10 de Março de 2019

1º Domingo da Quaresma

- por Padre Alexandre Fernandes

I DOMINGO DA QUARESMA

(Roxo ,creio,prefácio próprio, I semana do saltério)

 

Antífona da entrada

 

– Quando meu servo chamar hei de atendê-lo, estarei com ele na tribulação. Hei de livrá-lo e glorificá-lo e lhe darei longos dias (Sl 90,15).

 

Oração do dia

 

– Concedei-nos, ó Deus onipotente, que, ao longo desta Quaresma, possamos progredir no conhecimento de Jesus Cristo e corresponder a seu amor por uma vida santa. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Dt 26,4-10

 

– Leitura do livro do Deuteronômio: Assim Moisés falou ao povo: 4“O sacerdote receberá de tuas mãos a cesta e a colocará diante do altar do Senhor teu Deus. 5Dirás, então, na presença do Senhor teu Deus: ‘Meu pai era um arameu errante, que desceu ao Egito com um punhado de gente e ali viveu como estrangeiro. Ali se tornou um povo grande, forte e numeroso. 6Os egípcios nos maltrataram e oprimiram, impondo-nos uma dura escravidão. 7Clamamos, então, ao Senhor, o Deus de nossos pais, e o Senhor ouviu a nossa voz e viu a nossa opressão, a nossa miséria e a nossa angústia. 8E o Senhor nos tirou do Egito com mão poderosa e braço estendido, no meio de grande pavor, com sinais e prodígios. 9E conduziu-nos a este lugar e nos deu esta terra, onde corre leite e mel. 10Por isso, agora trago os primeiros frutos da terra que tu me deste, Senhor’. Depois de colocados os frutos diante do Senhor teu Deus, tu te inclinarás em adoração diante dele”.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 91,1-2.10-11.12-13.14-15 (R: 15b)

 

– Em minhas dores, ó Senhor, permanecei junto de mim!
R: Em minhas dores, ó Senhor, permanecei junto de mim!

– Quem habita ao abrigo do Altíssimo e vive à sombra do Senhor onipotente, diz ao Senhor: “Sois meu refúgio e proteção, sois o meu Deus, no qual confio inteiramente”.

R: Em minhas dores, ó Senhor, permanecei junto de mim!

– Nenhum mal há de chegar perto de ti, nem a desgraça baterá à tua porta; pois o Senhor deu uma ordem a seus anjos para em todos os caminhos te guardarem.

R: Em minhas dores, ó Senhor, permanecei junto de mim!

– Haverão de te levar em suas mãos, para o teu pé não se ferir nalguma pedra. Passarás sobre cobras e serpentes, pisarás sobre leões e outras feras.

R: Em minhas dores, ó Senhor, permanecei junto de mim!

– “Porque a mim se confiou, hei de livrá-lo e protegê-lo, pois meu nome ele conhece. Ao invocar-me, hei de ouvi-lo e atendê-lo, e a seu lado eu estarei em suas dores”.

R: Em minhas dores, ó Senhor, permanecei junto de mim!
 

2ª Leitura: Rm 10,8-13

 

– Leitura carta de são Paulo aos Romanos: Irmãos: 8O que diz a Escritura? “A palavra está perto de ti, em tua boca e em teu coração”. Essa palavra é a palavra da fé, que nós pregamos. 9Se, pois, com tua boca confessares Jesus como Senhor e, no teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. 10É crendo no coração que se alcança a justiça e é confessando a fé com a boca que se consegue a salvação. 11Pois a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não ficará confundido”.  12Portanto, não importa a diferença entre judeu e grego; todos têm o mesmo Senhor, que é generoso para com todos os que o invocam. 13De fato, todo aquele que invocar o Nome do Senhor será salvo.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 4, 1-13

 

Louvor e glória a ti, Senhor, Cristo palavra de Deus.

Louvor e glória a ti, Senhor, Cristo palavra de Deus.

 

– O homem não vive somente de pão, mas de toda a palavra da boca de Deus

(Mt 4,4)

 

Louvor e glória a ti, Senhor, Cristo palavra de Deus.

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

– Glória a vós, Senhor!  

