10 de Setembro de 2019

23ª Semana Comum Terça-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

TERÇA FEIRA – XXIII SEMANA DO TEMPO COMUM

(Verde, ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Vós sois justo, Senhor, e justa é a vossa sentença; tratai o vosso servo segundo a vossa misericórdia (Sl 118,137.124).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos e filhas, concedei aos que creem em Cristo a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Cl 2,6-15

 

– Leitura da carta de são Paulo aos Colossenses: Irmãos, 6assim como aceitastes a Cristo Jesus como Senhor, assim continuai a guiar-vos por ele: 7enraizados nele e edificados sobre ele, apoiados na fé que vos foi ensinada, dando-lhe muitas ações de graças. 8Estai alerta, para que ninguém vos enrede com sua filosofia e com doutrina falsa, baseando-se em tradição humana e remontando às forças elementares do mundo, sem se fundamentar em Cristo. 9Pois nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. 10Dele também vós estais repletos, pois ele é a Cabeça de todas as forças e de todos os poderes. 11Nele, vós também recebestes uma circuncisão, não feita por mão humana, mas uma circuncisão que é de Cristo, pela qual renunciais ao corpo perecível. 12Com Cristo fostes sepultados no batismo; com ele também fostes ressuscitados por meio da fé no poder de Deus, que ressuscitou a Cristo dentre os mortos. 13Ora, vós estáveis mortos por causa dos vossos pecados, e vossos corpos não tinham recebido a circuncisão, até que Deus vos trouxe para a vida, junto com Cristo, e a todos nós perdoou os pecados. 14Existia contra nós uma conta a ser paga, mas ele a cancelou, apesar das obrigações legais, e a eliminou, pregando-a na cruz; 15Ele despojou as autoridades e os poderes sobre-humanos e os expôs publicamente em espetáculo, levando-os em cortejo triunfal.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 145,1-2.8-9.10-11 (R: 9a)

 

– O Senhor é muito bom para com todos.
R: O Senhor é muito bom para com todos.

– Ó meu Deus, quero exaltar-vos, ó meu Rei, e bendizer o vosso nome pelos séculos. Todos os dias haverei de bendizer-vos, hei de louvar o vosso nome para sempre.

R: O Senhor é muito bom para com todos.

– Misericórdia e piedade é o Senhor, ele é amor, é paciência, é compaixão. O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura.

R: O Senhor é muito bom para com todos.

– Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder!

R: O Senhor é muito bom para com todos.

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Eu vos escolhi a fim de que deis, no meio do mundo, um fruto que dure (Jo 15,16).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 6,12-19

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

– Glória a vós, Senhor!   

 

12Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. 13Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos: 14Simão, a quem impôs o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu;  15Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; 16Judas, filho de Tiago, e Judas Is­cariotes, aquele que se tornou traidor. 17Jesus desceu da montanha com eles e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. 18Vieram para ouvir Jesus e ser curados de suas doenças. E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus também foram curados. 19A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía dele, e curava a todos.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

São Nicolau de Tolentino

- por Padre Alexandre Fernandes

São Nicolau de Tolentino  percorria os bairros mais pobres da cidade consolando os aflitos

O santo de hoje nasceu na Itália em 1245 dentro de uma família muito religiosa. Seus pais, não podendo ter filhos e para conseguir do Céu a graça de que lhes chegasse algum herdeiro, fizeram uma peregrinação ao Santuário de São Nicolau de Mira na cidade de Bari. No ano seguinte, nasceu este menino e em agradecimento ao santo que lhes tinha conseguido o presente do Céu, puseram-lhe por nome Nicolau.

Com vinte anos, Nicolau ficou impressionado com a pregação de um monge eremita agostiniano. A partir disso, acolheu o desafio da vida monástica como eremita. Ordenado sacerdote em 1270, foi visitar um convento de sua comunidade e lhe pareceu muito formoso e muito confortável e dispôs pedir que o deixassem ali, mas ao chegar à capela ouviu uma voz que lhe dizia: “A Tolentino, a Tolentino, ali perseverará”. Comunicou esta notícia a seus superiores, e a essa cidade o mandaram.

