11 de Janeiro de 2021

Primeira semana do tempo Comum - Segunda-feira

- por Pe. Alexandre

SEGUNDA FEIRA – I SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde, ofício do dia da I semana)

 

Antífona da entrada

– Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo poder é eterno.

 

Oração do dia

– Ó Deus, atendei como o Pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Hb 1,1-6

 

– Início da carta aos Hebreus: 1Muitas vezes e de muitos modos falou Deus outrora aos nossos pais, pelos profetas; 2nestes dias, que são os últimos, ele nos falou por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também criou o universo.  3Este é o esplendor da glória do Pai, a expressão do seu ser. Ele sustenta o universo com o poder de sua palavra. Tendo feito a purificação dos pecados, ele sentou-se à direita da majestade divina, nas alturas. 4Ele foi posto tanto acima dos anjos quanto o nome que ele herdou supera o nome deles. 5De fato, a qual dos anjos Deus disse alguma vez: “Tu és o meu Filho, eu hoje te gerei”? Ou ainda: “Eu serei para ele um Pai e ele será para mim um filho”? 6Mas, quando faz entrar o Primo­gênito no mundo, Deus diz: “Todos os anjos devem adorá-lo!”

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 97,1-2.6,7c.9 (R: 7c)

 

– Adorai o Senhor Deus, vós anjos todos!
R: Adorai o Senhor Deus, vós anjos todos!

– Deus é Rei! Exulte a terra de alegria, e as ilhas numerosas rejubilem! Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, que se apóia na justiça e no direito.

R: Adorai o Senhor Deus, vós anjos todos!

– E assim proclama o céu sua justiça, todos os povos podem ver a sua glória. Aos pés de Deus vêm se prostrar todos os deuses!

R: Adorai o Senhor Deus, vós anjos todos!

– Porque vós sois o Altíssimo, Senhor, muito acima do universo que criastes, e de muito superais todos os deuses.

R: Adorai o Senhor Deus, vós anjos todos!

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Convertei-vos e crede no evangelho, pois o reino de Deus está chegando! (Mc 1,15).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 1,14-20

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.

– Glória a vós, Senhor!  


14Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15“O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos, e crede no Evangelho!” 16E, passando à beira do mar da Galileia, viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. 17Jesus lhes disse: “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens”. 18E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus. 19Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes; 20e logo os chamou. Eles deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados, e partiram, seguindo Jesus.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

Santo Higino

- por Pe. Alexandre

Santo Higino Papa, Mártir

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém

Hoje a Igreja celebra a memória de Santo Higino, papa e Martir. Ele Governou a Igreja Católica com muita determinação e coragem, frutos de sua fé e constantes lutas no empreendimento do plano da Salvação. Como não poderia deixar de ser, seu destino foi o martírio, característica que marcou a ferrenha evangelização de seus predecessores.

Era grego de Atenas e quando assumiu a cadeira apostólica, reinava o imperador Antônio Pio. Os inimigos da Igreja a perseguiam implacavelmente, pois sentiam que a adoração dos seus deuses e ídolos corriam grave risco de serem abandonados, ante a constante e crescente difusão dos princípios da doutrina catolica.

Santo Higino combateu publicamente contra os hereges e converteu muitas pessoas ao retorno da doutrina imaculada. São Justino, luz brilhante de seu século, também muito lhe auxiliou nos progressos que obteve nesta luta. Acabou sendo martirizado algum tempo depois em função da ditosa participação nas empresas do grande Pontífice.

Santo Higinio empreendeu também a reforma do clero, definindo os respectivos graus hierárquicos. Ainda que estivessem estabelecidos desde os tempos apostólicos, com vários regulamentos posteriores de disciplina, uns acabaram sendo confundidos, outros relaxados. Restituiu, assim, sua perfeição, ordenando cada um dos graus eclesiásticos e as suas respectivas funções. Estabeleceu ainda muitos decretos, especialmente os que tratam dos ritos e cerimônias na celebração do Santo Sacrifício. Introduziu as figuras do padrinho e da madrinha no rito do Batismo. Igualmente mandou que para consagração de novos templos, fosse celebrado, antes de tudo, o sacrifício da Missa, e ainda, que as igrejas não fossem erigidas nem demolidas sem expressa licença dos bispos. Proibiu que fosse cedido para usos profanos, qualquer coisa que se relacionasse com o culto divino.

