai salmos a seu nome glorioso, dai a Deus a mais sublime louvação! Dizei a Deus: “Como são grandes vossas obras”!

R: Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira.

– Toda a terra vos adore com respeito e proclame o louvor de vosso nome!” Vinde ver todas as obras do Senhor: seus prodígios estupendos entre os homens”!

R: Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira.

– O mar ele mudou em terra firme, e passaram pelo rio a pé enxuto. Exultemos de alegria no Senhor! Ele domina para sempre com poder!

R: Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira.
 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Quem vê o Filho e nele crê, este tem a vida eterna, e eu o farei ressuscitar no ultimo dia, diz Jesus (Jo 6,40).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 6,35-40

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João

– Glória a vós, Senhor!  

 

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 35“Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede. 36Eu, porém, vos disse que vós me vistes, mas não acreditais. 37Todos os que o Pai me confia virão a mim, e quando vierem, não os afastarei.  38Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. 39E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. 40Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia”.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

 

São Vitor

- por Padre Alexandre Fernandes

Vítor, o Mouro, era africano natural da Mauritânia.

Cristão desde criança, quando adulto ingressou no exército do imperador Maximiano. Quando este desejou sufocar uma rebelião na Gália, atual França, recrutou, então, um grande contingente de homens do Oriente e do norte da África. 
 

O destacamento em que veio Vítor se estabeleceu em Milão, na Itália. Entretanto o imperador exigia que todos os soldados, antes de irem para a batalha, oferecessem sacrifícios aos deuses pagãos do Império. Os que se recusavam eram condenados à morte. 
 

Pois Vítor se recusou, mantendo e reafirmando sua fé cristã a cada ordem recebida nesse sentido. Ele foi levado ao tribunal e interrogado. Confessou novamente sua doutrina, entretanto, renovando sua lealdade ao imperador, quanto às ordens militares. O soldado Vítor, mesmo assim, foi encarcerado, permanecendo por seis dias sem comida ou água. 
 

Essa cadeia onde ficou, ao lado da Porta Romana, até hoje é tristemente conhecida como o cárcere de São Vítor. Findo esse prazo, Vítor foi arrastado pelas ruas da cidade até o hipódromo do Circo, situado junto à atual Porta Ticinense, onde, interrogado novamente pelo próprio imperador, se negou a abandonar sua religião. Foi severamente flagelado, mas manteve-se firme. Levado de volta ao cárcere, teve as feridas cobertas por chumbo derretido, mas o soldado africano saiu ileso do pavoroso castigo. 
 

Rapidamente Vítor se recuperou e, na primeira oportunidade, fugiu da cadeia, refugiando-se numa estrebaria junto a um teatro, onde hoje se encontra a Porta Vercelina. Acabou descoberto, levado a uma floresta próxima e decapitado. Era o dia 8 de maio de 303.

Conta a tradição milanesa que seu corpo permaneceu sem sepultura por uma semana, quando o bispo são Materno o encontrou intacto e vigiado por duas feras. Ali mesmo foi construída uma imensa igreja, a ele dedicada. Aliás, não é a única. Há, em Milão, várias outras igrejas e monumentos erguidos em sua homenagem, mas o mais significativo, sem dúvida, é o seu cárcere.

 

Vítor é um dos santos mais amados e venerados pelos habitantes de Milão. Tendo sido martirizado naquela cidade, sua prisão e seu martírio permanecem vivos na memória do povo, que sabe contar até hoje, detalhadamente, seu sofrimento, apontando com precisão os locais onde as tristes e sangrentas cenas aconteceram no início do século IV. 
 

O culto ao mártir são Vítor, o Mouro, se espalhou pelo mundo católico do Ocidente e do Oriente, sendo invocado como o padroeiro dos prisioneiros e exilados.

FONTE: DERRADEIRAS GRAÇAS 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Eu o ressuscitarei! (Jo 6,35-40)

 

            Estamos diante de uma promessa formal de Jesus, que empenha sua palavra de Filho de Deus: “Todo aquele que vê o Filho e acredita nele… Eu o ressuscitarei no último dia”.

 

            Com os Apóstolos, o cristão crê na ressurreição da carne. Após nossa morte, por ocasião da Segunda Vinda de Cristo, como Rei e Senhor, para completar a última etapa de sua glorificação, nossa alma espiritual será novamente revestida de um corpo glorificado. Cristãos não creem na reencarnação. Sabem que só se vive uma vez (cf. Hb 9,27) e, de imediato, temos nosso “juízo particular”, que define a nossa eternidade com (ou sem) Deus. E a garantia de nossa ressurreição para Deus está ligada à fé em Cristo.

 

            O “Catecismo” nos ensina: “Se é verdade que Cristo nos ressuscitará ‘no último dia’, também é verdade que, de certo modo, já ressuscitamos com Cristo. Pois, graças ao Espírito Santo, a vida cristã é, já agora na terra, uma participação na morte e na ressurreição de Cristo”. (1002)

 

            Apoiada na esperança, a fé explica o amor que sustenta os mártires diante de seus carrascos. Só a certeza da ressurreição pode iluminar a nossa vida.

 

            Reze comigo este ATO DE ESPERANÇA:

 

Qual Lázaro nas sombras da caverna,

Entregue às larvas da putrefação,

Também os meus ouvidos ouvirão

A tua Voz chamando à vida eterna…

 

            Qual Jeremias preso na cisterna,

            Mergulhado em profunda solidão,

            Também meus olhos logo enxergarão

            A frouxa luz que vem de uma lucerna…

 

Este momento passa. E, passageiro,

Também eu passo em périplo ligeiro,

Nauta arrastado pela correnteza…

 

            Se o vento é bravo e me fratura o mastro,

            Contemplo o céu e vejo-te, meu Astro,

            A conduzir-me ao porto da Beleza!

 

Orai sem cessar: “Na minha própria carne, verei a Deus!” (Jó 19,26.)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

25ª Semana do Tempo Comum