Naquele tempo, 1Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão, e, no deserto, ele era guiado pelo Espírito. 2Ali foi tentado pelo diabo durante quarenta dias. Não comeu nada naqueles dias e, depois disso, sentiu fome. 3O diabo disse, então, a Jesus: “Se és Filho de Deus, manda que esta pedra se mude em pão”. 4Jesus respondeu: “A Escritura diz: ‘Não só de pão vive o homem’” 5O diabo levou Jesus para o alto, mostrou-lhe por um instante todos os reinos do mundo 6e lhe disse: “Eu te darei todo este poder e toda a sua glória, porque tudo isto foi entregue a mim e posso dá-lo a quem eu quiser. 7Portanto, se te prostrares diante de mim em adoração, tudo isso será teu”.
8Jesus respondeu: “A Escritura diz: ‘Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás’”. 9Depois o diabo levou Jesus a Jerusalém, colocou-o sobre a parte mais alta do Templo e lhe disse: “Se és Filho de Deus, atira-te daqui abaixo! 10Porque a Escritura diz: ‘Deus ordenará aos seus anjos a teu respeito, que te guardem com cuidado!’ 11E mais ainda: ‘Eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’”. 12Jesus, porém, respondeu: “A Escritura diz: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’”. 13Terminada toda a tentação, o diabo afastou-se de Jesus, para retornar no tempo oportuno.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

Santos Mártires de Sebaste

- por Padre Alexandre Fernandes

Testemunharam o amor a Deus com suas próprias vidas ao negarem oferecer sacrifícios aos Deuses

No ano de 320 esses homens deram testemunho no martírio. Em 313 os imperadores Constantino e Licínio, assinaram o Edito de Milão, que dava liberdade às religiões, para a manifestação pública. Passado um tempo, Licínio começou a perseguir a Igreja de Cristo, prejudicando padres, bispos e famílias.

Nesse contexto, estavam quarenta homens, oficiais e soldados cristãos, que serviam ao Império. Licínio retomou uma lei onde para servir o Império era preciso sacrificar aos deuses. Muitos, inclusive estes quarenta homens, não aceitaram.

Deixaram por escrito suas despedidas, pediram orações aos bispos e diáconos, e que seus corpos fossem colocados todos juntos. Por não renunciarem a Jesus, foram colocados em um tanque gelado de um dia para o outro, para depois serem queimados.

Um deles buscou a pia de água temperada, separada para aqueles que quisessem apostatar, mas faleceu ali mesmo, com o choque térmico.

Os outros perseveraram por amor a Jesus.

Quarenta mártires de Sebaste, rogai por nós!

FONTE: CANÇÃO NOVA 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

E teve fome…  (Lc 4,1-13)

 

            Sim, Jesus teve fome. Este Evangelho, visitado anualmente pela Igreja no tempo da Quaresma, sempre merece dos pregadores um foco sobre as três tentações oferecidas pelo diabo. Pena que habitualmente fique na sombra a identidade daquele que enfrenta as tentações: o próprio Jesus de Nazaré.

 

            Antes de ser tentado, conduzido ao deserto pelo próprio Espírito de Deus, Jesus passou 40 dias em jejum. Como é natural em uma pessoa humana, nascida de mulher, ele teve fome. E é no tempo da fragilidade que a tentação se insinua. É no tempo da fome…

 

            A humanidade tem fome. Ser humano é ser faminto. A multidão no show de rock tem fome de companhia: a solidão insuportável é que reúne os jovens em uma aparente experiência de grupo, em uma ilusão de pertença que se esfumaça ao fim do show. A humanidade tem fome de sentido. E é a falta de sentido que empurra tantas vidas para o despenhadeiro das drogas. A humanidade tem fome de segurança, daí o apego ao dinheiro, às poupanças, aos seguros de vida e de morte.

 

            Neste cenário de fome – sem excluir a fome do pão material – é que deve crescer aos nossos olhos, mais do que nunca, a imagem de Jesus Cristo faminto. E ele não faz da fome uma oportunidade para desviar seus olhos da figura do Pai: “Nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”. (Mt 4,4)

 

            Como diz o beneditino François Trévedy, Jesus é o primeiro homem a passar indene entre os monstros que o atraem, entre os abismos que o habitam, entre as duas vertentes do homem. E Jesus segura tão firmemente, tão calmamente a corda do Pai, que nada o afastará do cume de sua rota.

 

            É claro que, sendo homem, Jesus também percebe os atrativos deste mundo, seja o pão de centeio, seja a fama, a glória e o aplauso de todos. Mas ele contempla os atrativos deste mundo com a retina fixa em outras paragens, sem tomar posse deles. “Ele deixa as pedras em sua sesta tórrida e, longe de prepará-las para seu próprio meio-dia, reserva sua palavra e sua mão para uma ‘poesia’ diversamente profunda e generosa, para o paciente remanejamento dos homens e das coisas, que ele já acaricia.”

 

            E não é isto a santidade? Não é isto a vida no Espírito? Não é este o exemplo dos santos? Passar entre as coisas sem escravizar-se a elas? Orientar para o Pai todas as fomes da condição humana? Fazer do Pai o seu absoluto?

 

            Sem falar que Jesus tem fome… Tem fome de nós…

 

Orai sem cessar: “E os saciou com pão do céu…” (Sl 105,40)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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