Por muito tempo, suspirou nosso Santo pela coroa do martírio. O ardente zelo que demonstrou em todas as suas ações e providências em dilatar o reino de Jesus Cristo, fez com que o imperador Antônio Pio decretasse sua execução, ocorrida no dia 11 de janeiro. Seu corpo foi sepultado ao lado do Príncipe dos Apóstolos.

Santo Higino, rogai por nós. Benção Final.

 

Meditação

- por Pe. Alexandre

Puseram-se a seguir Jesus… (Mc 1,14-20)

 

Em sua Homilia nº 5, São Gregório Magno [540-604 d.C.] comenta a atitude de Pedro e André que prontamente deixaram suas redes ao chamado de Jesus. E chama nossa atenção antes para as disposições do coração do que para os bens abandonados: “muito deixou aquele que tudo abandonou, ainda que fosse pouca coisa”.

Assim sendo, prossegue São Gregório, “ao ver que alguns deixam grandes bens, ninguém diga: ‘Bem que eu queria imitar aqueles que assim se desapegam do mundo, mas nada tenho que eu possa deixar’. Vós abandonais tudo, meus irmãos, quando renunciais aos desejos terrestres. Nossos bens exteriores, ainda que pequenos, são suficientes aos olhos do Senhor. É o coração que ele olha, não a fortuna. Ele não pesa o valor comercial do sacrifício, mas a intenção daquele que o oferece”.

Na visão de Gregório Magno, se considerarmos os bens exteriores, “nossos santos mercadores obtiveram a vida eterna, que é a dos anjos, em troca de uma barca e algumas redes”. Ele tem razão: “O Reino de Deus não tem preço e, no entanto, te custa exatamente aquilo que tens. Custou a Pedro e André o abandono de uma barca e umas redes; custou à viúva duas moedinhas de prata (cf. Lc 21,2); custou a alguém um copo de água fresca (cf. Mt 10,42). O Reino de Deus, já o dissemos, te custa aquilo que tens. Vede, pois, meus irmãos, que não há nada mais fácil de adquirir nem mais precioso a possuir”.

De onde terá vindo a nós a ilusão, a falsa (e dolorida) impressão de que o seguimento de Jesus é um fardo insuportável? Como foi que o simples pensamento da posse do Reino que nos é oferecido de graça desperte em nosso coração uma sensação de perda? Por que até os pais estremecem quando um filho se dispõe à vida consagrada?

São Gregório vai adiante: “No nascimento do Redentor, mostraram-se os habitantes do céu a clamar: ‘Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens de boa vontade’. (Lc 2,14) De fato, aos olhos de Deus, a mão nunca estará vazia de presentes se o íntimo do coração estiver cheio de boa vontade. Daí a palavra do salmista: ‘Estão em mim, meu Deus, os presentes que irei oferecer em teu louvor’. (Sl 56,13 Vulg.) É como se ele dissesse abertamente: mesmo que eu não tenha de exterior para te oferecer, encontro em mim mesmo aquilo que depositarei sobre o altar, em teu louvor”.

Pensando bem, a barca deixada por Pedro era velha e, às vezes, ameaçava naufragar (cf. Mt 8,24; Lc 5,7b); as redes que os discípulos abandonaram eram redes bem velhas, exigindo frequentes reparos (cf. Mt 4,21b); o lago em que pescavam dependia de milagres para dar algum peixe (cf. Lc 5,5-6; Mt 17,27; Jo 21,6). Grandes bens eles deixaram, não?

            Serão bens assim tão valiosos que hesitamos em abandonar por Jesus?

29ª Semana do Tempo Comum

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