09 de Julho de 2026
09 de Julho de 2026
- por Rogério
Primeira leitura: Oseias 11, 1-4.8-9
Leitura da profecia de Oseias:
Assim fala o Senhor: 1″Quando Israel era criança, eu já o amava, e desde o Egito chamei meu filho. 2Quanto mais eu os chamava, tanto mais eles se afastavam de mim; imolavam aos Baals e sacrificavam aos ídolos. 3Ensinei Efraim a dar os primeiros passos, tomei-o em meus braços, mas eles não reconheceram que eu cuidava deles. 4Eu os atraía com laços de humanidade, com laços de amor; era para eles como quem leva uma criança ao colo e rebaixava-me a dar-lhes de comer. 8Meu coração comove-se no íntimo e arde de compaixão. 9Não darei largas à minha ira, não voltarei a destruir Efraim, eu sou Deus e não homem; o santo no meio de vós, e não me servirei do terror”.
– Palavra do Senhor
– Graças a Deus
Salmo 79 (80)
– Ó pastor de Israel, prestai ouvidos. Vós, que sobre os querubins vos assentais, despertai vosso poder, ó nosso Deus, e vinde logo nos trazer a salvação!
R: Sobre nós iluminai a vossa face e, então, seremos salvos, ó Senhor!
– Voltai-vos para nós, Deus do universo! Olhai dos altos céus e observai. Visitai a vossa vinha e protegei-a! Foi a vossa mão direita que a plantou; protegei-a, e ao rebento que firmastes!
R: Sobre nós iluminai a vossa face e, então, seremos salvos, ó Senhor!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 10, 7-15
– Aleluia, Aleluia, Aleluia.
– Convertei-vos e crede no evangelho, pois o reino de Deus está chegando! (Mc 1,15);
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus:
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7″Em vosso caminho, anunciai: ‘O reino dos céus está próximo’. 8Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar! 9Não leveis ouro, nem prata, nem dinheiro nos vossos cintos; 10nem sacola para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bastão, porque o operário tem direito ao seu sustento. 11Em qualquer cidade ou povoado onde entrardes, informai-vos para saber quem ali seja digno. Hospedai-vos com ele até a vossa partida. 12Ao entrardes numa casa, saudai-a. 13Se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; se ela não for digna, volte para vós a vossa paz. 14Se alguém não vos receber nem escutar vossa palavra, saí daquela casa ou daquela cidade e sacudi a poeira dos vossos pés. 15Em verdade vos digo, as cidades de Sodoma e Gomorra serão tratadas com menos dureza do que aquela cidade, no dia do juízo”.
– Palavra da Salvação
– Glória a Vós, Senhor
Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus
- por Rogério
Origens
Amábile Lúcia Visintainer nasceu no dia 16 de dezembro de 1865, em Vigolo Vattaro, Itália. Os pais eram de origem simples e cristãos.
Em setembro de 1875, com apenas 10 anos de idade, emigrou com seus pais para o Brasil, dirigindo-se para o Estado de Santa Catarina, no atual município de Nova Trento, onde deram início à localidade de Vígolo.
Após receber a sua primeira comunhão, com cerca de 12 anos, começou a participar do apostolado paroquial, catequizando os pequenos e visitando os doentes.
Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição
Com a permissão de seu pai, Amábile construiu um pequeno casebre, num terreno doado por um barão, próximo à capela. Lá, ela rezava, cuidava dos doentes e instruía as crianças. A primeira paciente foi uma mulher portadora de câncer terminal, a qual não tinha quem lhe cuidasse.
Era o dia 12 de julho de 1890, data considerada como o dia da fundação da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, que iniciou com Amábile e a amiga Virgínia atuando como enfermeiras.
Essa também foi a primeira congregação religiosa feminina fundada em solo brasileiro. Foi aprovada pelo bispo de Curitiba em agosto 1895.
Quatro meses depois, Amábile, Virgínia e Teresa Anna Maule, outra jovem que se juntou a elas, fizeram os votos religiosos; e Amábile recebeu o nome de irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus. Também foi nomeada superiora, passando a ser chamada de madre Paulina.
Ida a São Paulo
Em 1903, foi eleita superiora geral por toda a vida pelas irmãs da nascente congregação. Deixou Nova Trento e estabeleceu-se em São Paulo, no Bairro Ipiranga. Na cidade, ela ocupou-se de cuidar de crianças órfãs, filhos de ex-escravos e dos escravos idosos e abandonados.
Foram anos marcados pela oração, pelo trabalho e sofrimento. Tudo feito e aceito para que a Congregação das Irmãzinhas fosse adiante.
Páscoa
Em 1938, acometida pelo diabetes, iniciava um período de grande sofrimento. Teve o braço direito amputado e chegou até a cegueira total.
Madre Paulina morreu serenamente no dia 9 de julho de 1942, na Casa-geral de sua congregação, em São Paulo.
Foi beatificada pelo Papa João Paulo II, no dia 18 de outubro de 1991, em Florianópolis.
Minha oração
“Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, ajudai-nos a sermos fiéis à virtude do serviço, motivados pelo amor de Deus e a salvação das almas. Amém.”
Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, rogai por nós!
Nem ouro, nem prata... (Mt 10,7-15)
- por Rogério
Ao comentar este Evangelho, o teólogo luterano Dietrich Bonhoeffer, mártir da fé sob a perseguição do regime nazista, traduziu assim as instruções de Jesus aos discípulos enviados em missão:
“Mostrai claramente que, com toda a riqueza que tendes a distribuir, não desejais para vós nem a posse, nem a consideração, nem a aprovação e nem mesmo o reconhecimento! Aliás, sobre que poderíeis fundamentar vossas pretensões a tais coisas? Toda honra que recai sobre nós, nós a roubamos daquele a quem, na verdade, ela pertence: o Senhor que nos enviou. A liberdade dos enviados de Jesus deve manifestar-se em sua pobreza.”
Como é consolador ler as palavras de alguém que foi encarcerado, teve sua tarefa precocemente amputada, mas permanece fiel ao Evangelho de Jesus, um Evangelho de simplicidade e pobreza!
Bonhoeffer prossegue: “O estado daquilo que os discípulos possuem está regulamentado em seus mínimos detalhes. Eles não devem fazer-se notar como mendigos vestidos de farrapos, nem ficar ao encargo dos outros como parasitas. Mas é revestidos da libré da pobreza que eles devem ir adiante. Devem também ter poucas coisas consigo, como aquele que atravessa uma região com a certeza de, ao cair da noite, encontrar-se entre amigos, na casa que o acolherá é lhe fornecerá o alimento necessário. Por certo, não precisam depositar esta confiança nos homens, mas naquele que os enviou e no Pai Celeste que deles cuidará”.
Parece ingênuo? Parece infantil? Se parece, deve andar bem raquítica a nossa fé. Se me permitem um testemunho pessoal, quando deixei o magistério para me dedicar à evangelização em tempo integral, nossa família experimentou um tempo de dez anos inteiros sem salário e sem nenhuma renda fixa. E em todo esse período, nada nos faltou e os dois filhos cursaram a universidade. A serviço do Evangelho, aprendemos que a Providência divina não é uma lenda infantil, mas uma realidade palpável nos pequenos eventos de cada dia, o que incluía anônimas sacolas de alimentos na varanda e as doações mais imprevistas em viagens missionárias.
Como conclui Dietrich Bonhoeffer, “é assim que eles [os discípulos em missão] tornarão digna de fé a mensagem que anunciam, esta mensagem da soberania de Deus que faz irrupção sobre a terra”.
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