Ao chegar a Tolentino se deu conta de que a cidade estava arruinada moralmente por uma espécie de guerra civil entre dois partidos políticos, o guelfos e os gibelinos, que se odiavam até a morte. E se propôs dedicar-se a pregar como recomenda São Paulo: “Oportuna e inoportunamente”. E aos que não iam ao templo, pregava-lhes nas ruas.

São Nicolau percorria os bairros mais pobres da cidade consolando aos aflitos, levando os sacramentos aos moribundos, tratando de converter os pecadores, e levando a paz aos lares desunidos. Passava horas e horas no confessionário, absolvendo aos que se arrependiam ao escutar seus sermões.

São Nicolau de Tolentino viu em um sonho que um grande número de almas do Purgatório lhe suplicavam que oferecesse orações e missas por elas. Desde então dedicou-se a oferecer muitas Santas Missas pelo descanso das benditas almas.

Morreu em 10 de setembro de 1305, e quarenta anos depois de sua morte foi encontrado seu corpo incorrupto.

São Nicolau de Tolentino, rogai por nós!

 

FONTE: Canção Nova

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Deu-lhes o nome de apóstolos… (Lc 6,12-19)

 

            Jesus passara a noite inteira em oração. Leia-se: um encontro íntimo entre o Filho e o Pai. Aliás, oração é exatamente isto: conversa filial, escuta paternal.

 

            Quando amanhece o dia, depois de ter ouvido o Pai, o Filho pode separar Doze da multidão que o seguia, com a missão específica de serem “enviados”. A palavra apóstolo vem do grego, onde o verbo “apostéllo” significa “enviar”. Nos Evangelhos, a primeira vez que esta palavra aparece é em relação ao próprio Jesus, o “enviado” do Pai (cf. Lc 4,18).

 

            Fica bem evidente, nesta escolha, que os apóstolos serão extensões da missão do próprio Jesus: “Como o Pai me enviou, assim também eu envio a vós”. (Jo 20,21b) E esta frase foi pronunciada pelo Senhor logo após ter soprado sobre eles, dizendo: “Recebei o Espírito Santo!”

 

            Assim, os apóstolos sabem que não são donos da missão. Eles saem sem nenhum projeto pessoal, nenhuma outra intenção que não corresponda aos desígnios do Pai, manifestados pelo Filho. E mais: sabem que é o dom do Espírito que lhes permitirá cumprir o tríplice imperativo: ide… ensinai… batizai… (cf. Mt 28,19)

 

            Não se pode vir a ser um apóstolo sem um chamado expresso de Deus, comenta Helmut Gollwitzer. “O apostolado é uma criação de Deus. Além disso, nota-se que o número doze é decisivo, e pensaremos nas doze tribos de Israel. Aquele que via Jesus em companhia dos Doze via assim representada, de modo visível, a pretensão de Jesus de ser o Messias de Israel”.

 

            O apóstolo é enviado a pregar, anunciar e ensinar: ele é portador da Boa Nova. Testemunhas da ressurreição do Senhor, eles sabem em quem depositaram a sua confiança (cf. 2Tm 1,12). “Jesus não se contenta em reunir à sua volta um grupo de fiéis zelosos, sem os dotar, ao mesmo tempo, de vínculos sólidos. Aqui está a IGREJA, isto é, o grupo que assume forma, ordena-se, liga-se a um ministério determinado e a uma autoridade concreta – autoridade única, fundamental, intransmissível, conferida aos doze apóstolos chamados nominalmente.”

 

            Há teólogos afirmando que Jesus nunca pensou em uma “igreja”. Esta seria uma invenção dos homens. Não é o que vemos nos Evangelhos, desde a vocação dos Doze até, especialmente, na vinda do Espírito Santo e no testemunho dos apóstolos após a ressurreição do Senhor. “Quem vos ouve, a mim ouve” (Lc 10,16) – decreta o Senhor. Desde então, será impensável separar o Corpo de seus membros, separar Jesus de seus enviados.

 

Orai sem cessar: “E disso todos nós somos testemunhas!” (At 2,32)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

25ª Semana do Tempo Comum