10 de Janeiro de 2021

Primeira semana do tempo Comum - Domingo

- por Pe. Alexandre

DOMINGO – BATISMO DO SENHOR
(branco, glória, creio, pref. próprio – ofício da festa)

 

Antífona da entrada

– Batizado o Senhor, os céus se abriram e o Espírito Santo pairou sobre ele sob forma de pomba. E a voz do Pai se fez ouvir: este é meu Filho muito amado, nele está todo o meu amor!  (Mt 3, 16).

 

Oração do dia

– Deus eterno e todo-poderoso, que, sendo o Cristo batizado no Jordão e pairando sobre ele o Espírito Santo, o declaraste solenemente vosso Filho, concedei aos vossos filhos adotivos, renascidos da água e do Espírito Santo, perseverar constantemente em vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Is 42,1-4.6-7

 

– Leitura do livro do profeta Isaías: Assim fala o Senhor: 1“Eis o meu servo – eu o recebo; eis o meu eleito – nele se compraz minha alma; pus meu espírito sobre ele, ele promoverá o julgamento das nações. 2Ele não clama nem levanta a voz, nem se faz ouvir pelas ruas. 3Não quebra uma cana rachada nem apaga um pavio que ainda fumega; mas promoverá o julgamento para obter a verdade. 4Não esmorecerá nem se deixará abater, enquanto não estabelecer a justiça na terra; os países distantes esperam seus ensinamentos. 6Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituí como o centro de aliança do povo, luz das nações, 7para abrires os olhos dos cegos, tirares os cativos da prisão, livrares do cárcere os que vivem nas trevas”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 29, 1a.2.3ac-4.3b.9b-10 (R: 11b)

 

– Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!
R: Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!


– Filhos de Deus, tributai ao Senhor, tributai-lhe glória e poder! Dai-lhe a glória devida ao seu nome; adorai-o com santo ornamento!

R: Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!


– Eis a voz do Senhor sobre as águas, sua voz sobre as águas imensas! Eis a voz do Senhor com poder! Eis a voz do Senhor majestosa!

R: Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!


– Sua voz no trovão reboando! No seu templo os fiéis bradam: “Glória!” É o Senhor que domina os dilúvios, o Senhor reinará para sempre!

R: Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!

 

2ª Leitura: At 10, 34-38

– Leitura dos Atos dos Apóstolos: Naqueles dias, 34Pedro tomou a palavra e disse: “De fato, estou compreendendo que Deus não faz distinção entre as pessoas. 35Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença. 36Deus enviou sua palavra aos israelitas e lhes anunciou a Boa Nova da paz, por meio de Jesus Cristo, que é o Senhor de todos.37Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do batismo pregado por João: 38como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio; porque Deus estava com ele”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Abriram-se os céus e fez-se ouvir a voz do Pai: eis meu Filho muito amado; escutai-o todos vós (Mc 9,7).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 1,7-11

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.

– Glória a vós, Senhor!  


– Naquele tempo, 7João Batista pregava, dizendo: “Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias. 8Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo”. 9Naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia, e foi batizado por João no rio Jordão. 10E logo, ao sair da água, viu o céu se abrindo, e o Espírito, como pomba, descer sobre ele. 11E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho meu bem-querer”.

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

 

Santo Aldo

- por Pe. Alexandre

 

Santo Aldo

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amem

Hoje a Igreja celebra a memória de Santo Aldo. O nome de São Aldo quase desapareceu da memória cristã. Sua biografia só se conservou graças aos jesuítas belgas, que catalagoram os santos do norte da Europa em 1600 e incluíram Aldo entre eles.

É o único santo com este nome, que significa “ancião” ou “homem maduro”. Viveu sempre solitário porque era um ermitão. Acabou tornando-se monge, do mosteiro fundado pelo irlandês são Columbano.

Não se sabe a data e o lugar do seu nascimento, mas se sabe que viveu no século VIII. A tradição nos apresenta Santo Aldo como um simples carvoeiro, um monge de mãos calejadas e rosto enegrecido pela fuligem das carvoarias.

Seu nome e sua atitudes são sinais de sabedoria, virtude que alcançou pelos caminhos do silêncio e da solidão, da quietude interior e exterior, da contemplação e da oração. Ele se afastava temporariamente das pessoas para dar mais espaço à oração e povoar a solidão exterior com a agradável presença de Deus.

Santo Aldo é considerado um feliz exemplo do espírito beneditino. Um santo silencioso, mas que fala diretamente às almas sem precisar de palavras, com o exemplo de sua vida retirada do mundo e inserida em Deus. A Igreja o declarou “Padroeiro dos Trabalhadores”.

Santo Aldo, rogai por nós.

Benção Final

 

Meditação

- por Pe. Alexandre

Jesus foi batizado… (Mc 1,7-11)

 

Nas águas claras do Rio Jordão, o Filho amado. Da nuvem celeste, ouve-se a voz do Pai. Na imagem visível de uma pomba, desce o Espírito Santo. Assim, o batismo de Jesus – um batismo de penitência proposto por João Batista – é claramente uma experiência trinitária, uma teofania. Creio não exagerar se afirmo que a consciência da Trindade se encontra amortecida no coração e na mente dos fiéis, reduzida a uma espécie de fábula que se conta às crianças do catecismo…

 

No entanto, estamos diante de um esplêndido mistério: um Deus em três Pessoas, cuja presença atravessa toda a nossa vida. Cromácio de Aquileia [388-408 d.C.] reflete sobre este batismo:

 

“Que grande mistério neste batismo celeste! Dos céus, o Pai se faz ouvir, o Filho aparece sobre a terra, o Espírito Santo se mostra sob a forma de uma pomba. De fato, não há verdadeiro batismo, nem verdadeira remissão dos pecados ali onde não está a verdade da Trindade, e a remissão dos pecados não pode ocorrer onde não se crê na Trindade perfeita.

 

O batismo que a Igreja dá é o único e o verdadeiro; e só é dado uma única vez. Basta que alguém ali mergulhe uma só vez, ei-lo puro e renovado; puro porque se desembaraçou da sujeira dos pecados, renovado porque ressuscita para uma vida nova, depois de se ter desembaraçado da velhice do pecado. É que este banho do batismo torna o homem mais branco que a neve, não na pele de seu corpo, mas no esplendor de seu espírito e na pureza de sua alma.”

 

De fato, Jesus havia alertado a Nicodemos sobre a necessidade desse renascimento espiritual: “Se alguém não nascer da água e do Espírito, não poderá entrar no Reino dos Céus”. (Jo 3,5) Trata-se de uma condição sine qua non para deixar o reino das trevas e passar ao reino da luz.

 

Cromácio prossegue em sua catequese: “Tendo vindo dar um novo batismo, para a salvação do gênero humano e a remissão dos pecados, Jesus se dignou primeiramente de receber ele mesmo o batismo, não para ficar livre de seus pecados – ele, que não os havia cometido -, mas para santificar as águas do batismo com o fim de apagar os pecados de todos os crentes pelo novo nascimento do batismo”.

 

E o Bispo de Aquileia conclui, usando o método alegórico dos Padres da Igreja: “Outrora, a graça do batismo de Jesus foi misticamente prefigurada quando o povo eleito, ao passar pelo Jordão, foi introduzido na terra prometida. Do mesmo modo que, à frente do povo eleito que seguia o Senhor, abriu-se uma estrada para introduzi-lo no país da promessa, assim agora, pelas águas do mesmo rio, abre-se a primeira estrada que nos conduz à bem-aventurada terra prometida, isto é, o Reino celeste que nos foi prometido”.

 

29ª Semana do Tempo Comum

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